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Quando o Céu se Engana (2025) - Keanu Reeves é o anjo mais divertido (e desastrado) de 2025
Um anjo bem-intencionado, mas um tanto ineficiente se envolve na vida de um trabalhador autônomo em dificuldades e de um rico capitalista de risco.
Personagens
Gabriel- Keanu Reeves: Um anjo “de baixo orçamento” — bonzinho, mas desajeitado. Ele tenta ajudar um homem de vida difícil.
Arj- Aziz Ansari: Um trabalhador autônomo, fazendo vários bicos e vivendo na incerteza, tentando sobreviver em Los Angeles. Sua vida desmorona e ele conhece Gabriel.
Jeff- Seth Rogen: Um homem muito rico — investidor, dono de mansão, piscina, festas — que contrata Arj para serviços. Representa o “outro lado” da desigualdade.
Elena- Keke Palmer: Colega de Arj na loja de ferragens. Tem papel de apoio e traz outro olhar sobre o cotidiano de quem vive com poucos recursos.
Martha- Sandra Oh: Outro “anjo celestial” que entra em cena quando as coisas desandam — com consequências para Gabriel.
História
O enredo de Good Fortune (Quando o céu se engana) gira em torno de Gabriel, um anjo bem-intencionado, mas atrapalhado, que decide intervir na vida de Arj — um trabalhador precário que faz bicos para sobreviver. Quando Arj alcança o fundo do poço, Gabriel acredita que a solução está em dinheiro — e decide trocar a vida de Arj com a de Jeff, seu patrão rico e privilegiado.
Pode Ver Sem Medo
Aziz Ansari finalmente retorna atrás das câmeras depois de Master of None, agora estreando como roteirista, diretor e protagonista em Quando o Céu se Engana, uma comédia sobrenatural que tenta equilibrar crítica social, fantasia e aquele humor estranho que sempre acompanhou a carreira dele.
Ansari interpreta Arj, um sujeito que sobrevive do jeito que dá em Los Angeles: dormindo no carro, tomando banho na academia e alternando entre um emprego meia-boca no varejo, entregas de comida e tarefas de aplicativos. É aquele retrato do trabalhador precarizado que vive sempre um passo atrás do aluguel — e dois passos atrás de qualquer estabilidade.
A vida dele dá uma virada inesperada quando conhece Jeff (Seth Rogen), um investidor de tecnologia milionário que vive em uma mansão em Hollywood Hills com sauna privativa no quintal. Depois de Arj fazer alguns serviços pra ele, rola aquele clássico “pode me ligar se precisar de algo” que vira… uma contratação. Arj se torna assistente pessoal do ricaço, e a dinâmica dos dois começa a se moldar como uma relação improvável — e obviamente desequilibrada.
Mas é quando tudo dá errado que a trama realmente se ilumina. Ou melhor: se ilumina de forma celestial.
Entra em cena: Gabriel, o anjo mais inadequado da modernidade
Interpretado por Keanu Reeves, Gabriel é um anjo com uma função meio deprimente: impedir que motoristas mandem mensagem enquanto dirigem. Isso mesmo. Enquanto outros anjos salvam vidas de formas profundas, transformam destinos e inspiram grandes mudanças, Gabriel está aí… fiscalizando SMS no trânsito.
E ele leva isso a sério.
Mas quando percebe que Arj está prestes a colapsar emocionalmente, Gabriel tenta interferir — e interfere errado. Ele resolve trocar a vida de Arj com a de Jeff, fazendo o pobre virar rico, e o rico virar… pobre. É aquele esquema “Um Conto de Natal encontra Se Eu Fosse Você”, com glitter celestial e decisões altamente questionáveis.
O problema?
Arj gosta muito da vida nova.
Tipo, muito mesmo.
E ele não quer devolver.
Uma crítica social disfarçada de comédia leve
A construção da troca é longa, e a mensagem é mais do que óbvia:
- Ser pobre é horrível.
- Ser rico não resolve todos os problemas, mas resolve quase todos.
O filme não chega a dizer nada revolucionário sobre desigualdade, e toca o tema de forma mais teatral do que profunda — mas isso nem parece ser exatamente o ponto. A intenção é clara: usar humor e fantasia para ilustrar um contraste gritante entre duas realidades, mesmo que sem grandes epifanias.
E aqui surgem os pontos fracos:
Os diálogos, apesar de bem-intencionados, soam artificiais. As relações entre os personagens nunca parecem totalmente críveis, e algumas tentativas de emoção não aterrissam com força suficiente.
Mas quando o filme acerta, ele acerta com charme.
O elenco salva (e muito)
Keanu Reeves, como Gabriel, é simplesmente delicioso de assistir. A “energia de anjo deslocado” combina perfeitamente com a maneira meio introspectiva — e às vezes esquisita — que ele tem de existir. Sua cena com um hambúrguer é uma das melhores piadas do filme, ponto.
Seth Rogen faz o que sabe fazer: o bilionário babaca que não tem a menor noção da vida real, mas ainda assim é carismático o suficiente pra você não odiar completamente.
E Keke Palmer entrega uma atuação excelente como Elena, a ativista sindical e voz da razão, trazendo pé no chão e humanidade para uma história cheia de absurdos. Ela é, facilmente, a alma do filme ao lado de Reeves. Ansari está incrível como sempre!
Problema técnico celestial
Embora o filme tente dar profundidade ao funcionamento do céu e às “hierarquias angelicais”, nada disso importa tanto quanto deveria. O próprio Gabriel é tratado como o azarão dos anjos — enquanto outros estão mudando vidas, ele está impedindo mensagens de texto no volante. É engraçado, mas também revela uma crítica ao próprio sistema de “intervenção divina” que o filme ironiza.
A sensação é que Ansari tentou atualizar as comédias morais dos anos 80 para o mundo moderno, com uma camada de sátira social. E sabe de uma coisa? Funciona até melhor do que deveria.
No fim das contas… funciona!
Sim, Quando o Céu se Engana é previsível.
Sim, a mensagem é óbvia.
Sim, às vezes parece ser uma lição de moral rica dada por… dois caras ricos.
Mas também é leve, divertido, visualmente bem conduzido e cheio daquele humor agridoce que lembra os melhores momentos de Master of None.
E, convenhamos, ver Keanu Reeves de asas de anjo tropeçando na vida humana vale o ingresso sozinho.
O filme tem clima de comédia dos anos 80 — simples, direto, com toque de fantasia e sentimentos acessíveis.
Não muda o mundo, mas diverte.
Não revoluciona o gênero, mas entrega carisma e boas ideias.
E a verdade é que, mesmo que você veja a reviravolta vindo a quilômetros, dá aquela sensação gostosa de comfort movie.
A mensagem, embora óbvia, funciona. E às vezes, tudo que queremos é isso.
Curiosidades
O trailer de Good Fortune (2025) apresenta com destaque a música "Do you Wanna Funk?" de Sylvester. A mesma música é usada em uma cena inicial de Trading Places (1983). Seu uso no trailer do novo filme parece ser uma referência à similaridade na trama entre os dois filmes, onde um personagem branco rico e um personagem de uma minoria menos favorecida têm suas vidas trocadas.
Seth Rogen inspirou a implementação de várias ideias no roteiro, como uma sauna e um banho de água fria.
Embora inicialmente duvidasse que Keanu Reeves pudesse assumir o papel de Gabriel, por acreditar que "aquele cara parece estar em outro planeta", Aziz Ansari se convenceu ao conhecê-lo. Ansari também associou Reeves a dois filmes marcantes para si mesmo, Velocidade Máxima e Matrix, que, segundo ele, o deixaram impressionado. Para acalmar essa impressão, Ansari convidou Reeves para sua casa para comer comida indiana e conversar, depois jantar fora e passar um tempo de qualidade com ele.
Onde assistir?
O filme está nos cinemas e nas plataformas digitais.
Avaliações
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Tags:
#filmes #comedia #dramaVisualizações:
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