Filmes
Um anjo bem-intencionado, mas um tanto ineficiente se envolve na vida de um trabalhador autônomo em dificuldades e de um rico capitalista de risco.
Leia mais...
Final Explicado
Quem enviava as mensagens? Henry precisava morrer? E Violet realmente matou alguém antes? Vamos destrinchar ponto a ponto. Todo mundo já teve um primeiro encontro constrangedor. Mas nenhum chega perto da experiência traumática de Violet, protagonista de Drop: Ameaça Anônima. O filme mistura paranoia digital, corrupção política e vingança pessoal em uma noite que começa com um jantar elegante e termina em puro caos. A seguir, destrinchamos o final, revelando quem está por trás do ataque, o verdadeiro objetivo da armadilha e como Violet consegue reverter o jogo. A Noite em Que Tudo Dá Errado Violet (Meghann Fahy), viúva e mãe de um menino de cinco anos, decide finalmente tentar um novo encontro. Ela combina de jantar com Henry (Brandon Sklenar), um fotógrafo simpático que conheceu online. O restaurante fica no topo de um arranha-céu em Chicago — ambiente elegante, romântico… e prestes a se tornar uma prisão tecnológica. Assim que Violet entra, seu celular começa a receber DigiDrops: mensagens e memes ameaçadores enviados via um sistema parecido com AirDrop.Quando o remetente ordena que ela olhe as câmeras de segurança da própria casa, o horror se materializa:há um homem mascarado dentro da sua sala, observando seu filho e sua irmã.A partir daí, Violet vira refém das mensagens. Por que querem Henry morto? Inicialmente, Henry parece apenas um funcionário do gabinete do prefeito de Chicago — alguém que tira fotos bonitas para campanhas e eventos oficiais.Mas quando o informante manda Violet roubar o cartão SD da câmera dele e ela dá uma rápida olhada, a verdade começa a emergir:No meio das fotos protocolares, há imagens ilegais de documentos financeiros.Henry estava registrando provas comprometedoras sem autorização.O prefeito está envolvido em um esquema de corrupção.E Henry é, na verdade, informante do FBI. O plano dos criminosos é simples — e brutal:destruir as evidências e eliminar a testemunha. E, para isso, nada melhor do que fazer com que uma mãe desesperada pareça a culpada perfeita. Quem está enviando as mensagens? Durante praticamente todo o filme, Violet tenta identificar quem está dentro do restaurante enviando as ameaças. O lugar é relativamente pequeno, mas cheio de possíveis suspeitos. No fim, o responsável é alguém que ela nunca considerou perigoso:Richard, um senhor aparentemente fofo e tímido, que conheceu no bar enquanto esperava Henry. Ele não está sozinho:seu cúmplice é o homem mascarado na casa de Violet — ambos contratados pelo gabinete do prefeito para “resolver” o problema Henry. O comportamento estranho de Richard ao longo da noite já dava indícios:a acompanhante dele deixa o restaurante furiosao barman revela que ela foi embora porque Richard não parava de encarar Violet Quando isso se junta às mensagens ameaçadoras… tudo se encaixa. Violet matou o ex-marido? Richard escolheu Violet por um motivo:ele acreditava que ela já havia matado alguém antes. Ao longo do filme, somos levados a acreditar que Violet teria assassinado o marido abusivo. Flashbacks mostram:ele armadoameaçando matar o filhoViolet ensanguentada, apavorada Parecia óbvio que ela havia reagido. Mas o último flashback revela a verdade:o marido pegou a própria arma e se matou, apontando para si mesmo. Violet nunca o matou — Richard apenas interpretou tudo de forma conveniente para o seu plano. Como Violet vira o jogo? Richard ordena que Violet envenene Henry usando um frasco que deixaram no banheiro.Ela finge cooperar, mas percebe que o informante está atento a cada movimento e quer vê-la colocar o veneno — ou seja, está dentro do restaurante. Violet então arma sua própria estratégia:Finge derramar o veneno na tequila.Derruba água em Henry para impedir que ele beba.Confronta Richard oferecendo o drink “envenenado”.Quando ele não aceita, Violet revela:ela nunca colocou veneno ali. O veneno estava na panna cotta que Richard pediu para si mesmo. A reação dele é imediata: fúria e violência. O confronto final Richard saca uma arma e atira, acertando Henry.Durante a troca de tiros, uma das balas atinge a enorme janela de vidro do restaurante, criando uma rachadura perigosa. Enquanto Richard tenta matar Violet e ordena por telefone que o cúmplice elimine sua irmã e o filho em casa, Violet reage usando o disco de hóquei que Henry levou como presente. Ela lança o disco contra a rachadura.A janela explode.A pressão do ar suga Richard para fora e ele cai do arranha-céu. Violet quase cai junto, mas se agarra a uma cortina — e Henry a puxa de volta para dentro. Violet salva o filho e a irmã? Sim — e é uma das partes mais tensas do filme. Violet corre para casa e encontra tudo destruído.O assassino:atirou em sua irmão filho se esconde debaixo da camae o bandido parte para cima dela com brutalidade Mas desta vez, Violet não é a vítima indefesa do passado. O filho manda pelo chão o carrinho de controle remoto — onde está a arma que o assassino deixou cair.Ela pega a arma e atira, matando o agressor. Sua irmã aparece logo depois: ferida, mas viva. O desfecho: justiça, paz e… Burger King Dias depois, o escândalo de corrupção explode na mídia e o plano absurdo do prefeito vem à tona. Henry está no hospital, vivo, e a irmã de Violet também.Violet visita Henry, os dois riem, conversam e dividem um milkshake. Henrique pede um segundo encontro.Ela aceita. E ambos concordam:dessa vez, que seja entediante. Um final feliz, depois do primeiro encontro mais traumático do cinema recente.
Leia mais...
Filmes
O primeiro encontro de uma mãe viúva em anos toma um rumo assustador quando ela é bombardeada com mensagens ameaçadoras anônimas em seu telefone durante um jantar sofisticado.
Leia mais...
Notícias
A contagem regressiva terminou: a última temporada de Stranger Things estreia nesta quarta-feira (26/11), às 22h, dando início ao fim definitivo de uma das séries mais influentes da cultura pop dos últimos anos. E, para prolongar a experiência dos fãs, a Netflix decidiu lançar o desfecho em três partes:Volume 1: 26 de novembroVolume 2: 25 de dezembroEpisódio final especial: 31 de dezembro Ou seja: em pleno fim de ano, Stranger Things vai dominar o calendário e entregar um mês inteiro de despedida. Onde paramos? O caos em Hawkins e a expansão mortal de Vecna O retorno acontece depois de uma das conclusões mais sombrias da série. Hawkins está destruída — literalmente partida por rachaduras abertas pelos múltiplos portais que conectaram o nosso mundo ao Mundo Invertido. A influência de Vecna se espalha sem limites, transformando a cidade em um palco apocalíptico. Os personagens chegam ao novo ano completamente abalados: • ElevenDepois de perder seus poderes, ela encarou um doloroso processo de recuperação que a obrigou a revisitar traumas antigos. Agora, tenta reacender suas habilidades enquanto carrega o peso do destino de Hawkins. • HopperDado como morto, ressurgiu — surpreendendo amigos e fãs. Após sobreviver a um inferno na Rússia, finalmente conseguiu voltar para casa. • MaxGravemente ferida por Vecna, sobrevive ao ataque, mas termina a temporada em coma, enquanto o quarto e decisivo portal se abre diante de seus amigos impotentes. A quinta temporada: episódios gigantes, estilo de cinema e o maior orçamento da história da Netflix A Netflix transformou o último ano de Stranger Things em um evento cinematográfico. Serão oito episódios, todos longos, ambiciosos e com orçamento recorde: cada capítulo custou entre R$ 269 e R$ 323 milhões. A história agora avança para o outono de 1987, quase dois anos após o caos do quarto ano. Hawkins permanece em quarentena militar, isolada do mundo e tratada como zona de contenção do avanço do Mundo Invertido. Nesse cenário opressivo, o grupo original — Eleven, Hopper, Joyce, Will, Max e Mike — se reencontra para enfrentar a ameaça final: um Vecna ainda mais poderoso e decidido a destruir tudo. O objetivo é claro e definitivo: fechar todos os portais e aniquilar o Mundo Invertido de uma vez por todas. Volume 1: o reencontro, o cerco militar e o protagonismo de Will Os episódios lançados hoje fazem parte do Volume 1, que reúne os quatro primeiros capítulos. Agora, todos os personagens estão novamente juntos — um alívio para quem reclamou da separação geográfica da quarta temporada. Mas nem tudo é simples: a cidade continua sob ocupação militar, e o grupo precisa agir nas sombras para encontrar Vecna e impedir que ele consolide seu domínio sobre o nosso mundo. Uma das maiores novidades é o papel central de Will, interpretado por Noah Schnapp. Seus primeiros minutos na temporada já indicam que ele terá mais destaque — algo muito aguardado pelos fãs.Schnapp comentou sobre esse amadurecimento: “Quando comecei, eu era aquele garoto tímido e inocente. Ver como Will e eu evoluímos juntos foi incrível. Entrar na quinta temporada foi muito animador.” Três volumes, datas e horários — tudo que você precisa saber A temporada final terá três lançamentos: Volume 1 — 26 de novembro (4 episódios) 22h, horário de Brasília Volume 2 — 25 de dezembro (3 episódios) 22h Episódio Final — 31 de dezembro (episódio especial) 22hA despedida oficial de Hawkins e do Mundo Invertido. Para maratonar antes: os 4 episódios essenciais escolhidos pelos Irmãos Duffer Os criadores da série selecionaram quatro capítulos fundamentais para quem quer relembrar a mitologia antes do último ano: “Will, o Sábio” — 4ª episódio da 2ª temporada“O Espião” — 6º episódio da 2ª temporada“O Massacre no Laboratório de Hawkins” — 7º episódio da 4ª temporada“E o Plano de Onze” — 9º episódio da 4ª temporada Matt Duffer explicou:“A segunda temporada foi quando realmente começamos a construir a mitologia.”Ross completou:“O episódio ‘O Massacre no Laboratório de Hawkins’ começa a revelar as respostas sobre o Mundo Invertido.” O fim de uma era no streaming A temporada final de Stranger Things chega com tudo que a série sempre soube fazer: nostalgia, tensão, monstros, amizade e emoção. É o encerramento de uma história que marcou toda uma geração — e agora promete fechar suas portas de forma épica, sombria e definitivamente histórica. Prepare o coração: Hawkins nunca mais será a mesma.
Leia mais...
Animações
Stevie e seu irmão Elliot embarcam em uma jornada pelo mundo absurdo dos próprios sonhos para fazer um pedido a Sandman: a família perfeita.
Leia mais...
Notícias
O cinema político vai ganhar mais um capítulo controverso. O ator norte-americano Jim Caviezel, famoso mundialmente por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo (2004), foi escalado para viver Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, produção que pretende narrar a trajetória do ex-presidente durante a campanha eleitoral de 2018. Nos últimos anos, Caviezel se aproximou de projetos alinhados a pautas conservadoras, como o recente Som da Liberdade (2023), e também ganhou notoriedade por defender teorias conspiratórias, como o mito do adrenocromo, alegações de “cabala satânica global” e críticas infundadas às vacinas contra a Covid-19, classificando-as como “terapia genética”.Apesar das polêmicas, sua escalação reforça o viés do filme. Um herói nacional? Dark Horse deve retratar Bolsonaro — condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado — como um “salvador da pátria”. A narrativa pretende revisitar momentos marcantes, como a facada em Juiz de Fora (MG), seu passado militar e ações atribuídas ao combate ao tráfico de drogas. A produção também incluirá versões ficcionalizadas de supostas outras tentativas de assassinato.O personagem inspirado em Adélio Bispo terá nome alterado. Filme terá gravações no Brasil, EUA e México Segundo informações do O Estado de S. Paulo, as filmagens já começaram no Brasil e seguirão para os Estados Unidos e México. A previsão de estreia é 2026, e o longa será rodado em inglês. Diretor também é adepto de teorias conspiratórias A direção fica por conta de Cyrus Nowrasteh, cineasta conhecido por produções religiosas e que já declarou acreditar em teorias sobre uma “cabala satânica” controlando a política global — discurso semelhante ao que Caviezel costuma repetir. O diretor também rejeita a ciência por trás das vacinas da Covid-19. Mario Frias assina o roteiro O roteiro do filme está nas mãos do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que promete mostrar Bolsonaro como um líder resiliente, alguém que “superou a facada e venceu as eleições”. Elenco internacional para a família Bolsonaro A produção já confirmou parte do elenco:Lynn Collins,Esai Morales,Felipe Folgosi,Biaka Fernandes. Os filhos do ex-presidente também terão versões cinematográficas:Marcus Ornellas viverá Flávio Bolsonaro;Sérgio Barreto, Carlos Bolsonaro;Eddie Finlay, Eduardo Bolsonaro. As atrizes para Michelle e Laura Bolsonaro ainda não foram anunciadas.
Leia mais...
Filmes
Agora que seus dias como assassino ficaram para trás, tudo o que Dan quer para o Natal é passar um tempo de qualidade com seus filhos. Mas quando descobre que sua filha tem seus próprios planos, ele reserva uma viagem em família para Londres, colocando todos na mira de um inimigo inesperado.
Leia mais...
Notícias
A franquia O Exorcista está prestes a ganhar um novo fôlego — e, desta vez, com um nome de peso na linha de frente: Scarlett Johansson. A atriz foi confirmada como protagonista do próximo projeto de Mike Flanagan, um dos diretores mais respeitados do terror contemporâneo. O filme será produzido pela Universal e pela Blumhouse, que buscam revitalizar a saga após o desempenho morno de O Exorcista: Believer em 2023. Um novo caminho para a franquia — sem remakes, sem continuações Diferente das tentativas anteriores, este novo longa não será um remake nem dará continuidade direta às sequências já existentes. A proposta é criar uma história totalmente independente, mas inserida no universo expandido de O Exorcista. Isso abre espaço para novas interpretações, personagens inéditos e uma abordagem que não fica presa às amarras do passado. E é aqui que a escolha de Mike Flanagan faz diferença. O cineasta, responsável por títulos como Doutor Sono, Jogo Perigoso, A Maldição da Residência Hill e Missa da Meia-Noite, também assina o roteiro, além de dirigir e produzir o projeto por meio de sua empresa, a Red Room Pictures. Flanagan e O Exorcista: uma relação pessoal Ao confirmar sua participação em 2024, Flanagan falou abertamente sobre sua admiração pela obra de William Friedkin. “O Exorcista é um dos motivos pelos quais me tornei cineasta”, afirmou.Ele descreveu a oportunidade como um sonho realizado e prometeu entregar algo “novo, ousado e aterrorizante”, honrando a mitologia sem repetir o que já foi feito. O entusiasmo do estúdio acompanha o tom. David Robinson, da Morgan Creek Entertainment — empresa que também participa da produção — disse acreditar que a visão do diretor irá “impressionar o público mundial”. Jason Blum e Ryan Turek completam o time como produtor e produtor executivo. Relembrando o clássico de 1973 O título original, lançado em 1973 e inspirado no romance de William Peter Blatty, se tornou um ícone cultural ao retratar a possessão demoníaca da jovem Regan e a batalha espiritual travada pelos padres Merrin e Karras. O impacto foi tão grande que o filme recebeu 10 indicações ao Oscar e moldou para sempre o gênero do terror sobrenatural. Desde então, a franquia ganhou sequências, prequelas e revisitações — algumas bem recebidas, outras nem tanto — mas nenhuma alcançou o mesmo impacto do original. Scarlett Johansson e o peso da bilheteria A escolha de Scarlett Johansson acrescenta uma camada extra de atenção ao projeto. A atriz brilhou recentemente em Jurassic World: Rebirth, que ultrapassou a marca dos US$ 868 milhões globalmente, reforçando seu apelo comercial e sua versatilidade em diferentes gêneros. Sua entrada em um filme do universo de O Exorcista coloca o projeto em um patamar ainda mais alto de expectativa. E a trama? Por enquanto, tudo permanece sob sigilo absoluto. Nenhum detalhe sobre a história, personagens ou abordagem foi revelado. O que se sabe é que o filme pretende equilibrar respeitosa reverência ao legado com a assinatura inconfundível de Flanagan — uma mistura que, se funcionar, pode finalmente entregar a revitalização que a franquia busca há anos. O que vem pela frente Com Johansson estrelando e Flanagan no comando, esse novo capítulo de O Exorcista já desponta como um dos projetos mais aguardados do gênero. Mais informações devem surgir nos próximos meses, conforme a produção avança — e, claro, estaremos acompanhando tudo de perto.
Leia mais...
Famosos
O mundo da música perde hoje um de seus maiores ícones: Jimmy Cliff, lenda do reggae e figura fundamental para a popularização do gênero ao redor do planeta, faleceu aos 81 anos.A notícia foi confirmada por sua esposa, Latifa, por meio de uma publicação emocionada nas redes sociais. Segundo ela, o artista morreu após “uma convulsão seguida de pneumonia”. Em sua mensagem, Latifa expressou não só a dor da perda, mas também gratidão: “Sou grata à sua família, amigos, colegas artistas e companheiros de trabalho que compartilharam essa jornada com ele. A todos os seus fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi sua força durante toda a carreira.” Um pioneiro que mudou a história da música Jimmy Cliff não foi apenas um cantor: ele foi um movimento, um símbolo cultural, um dos maiores responsáveis por levar o reggae para além das fronteiras jamaicanas. Ao longo de seis décadas de carreira, Cliff colecionou conquistas:Dois Grammys,A mais alta honraria de seu país, a Ordem de Mérito,E um marco histórico: ser um dos dois únicos cantores jamaicanos presentes no Rock and Roll Hall of Fame, ao lado de Bob Marley. Canções como “Many Rivers to Cross”, “The Harder They Come” e “You Can Get It If You Really Want” moldaram gerações e influenciaram artistas do mundo inteiro. Seu talento atravessou décadas sem jamais perder relevância. Um legado que jamais se apagará A partida de Jimmy Cliff deixa um vazio, mas também uma herança musical e cultural imensurável. Ele era mais que um artista: era um símbolo de resistência, espiritualidade e identidade jamaicana. Sua voz, suas letras e sua energia continuam vivas — nas gravações, nas lembranças e no impacto que seu trabalho causou em milhões de pessoas. Descanse em paz, Jimmy Cliff.O legado é eterno. ✊
Leia mais...
Documentários
Esta série documental explora o caso de Fernando Báez Sosa, cujo espancamento fatal por um grupo de jovens foi filmado, chocando a Argentina.
Leia mais...
Filmes
A busca desesperada de uma mulher por sua irmã há muito tempo perdida torna-se uma obsessão ao perceber que o demônio imaginário de sua infância pode ter sido real.
Leia mais...
Final Explicado
O final de A Mulher no Jardim é exatamente aquilo que o filme constrói desde os primeiros minutos: ambíguo, desconfortável e emocionalmente desestabilizador. Depois de acompanhar Ramona sendo consumida pela depressão materializada na figura da mulher de véu preto, o desfecho abandona explicações fáceis e mergulha em interpretações possíveis — algumas esperançosas, outras profundamente sombrias. Aqui está o que realmente acontece, o que pode ter acontecido e o que o filme quer que o espectador carregue quando os créditos sobem. O que acontece na superfície: Ramona sai viva do celeiro O filme cria uma tensão enorme quando Ramona manda os filhos embora, entra no celeiro com o rifle e se senta ali, sozinha, nos segundos mais pesados do longa. A câmera corta para o exterior, preparando-nos para um possível tiro…Mas nada acontece. Em vez disso, Taylor e Annie voltam, e Ramona emerge do celeiro:calma,centrada,e aparentemente decidida a viver. A mulher misteriosa desapareceu.As crianças perguntam se ela voltará.Ramona responde que, se isso acontecer, ela estará pronta. À primeira vista, parece um final de superação: Ramona encarou a personificação de sua depressão e escolheu viver — ou, pelo menos, lutar. Mas o cenário muda. E é aqui que o filme começa a provocar dúvidas. Ao voltar para casa, algumas coisas estão… diferentes demais: 1. A propriedade agora tem uma placa com o nome da família.Isso havia sido discutido entre ela e David antes da morte dele — um sonho interrompido que agora parece, de repente, realizado. 2. A casa está completamente reformada.No início do filme, isso era motivo de briga e frustração.A reforma parecia impossível para Ramona em meio ao luto… mas agora tudo está perfeito, impecável, como se o tempo tivesse passado — ou como se ela estivesse em outro lugar. 3. A pintura final contém a mulher e um “R” invertido.Essa assinatura não é casual.É o mesmo “R” que Annie, a filha, escrevia ao contrário — e que Ramona reprimia emocionalmente. A imagem da pintura também sugere algo novo: não é mais uma figura ameaçadora dominando o quadro, como no início do filme.Agora, Ramona aparece ao lado da mulher, como se tivesse alcançado algum tipo de reconciliação com sua dor. Interpretando o final: Ramona morreu ou sobreviveu? O filme entrega dois caminhos — e nenhum deles é confirmado.Vamos aos cenários possíveis: Teoria 1 – Ramona se matou e entrou no “mundo espelhado” Essa teoria faz MUITO sentido quando juntamos os sinais:A casa perfeita → seria uma versão “ideal” da vida após a morte.A placa com o nome → um desejo realizado tarde demais.A assinatura invertida → algo fora da realidade.A atmosfera calma demais → quase um purgatório.A presença da mulher cessou → porque sua “função” terminou. O filme já havia mostrado esse “mundo espelhado” antes, onde Ramona revive memórias distorcidas com David.Se ela realmente consumou o suicídio, essa última sequência seria sua transição — uma despedida suave antes de abandonar a vida. Mas… tem um problema.No mundo espelhado anterior, David estava vivo.Se essa nova realidade é um pós-vida idealizado… por que ele continua morto? A ausência dele abre uma brecha nessa interpretação. Teoria 2 – Ramona viveu, melhorou e avançou no tempo (Eu fico com essa teoria) A segunda leitura é mais otimista, mas também coerente:A casa reformada seria resultado de um salto temporal real.A placa instalada marca um novo começo da família.A pintura mostra Ramona “convivendo” com sua depressão, não negando — um gesto de cura.O “R” invertido pode ser uma homenagem à filha, não um sinal de irrealidade. O filme usa truques visuais para embaralhar passado e presente o tempo inteiro.Saltar meses ou anos sem avisar ao espectador não seria estranho — apenas parte da linguagem. Essa leitura mostra Ramona determinada a tratar sua doença e seguir vivendo ao lado dos filhos. Mas então… qual é o final “verdadeiro”? A resposta do filme é simples: não existe um final confirmado. A ambiguidade é proposital — e importante. Encerrar a história com:Ramona morrendo → seria cruel e desnecessário.Ramona curada e feliz → seria irrealista e superficial. O diretor Jaume Collet-Serra evita os dois extremos.Ele quer que o espectador viva a mesma dúvida que Ramona vive todos os dias:Será que amanhã será um dia bom… ou será “o dia”? A incerteza é parte do terror.E é parte da doença. O que o filme realmente quer dizer com esse final? A Mulher no Jardim recusa o clichê de “o monstro é o luto” e entrega algo muito mais complexo:A mulher no quintal não era um demônio.Era a depressão, nua, crua, sem metáforas simplistas.Era a parte de Ramona que queria desistir.E a parte que precisava ser encarada cara a cara. O final mostra que não existe cura instantânea.Existe enfrentamento.Existe recaída.Existe dúvida. E, principalmente, existe escolha. Mesmo que por um fio. Conclusão O final de A Mulher no Jardim é propositalmente ambíguo porque:a mente de Ramona era ambígua,sua realidade era fragmentada,e sua relação com a vida estava no limite. O filme prefere deixar o público convivendo com a tensão entre alívio e tristeza — exatamente como Ramona convive todos os dias. Não há monstro.Não há revelação bombástica.Há apenas a luta silenciosa de uma mulher tentando, com todas as forças, não se perder de si mesma. E isso, no fim das contas, é muito mais assustador do que qualquer entidade sobrenatural.
Leia mais...