Final Explicado
ATENÇÃO: este post contém spoilers completos de Notas da Última Fila. Se você ainda não terminou os seis episódios, volte depois. Aqui vamos explicar toda a história, a vingança de Lee Kang e o significado do final. Quando conhecemos Heo Mun-oh, interpretado por Choi Min-sik, de Oldboy, ele definitivamente não está bem. E o mais curioso é que, olhando de fora, talvez nem tivesse tantos motivos para ser tão miserável. Mun-oh é professor de literatura coreana em uma universidade de prestígio, tem uma esposa amorosa, a terapeuta Cho Hyeon-suk, e é respeitado pelos colegas e até por alguns de seus alunos da Geração Z. Mas Mun-oh é profundamente infeliz. Ele olha para a própria vida e só consegue enxergar fracassos. Principalmente quando se compara a Kim Su-hun. A INVEJA DE MUN-OH POR SU-HUN Su-hun foi colega de Mun-oh na universidade e representa praticamente tudo aquilo que o professor acredita que deveria ter conquistado. Enquanto Mun-oh conseguiu escrever apenas um romance, recebido com muito menos entusiasmo do que ele esperava, Su-hun publica livros de sucesso em série desde os tempos de faculdade. Mas não é apenas a carreira. Su-hun também é casado com a bela e elegante Ahn Eun-joo. Eun-joo estudou com os dois na universidade e é a paixão não correspondida que Mun-oh carrega há décadas. Uma paixão que, sejamos sinceros, não é exatamente um segredo. Especialmente para sua esposa. Enquanto Su-hun e Eun-joo construíram uma família e tiveram dois filhos, Mun-oh e Hyeon-suk enfrentaram problemas de fertilidade e permaneceram sem filhos. Mun-oh transformou todas essas frustrações em ressentimento. Ele não escreve. Não consegue superar o passado. Ignora emocionalmente a esposa. E passa seus dias reclamando dos alunos e observando a vida de Su-hun como se o sucesso do antigo colega fosse uma ofensa pessoal. Mun-oh parece ter se resignado a viver assim. Até Lee Kang aparecer. QUEM É LEE KANG? Lee Kang é o jovem quieto que sempre se senta na última fileira da sala de Mun-oh. Apesar de nem sequer estudar literatura, Kang demonstra um talento natural para a escrita. Quando recebe uma tarefa do professor, ele começa a escrever sobre a família rica de seu amigo e colega Se-yun. Kang descreve aquela casa, seus moradores e suas relações com uma riqueza impressionante de detalhes. Mas existe algo ainda mais importante. A história é carregada de inveja. E Mun-oh reconhece imediatamente aquele sentimento. Talvez porque tenha passado praticamente a vida inteira sentindo exatamente a mesma coisa. Fascinado pelo talento do garoto, Mun-oh começa a oferecer aulas particulares de escrita. E, claro, já começa a fantasiar. Em sua cabeça, Lee Kang será um grande romancista. Vai publicar um livro aclamado. Será entrevistado. E, em algum momento, agradecerá publicamente ao grande professor Heo Mun-oh por ter descoberto seu talento. Porque até quando ajuda alguém, Mun-oh consegue encontrar uma maneira de transformar tudo em uma história sobre ele mesmo. Só que a situação muda completamente quando o professor descobre quem é a família observada por Kang. Se-yun é filho de Su-hun e Eun-joo. De repente, Mun-oh tem acesso aos bastidores da vida de seu maior rival e da mulher por quem continua apaixonado. E o fascínio pela escrita de Lee Kang se transforma em obsessão. QUAL ERA A HISTÓRIA CONTADA POR LEE KANG? Através de sucessivas tarefas de redação, Lee Kang entrega novos capítulos de sua história a Mun-oh. Nela, conhecemos Min-hui, uma mulher que trabalha como governanta na casa de Su-hun e Eun-joo. Mas Min-hui não é apenas uma funcionária. Ela mantém um caso com Su-hun. Quando a jovem é atropelada e levada ao hospital, Mun-oh começa a suspeitar de que existe algo muito mais sombrio naquela história. E Kang continua alimentando suas suspeitas. Segundo a narrativa do aluno, Eun-joo descobre a traição do marido. Mas esse não seria o pior segredo de Su-hun. Min-hui teria descoberto que o escritor roubou o manuscrito de sua irmã falecida e publicou a obra como se fosse sua. Ela ameaça revelar a verdade. Su-hun, desesperado para proteger sua carreira, enxerga uma oportunidade quando Min-hui é hospitalizada após o atropelamento. Ele entra escondido no quarto da amante. E a estrangula até a morte. Para Mun-oh, tudo começa a fazer sentido. Su-hun não é apenas o escritor arrogante que o humilhou no passado. É um impostor. Um ladrão. Um assassino. Convenientemente, exatamente o monstro que Mun-oh sempre quis acreditar que seu rival fosse. E esse detalhe é fundamental para entender como Lee Kang consegue manipulá-lo. SU-HUN REALMENTE TENTOU MATAR A PRÓPRIA FAMÍLIA? Não. Mas Mun-oh acreditou completamente nisso. Kang conta ao professor que recebeu uma mensagem de voz desesperada de Se-yun. Na gravação, o garoto afirma que o pai enlouqueceu. Su-hun estaria planejando matar Se-yun e Eun-joo e depois incendiar a casa com todos dentro. Mun-oh entra em pânico. Ou talvez devêssemos dizer que ele finalmente encontra a oportunidade perfeita de bancar o herói da história que criou em sua própria cabeça. Ele chama os bombeiros. Aciona a polícia. E corre desesperadamente para a casa de Su-hun. Mun-oh acredita que salvará Eun-joo. Finalmente provará que sempre esteve certo sobre Su-hun. O grande escritor será revelado como um monstro. E Mun-oh, depois de décadas vivendo à sombra do rival, será o herói. Só existe um pequeno problema. Nada está acontecendo. Quando Mun-oh chega à casa acompanhado da polícia e dos bombeiros, Su-hun, Eun-joo e Se-yun estão tranquilamente voltando de um agradável passeio em família. Não existe incêndio. Não existe plano de assassinato. Não existe mensagem desesperada. Mun-oh foi enganado. E Lee Kang inventou praticamente toda a história. O QUE ERA VERDADE NA HISTÓRIA DE LEE KANG? Essa talvez seja uma das partes mais interessantes de Notas da Última Fila. Lee Kang não inventou tudo do zero. Ele utilizou pequenas verdades para construir uma grande mentira. Kang realmente conhecia Se-yun. Os dois participaram juntos de uma competição de programação e Kang chegou a visitar a casa da família com outros estudantes para realizar um trabalho. Mas provavelmente nunca passou a frequentar aquela casa com a intimidade descrita em seus textos. Min-hui também existia. Porém, ela nunca foi governanta da família. E muito menos amante de Su-hun. Quando Mun-oh e Kang presenciam uma jovem sendo atropelada enquanto Su-hun está nas proximidades, Lee Kang simplesmente aproveita a coincidência. A jovem era Min-hui, uma funcionária da editora próxima ao local onde Su-hun participava de uma reunião naquela noite. Su-hun não conhecia Min-hui. Não tinha um caso com ela. Não roubou o manuscrito da irmã da jovem. E, obviamente, não a assassinou no hospital. Lee Kang pegou um acontecimento real e transformou em ficção. Exatamente como Mun-oh havia lhe ensinado anos antes. POR QUE LEE KANG ENGANOU MUN-OH? E finalmente chegamos à grande revelação de Notas da Última Fila. Lee Kang conhecia Mun-oh. E guardava ressentimento contra o professor desde a infância. No episódio final, voltamos 12 anos no tempo. Quando Kang tinha apenas oito anos, vivia em um orfanato visitado por Hyeon-suk como parte de seu trabalho como terapeuta. Em uma dessas viagens, Hyeon-suk leva Mun-oh com ela. A intenção era simples. O marido enfrentava um bloqueio criativo e ela acreditava que sair da cidade, respirar ar puro e mudar de ambiente poderia ajudá-lo. Durante uma atividade em grupo conduzida por Hyeon-suk, o pequeno Kang abandona a sala. Mun-oh, entediado, decide segui-lo. E é nesse momento que acontece algo aparentemente bonito. Mun-oh consegue fazer Kang falar sobre seus pais mortos. Mas utiliza uma estratégia diferente. Em vez de pedir que o garoto fale diretamente sobre a própria família, ele sugere que Kang conte a história de uma família de patos que vive nas redondezas. Kang transforma os patos em personagens. Conta uma história. E, através daquela ficção, consegue finalmente expressar a saudade que sente dos pais. O garoto chora. E Mun-oh consegue acessar uma dor que Kang não conseguia verbalizar. Por alguns minutos, Mun-oh realmente parece ter ajudado aquela criança. O problema vem depois. O QUE MUN-OH FEZ COM LEE KANG NO PASSADO? Encantado com Mun-oh, Kang pede a Hyeon-suk o endereço do professor. Ele queria escrever cartas. Queria manter contato com aquele homem que havia conseguido entendê-lo. Mas, quando Mun-oh e Hyeon-suk estão deixando o orfanato, Kang escuta uma conversa entre os dois. Mun-oh está irritado porque a esposa deu seu endereço ao garoto. Ele não quer receber cartas. Não quer manter contato. E, pior, revela que nunca teve um interesse verdadeiro em Kang. Mun-oh só conversou com o menino porque acreditava que o trauma daquela criança poderia servir como material para seu próximo romance. Só que, depois de ouvir a história, chegou a uma conclusão. Era banal. Pouco interessante. Não renderia uma boa história. Para Mun-oh, aquele momento que havia sido tão importante para Kang não passava de uma tentativa frustrada de encontrar material para um livro. Kang ouviu tudo. E nunca esqueceu. A VINGANÇA DE LEE KANG EXPLICADA Anos depois, Lee Kang decide devolver a Mun-oh exatamente aquilo que recebeu. Uma história. Mas, dessa vez, uma história impossível de ignorar. Kang estudou Mun-oh. Entendeu suas frustrações. Sua inveja de Su-hun. Sua paixão por Eun-joo. Seu desejo desesperado de ser reconhecido como escritor e mentor. E construiu uma narrativa utilizando cada uma dessas fraquezas. Su-hun precisava ser o vilão porque Mun-oh queria que ele fosse o vilão. Eun-joo precisava estar em perigo porque Mun-oh queria salvá-la. Lee Kang precisava ser um jovem escritor brilhante porque Mun-oh queria ser responsável por descobrir um gênio. Kang não obrigou Mun-oh a fazer nada. Esse é o detalhe mais cruel de sua vingança. Ele apenas contou a história certa. Mun-oh fez todo o resto sozinho. E é aqui que Notas da Última Fila fica ainda mais interessante. Porque Lee Kang se vingou usando exatamente aquilo que Mun-oh havia lhe ensinado quando criança. Não conte diretamente sua própria história. Transforme-a em ficção. POR QUE HYEON-SUK DEIXA MUN-OH? Ao final da série, Mun-oh perde a esposa. Mas seria injusto dizer que Lee Kang destruiu aquele casamento. A relação de Mun-oh e Hyeon-suk já estava destruída há muito tempo. Hyeon-suk passou anos sendo emocionalmente ignorada pelo marido. Ela sabia da obsessão dele por Eun-joo. Conviveu com seu ressentimento. Tentou ajudá-lo. Tentou permanecer ao seu lado. Mas a obsessão de Mun-oh pelas histórias de Kang e pela família de Su-hun se torna a gota d'água. Quando Hyeon-suk finalmente deixa o apartamento, Mun-oh ainda consegue tornar a situação pior. Ele a acusa de manter um caso com Lee Kang. Em sua cabeça, os dois dormiam juntos pelas suas costas. A série sugere que essa traição provavelmente nunca aconteceu. Mas Hyeon-suk está tão exausta que simplesmente não se preocupa em confirmar ou negar. E talvez essa seja a maior prova de que o casamento realmente terminou. Ela já não sente necessidade nem mesmo de se defender. POR QUE MUN-OH PERDE O EMPREGO? Mun-oh também perde sua carreira e sua reputação. Durante a história, Lee Kang convence o professor a roubar as questões de uma competição universitária de programação. Segundo Kang, vencer aquela competição era fundamental. Ele e Se-yun precisavam continuar próximos para que Kang pudesse permanecer observando a família e, claro, continuar escrevendo sua história. Mun-oh já estava completamente viciado. Precisava dos próximos capítulos. Precisava encontrar alguma prova contra Su-hun. Então aceita. Ele invade o espaço de um colega e amigo da universidade e rouba as questões. E existe algo quase engraçado naquela sequência. Pela primeira vez em muito tempo, Mun-oh parece vivo. Depois do roubo, ele está eufórico. O professor deprimido e constantemente cansado finalmente sente alguma coisa. O problema é que Kang posteriormente revela o crime. Mun-oh perde o emprego na universidade. Perde sua reputação. E praticamente tudo aquilo que sustentava sua antiga vida desaparece. O FINAL DE NOTAS DA ÚLTIMA FILA EXPLICADO Na última cena da série, encontramos Mun-oh trabalhando em uma livraria. Ele perdeu o emprego. Perdeu a esposa. Perdeu o status. E, provavelmente, perdeu qualquer chance de ser respeitado novamente no meio acadêmico. Mas existe uma diferença. Mun-oh voltou a escrever. Nos intervalos entre atender os clientes, ele trabalha em seu laptop. O cursor finalmente não está apenas piscando diante de uma página vazia. Então Lee Kang entra na livraria. Ele procura um exemplar de Fausto, de Goethe. E a escolha do livro definitivamente não parece aleatória. Fausto conta a história de um homem profundamente insatisfeito que, desesperado por conhecimento, experiência e realização, faz um pacto que acaba colocando sua vida e sua alma em risco. Mun-oh também fez seu próprio pacto. Não literalmente com o diabo. Mas com Lee Kang. Ele sabia que havia algo errado. Sabia que estava ultrapassando limites. Sabia que aquela relação estava destruindo sua vida. Mesmo assim, continuou. Porque precisava saber como a história terminava. POR QUE LEE KANG VOLTA PARA MUN-OH? Quando Mun-oh vê Kang novamente, sua primeira reação é de raiva. Compreensível. O garoto destruiu sua carreira, expôs seus crimes e ajudou a desmontar completamente sua vida. Mas então Kang diz:“Agora tenho uma história que realmente quero escrever.” E pergunta se eles poderiam retomar suas aulas de literatura. Mun-oh tenta resistir. Por aproximadamente alguns segundos. Então pergunta:“Que história?” E seus olhos ganham vida novamente. Lee Kang venceu. Ou talvez os dois tenham vencido. Porque, apesar de toda a toxicidade daquela relação, existe algo que um desperta no outro. Kang encontrou em Mun-oh alguém capaz de entender sua escrita. Mun-oh encontrou em Kang algo que o faz sentir novamente a paixão pelas histórias. Eles são terríveis juntos. Mas também parecem incapazes de se afastar completamente. MUN-OH TERMINA A SÉRIE MELHOR OU PIOR? Essa é uma pergunta interessante. Objetivamente? Muito pior. Ele perdeu a esposa. O emprego. A reputação. E a vida confortável que construiu durante anos. Mas Mun-oh também voltou a escrever. No começo da série, ele tinha tudo aquilo que teoricamente deveria fazê-lo feliz. E era absolutamente miserável. No final, ele perdeu praticamente tudo. Mas o cursor finalmente se move. Isso não transforma Lee Kang em um salvador. Muito menos justifica sua vingança. Mas existe uma ironia cruel no destino de Mun-oh. Kang destruiu a vida do professor. E, ao mesmo tempo, arrancou Mun-oh do ciclo de ressentimento que o mantinha paralisado havia anos. O QUE SIGNIFICA O “CONTINUA...” NO FINAL? A narração de Lee Kang encerra Notas da Última Fila com uma única ideia:“Continua...” Não significa necessariamente que teremos uma segunda temporada. A frase funciona como conclusão temática da série. Histórias nunca terminam completamente. Mun-oh acreditava que precisava descobrir o final da história de Kang. Mas não existe um final. Kang aparece com outra história. Mun-oh imediatamente quer ouvi-la. E o ciclo recomeça. Professor e aluno continuam presos um ao outro. Um escreve. O outro lê. Um manipula. O outro acredita que consegue perceber a manipulação. E nós provavelmente continuaríamos assistindo. Porque essa é a grande brincadeira de Notas da Última Fila. Durante seis episódios, julgamos Mun-oh por sua obsessão em descobrir o próximo capítulo. Mas fizemos exatamente a mesma coisa. E, depois daquele “Continua...”, fica difícil não perguntar:Afinal... qual é a próxima história de Lee Kang?
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Séries
Um escritor fracassado que virou professor descobre um talento raro em um aluno. Obcecado, decide dar aulas particulares para o garoto, mas a situação sai de controle.
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Famosos
Bonnie Tyler, uma das vozes mais inconfundíveis da música, morreu aos 75 anos. A cantora galesa, mundialmente conhecida pelos sucessos “Total Eclipse of the Heart” e “Holding Out for a Hero”, estava internada em Portugal desde maio, após precisar passar por uma cirurgia intestinal de emergência. A morte da artista foi confirmada por sua família e equipe em um comunicado divulgado em seu site oficial. “A família e a equipe de Bonnie estão desoladas ao anunciar que ela faleceu inesperadamente na noite passada, em um hospital em Portugal, em decorrência da doença pela qual estava sendo tratada.” O comunicado também pediu privacidade neste momento de luto. “Emitiremos um novo comunicado em breve, mas, por enquanto, pedimos privacidade para lidar com esta tragédia.” Bonnie deixa uma carreira de décadas e uma voz praticamente impossível de confundir. Uma rouquidão intensa e carregada de emoção que acabou se tornando sua assinatura e ajudou a transformar algumas das músicas mais marcantes dos anos 1980 em verdadeiros clássicos. Quem foi Bonnie Tyler? Bonnie Tyler nasceu Gaynor Hopkins, em 8 de junho de 1951, no País de Gales. Antes de conquistar as paradas internacionais, a cantora já se apresentava e transitava por estilos como o country rock e o rock. Sua voz, porém, ganharia uma característica muito particular após um problema de saúde. Na década de 1970, Bonnie precisou passar por uma cirurgia para a retirada de nódulos vocais. Durante a recuperação, a cantora não seguiu completamente as recomendações de repouso vocal e acabou desenvolvendo uma rouquidão permanente. O que poderia ter prejudicado sua carreira acabou se tornando justamente uma de suas características mais reconhecidas. A voz rouca, áspera e dramática de Bonnie Tyler virou praticamente uma assinatura. Bastavam poucos segundos de uma música para saber quem estava cantando. “Total Eclipse of the Heart” e o sucesso mundial Bonnie Tyler já havia conquistado espaço nas paradas europeias quando alcançou o maior sucesso de sua carreira com “Total Eclipse of the Heart”, lançada em 1983. Escrita por Jim Steinman, a balada levou Bonnie ao primeiro lugar da parada de singles da Billboard nos Estados Unidos e se transformou em um fenômeno mundial. A música também marcou importantes conquistas para a artista e ajudou a consolidar seu nome internacionalmente. Dramática, exagerada, romântica e com uma interpretação praticamente rasgada de Bonnie Tyler, “Total Eclipse of the Heart” atravessou gerações. Décadas depois de seu lançamento, a canção continuou reaparecendo na cultura popular e ganhando novos ouvintes. E, convenhamos, poucas pessoas conseguem ouvir o começo de “Turn around...” sem imediatamente continuar a música na própria cabeça. “Holding Out for a Hero” e uma nova geração de fãs Bonnie Tyler ainda emendaria outro enorme sucesso com “Holding Out for a Hero”. A música fez parte da trilha sonora do filme “Footloose”, lançado em 1984, e rapidamente conquistou as paradas. Mas a história da canção não terminou nos anos 1980. Em 2004, “Holding Out for a Hero” ganhou uma nova vida ao ser utilizada em uma das sequências mais lembradas de “Shrek 2”. Para muita gente que cresceu nos anos 2000, a música de Bonnie Tyler ficou eternamente ligada à cena da Fada Madrinha cantando enquanto Shrek tenta chegar ao castelo. O resultado foi uma curiosa passagem de bastão entre gerações. Quem viveu os anos 1980 conheceu Bonnie Tyler pelas rádios e pela MTV. Quem cresceu nos anos 2000 talvez tenha descoberto sua música através de um ogro verde. De um jeito ou de outro, todo mundo acabou ouvindo Bonnie Tyler. A internação e o coma induzido Os problemas de saúde da cantora começaram a preocupar os fãs em maio de 2026. Bonnie Tyler foi internada em um hospital em Faro, Portugal, onde passou por uma cirurgia intestinal de emergência. Após o procedimento, a equipe médica optou por colocar a cantora em coma induzido para auxiliar em sua recuperação. Na época, um porta-voz da artista divulgou um comunicado pedindo privacidade. “Sabemos que todos vocês desejam o melhor para ela e pedimos privacidade neste período difícil, por favor.” Semanas depois, surgiram notícias de que Bonnie havia saído do coma induzido. Apesar da melhora, a cantora permanecia em estado delicado e continuava internada na unidade de terapia intensiva. Sua equipe chegou a informar que o processo de recuperação seria lento, embora os médicos estivessem confiantes em sua melhora. Bonnie, no entanto, permaneceu hospitalizada. Em 8 de julho, a família confirmou que a cantora morreu inesperadamente no hospital em Portugal, em decorrência da doença pela qual estava sendo tratada. Até o momento, detalhes adicionais sobre a causa exata da morte não foram divulgados. Uma voz que ninguém confundia Bonnie Tyler construiu uma carreira marcada por uma característica que nenhum produtor poderia fabricar em estúdio: uma voz absolutamente única. Sua rouquidão transformava qualquer música em algo maior, mais dramático e mais urgente. Talvez por isso “Total Eclipse of the Heart” continue funcionando tão bem décadas depois. Bonnie não simplesmente cantava a música. Ela parecia estar vivendo cada segundo daquela tragédia romântica. E foi justamente essa intensidade que fez sua voz atravessar gerações. Bonnie Tyler morreu aos 75 anos, mas deixou músicas que continuam presentes em filmes, séries, festas, karaokês e playlists. Porque algumas vozes podem até se calar. Mas basta alguém dizer “Turn around...” para que todo mundo saiba exatamente o que vem depois.
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Notícias
A corrida pelo Emmy começou oficialmente! A Television Academy revelou os indicados ao Emmy Awards 2026, premiação que celebra os grandes destaques da televisão norte-americana. E, como sempre, a lista traz séries já consagradas, algumas surpresas e aquelas produções que praticamente dominaram as categorias. Entre os grandes destaques deste ano estão The Pitt, Hacks, Widow's Bay e Pluribus. The Pitt lidera a edição com 25 indicações, enquanto Hacks aparece logo atrás, com 24. As estreantes Widow's Bay, com 19 indicações, e Pluribus, com 18, também chegam com força impressionante à disputa. A 78ª edição do Emmy Awards acontece no dia 14 de setembro de 2026, em Los Angeles, e terá Mariska Hargitay como apresentadora. Agora, vamos aos principais indicados! Melhor série dramáticaA DiplomataA Idade DouradaO Cavaleiro dos Sete ReinosParadiseThe PittPluribusSlow HorsesSeus Amigos e Vizinhos A categoria de drama promete uma disputa pesada. The Pitt chega como a produção mais indicada do ano, enquanto Pluribus, nova série de Vince Gilligan, confirma que rapidamente conquistou seu espaço entre as grandes produções da televisão. Melhor telefilmeChefes de EstadoMiss You, Love YouDe Férias Com VocêCriaturas Extraordinariamente BrilhantesJack Ryan de Tom Clancy: Guerra Fantasma Melhor série cômicaAbbott ElementaryO UrsoHacksMargo Está em ApurosNinguém QuerOnly Murders in the BuildingFalando a RealWidow's Bay E aqui temos uma das categorias mais interessantes do ano. Hacks, em sua temporada final, chega como uma das grandes favoritas e ainda fez história ao alcançar 24 indicações, um novo recorde de nomeações para uma comédia em uma única edição do Emmy. Mas quem também chamou muita atenção foi Widow's Bay. A série mistura comédia e terror em uma pequena cidade aparentemente amaldiçoada e conquistou nada menos que 19 indicações. Nada mal para uma estreante, não é mesmo?Inclusive, já falamos sobre Widow's Bay aqui no Pode Ver Sem Medo. Melhor série limitada ou antologiaAll Her FaultO Monstro em MimTretaDTF St. LouisHistória de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette Melhor ator em série dramáticaSterling K. Brown — ParadiseGary Oldman — Slow HorsesMark Ruffalo — Task: Unidade EspecialRufus Sewell — A DiplomataNoah Wyle — The Pitt Noah Wyle aparece novamente entre os grandes nomes da televisão graças ao sucesso de The Pitt. A categoria ainda reúne veteranos como Gary Oldman e Mark Ruffalo. Melhor atriz em série dramáticaCarrie Coon — A Idade DouradaChase Infiniti — Os Testamentos: Das Filhas de GileadKeri Russell — A DiplomataRhea Seehorn — PluribusZendaya — Euphoria Depois de anos sendo uma das atrizes mais elogiadas de Better Call Saul, Rhea Seehorn volta ao Emmy com Pluribus. Mas a disputa está longe de ser simples: Carrie Coon, Keri Russell e Zendaya também estão entre as indicadas. Melhor ator coadjuvante em série dramáticaPatrick Ball — The PittBilly Crudup — The Morning ShowShawn Hatosy — The PittGerran Howell — The PittJack Lowden — Slow HorsesTom Pelphrey — Task: Unidade EspecialCarlos-Manuel Vesga — Pluribus Sim, The Pitt praticamente montou uma enfermaria particular dentro da categoria. A série conseguiu colocar três atores entre os indicados a melhor ator coadjuvante. Melhor atriz coadjuvante em série dramáticaTaylor Dearden — The PittFiona Dourif — The PittAllison Janney — A DiplomataKatherine LaNasa — The PittSpideh Moafi — The PittJulianne Nicholson — ParadiseKarolina Wydra — Pluribus E não parou nos atores. The Pitt colocou quatro atrizes na mesma categoria, mostrando o tamanho do domínio da série entre os votantes da Television Academy. Melhor ator em série cômicaYahya Abdul-Mateen II — MagnumSteve Carell — RoosterMatthew Rhys — Widow's BayJason Segel — Falando a RealMartin Short — Only Murders in the Building Matthew Rhys garantiu uma indicação por Widow's Bay, enquanto Steve Carell aparece por Rooster e Martin Short segue firme representando Only Murders in the Building. Melhor atriz em série cômicaQuinta Brunson — Abbott ElementaryAyo Edebiri — O UrsoElle Fanning — Margo Está em ApurosLisa Kudrow — The ComebackJean Smart — Hacks Jean Smart está novamente na disputa por Hacks. A atriz, que já se tornou praticamente sinônimo da série, enfrenta nomes como Quinta Brunson, Ayo Edebiri, Elle Fanning e Lisa Kudrow. Melhor ator coadjuvante em série cômicaColman Domingo — As Quatro Estações do AnoPaul W. Downs — HacksHarrison Ford — Falando a RealNick Offerman — Margo Está em ApurosStephen Root — Widow's BayMichael Urie — Falando a RealTyler James Williams — Abbott Elementary Melhor atriz coadjuvante em série cômicaDale Dickey — Widow's BayHannah Einbinder — HacksJanelle James — Abbott ElementaryKate O'Flynn — Widow's BayMichelle Pfeiffer — Margo Está em ApurosMegan Stalter — HacksJessica Williams — Falando a Real Mais uma vez, Widow's Bay mostra sua força, colocando Dale Dickey e Kate O'Flynn na mesma categoria. Melhor ator em série limitada, antologia ou telefilmeRiz Ahmed — A IscaJason Bateman — Black RabbitCharlie Hunnam — Monstro: A História de Ed GeinOscar Isaac — TretaMatthew Rhys — O Monstro em Mim Matthew Rhys conseguiu uma façanha interessante: além da indicação por Widow's Bay, o ator também disputa esta categoria por O Monstro em Mim. Melhor atriz em série limitada, antologia ou telefilmeClaire Danes — O Monstro em MimSally Field — Criaturas Extraordinariamente BrilhantesCarey Mulligan — TretaSara Pidgeon — História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn BessetteSarah Snook — All Her Fault Melhor ator coadjuvante em série limitada, antologia ou telefilmeJason Bateman — DTF St. LouisRichard Gadd — Pela MetadeDavid Harbour — DTF St. LouisRichard Jenkins — DTF St. LouisCharles Melton — TretaNick Offerman — Como um Relâmpago Melhor atriz coadjuvante em série limitada, antologia ou telefilmeLinda Cardellini — DTF St. LouisDakota Fanning — All Her FaultLaurie Metcalf — Monstro: A História de Ed GeinJoy Sunday — DTF St. LouisYoun Yuh-jung — TretaConstance Zimmer — História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette Melhor ator convidado em série dramáticaColman Domingo — EuphoriaErnest Harden Jr. — The PittJeff Hiller — PluribusJeff Kober — The PittJonathan Pryce — Slow HorsesBradley Whitford — A Diplomata Melhor atriz convidada em série dramáticaBrittany Allen — The PittTal Anderson — The PittTina Ivlev — The PittMiriam Shor — PluribusMerritt Wever — A Idade DouradaShailene Woodley — Paradise Melhor ator convidado em série cômicaMichael J. Fox — Falando a RealBrett Goldstein — Falando a RealHamish Linklater — Widow's BayChristopher McDonald — HacksRob Reiner — O UrsoConnor Storrie — Saturday Night Live Um dos nomes que certamente chama atenção aqui é Michael J. Fox, indicado por sua participação em Falando a Real. Melhor atriz convidada em série cômicaLeslie Bibb — HacksJamie Lee Curtis — O UrsoBetty Gilpin — Widow's BayCherry Jones — HacksLaurie Metcalf — HacksKaitlin Olson — HacksLauren Weedman — Hacks Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a força de Hacks, basta olhar esta categoria: a série colocou cinco atrizes entre as sete indicadas. Melhor direção em série dramáticaSalli Richardson-Whitfield — “My Mind Is Made Up” (A Idade Dourada)Hanelle M. Culpepper — “Exodus” (Paradise)Noah Wyle — “12:00 P.M.” (The Pitt)Vince Gilligan — “We Is Us” (Pluribus)Saul Metzstein — “Scars” (Slow Horses)Salli Richardson-Whitfield — “Out Beyond Ideas Of Wrongdoing And Rightdoing, There Is A River” (Task: Unidade Especial) Melhor direção em série cômicaRandall Einhorn — “Ballgame” (Abbott Elementary)Christopher Storer — “Bears” (O Urso)Andrew DeYoung — “Life Goes By Too F**king Fast, It Really Does” (A Cadeira)Lucia Aniello — “Hacks” (Hacks)Mary Lou Belli — “Give It Arrest” (The Ms. Pat Show)Hiro Murai — “Welcome To Widow's Bay!” (Widow's Bay) Melhor direção em série limitada, antologia ou telefilmeJake Schreier — “It Will Stay This Way And You Will Obey” (Treta)Lee Sung Jin — “Oh, The Comfort, The Inexpressible Comfort” (Treta)Jason Bateman — “The Black Rabbits” (Black Rabbit)Steven Conrad — DTF St. Louis Melhor roteiro em série dramáticaPeter Ackerman e Debora Cahn — “Amagansett” (A Diplomata)Kirsten Pierre-Geyfman e R. Scott Gemmill — “1:00 P.M.” (The Pitt)Valerie Chu — “12:00 P.M.” (The Pitt)Vince Gilligan — “We Is Us” (Pluribus)Will Smith — “Scars” (Slow Horses)Brad Ingelsby — “A Still Small Voice” (Task: Unidade Especial) Melhor roteiro em série cômicaQuinta Brunson — “Team Building” (Abbott Elementary)Tim Robinson e Zack Kanin — “Life Goes By Too F**king Fast, It Really Does” (A Cadeira)Michael Patrick King e Lisa Kudrow — “Valerie Does It All” (The Comeback)Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky — “Hacks” (Hacks)Anthony King — “Mergers And Acquisitions” (Na Mira do Júri: Retiro Corporativo)Katie Dippold — “Welcome To Widow's Bay!” (Widow's Bay) Melhor roteiro em série limitada, antologia ou telefilmeMegan Gallagher — “Episode 8” (All Her Fault)Gabe Rotter e Daniel Pearle — “Sick Puppy” (O Monstro em Mim)Lee Sung Jin — “All The Things We're Never Going To Have” (Treta)Mike Makowsky — Como um RelâmpagoSteven Conrad — DTF St. Louis Melhor reality de competiçãoDancing With the StarsRuPaul's Drag RaceSurvivorTop ChefThe Traitors Melhor série de variedadesThe Daily ShowJimmy Kimmel Live!Last Week Tonight With John OliverThe Late Show With Stephen ColbertSaturday Night Live Quem são os grandes favoritos do Emmy 2026? Olhando apenas para o número de indicações, The Pitt é a produção a ser batida. A série lidera o Emmy 2026 com 25 nomeações e conseguiu espalhar seu elenco por praticamente todas as categorias dramáticas. Na comédia, Hacks se despede em grande estilo, com 24 indicações e um recorde histórico para uma série cômica em uma única edição da premiação. Mas talvez as duas grandes surpresas sejam Widow's Bay e Pluribus. As duas séries estreantes chegaram ao Emmy já ocupando espaço entre as produções mais indicadas do ano. Widow's Bay recebeu 19 nomeações, enquanto Pluribus conquistou 18. Agora fica a pergunta: quem vocês acham que vai dominar o Emmy 2026? Eu já tenho alguns favoritos… e confesso que ver Widow's Bay aparecer tantas vezes nessa lista me deixou muito feliz. A cerimônia do 78º Emmy Awards acontece no dia 14 de setembro de 2026. Até lá, ainda dá tempo de colocar algumas dessas séries na lista e maratonar antes da premiação!
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Documentários
Série documental sobre histórias reais de vizinhos que se revelaram perigosos. De fraudes hediondas até atos de violência motivados por vingança sem sentido.
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Final Explicado
Eles Vão Te Matar pode parecer apenas um festival de sangue, membros decepados e satanistas milionários, mas seu desfecho esconde alguns detalhes que passam despercebidos na primeira assistida. Quem sobrevive? Maria realmente morre? Asia se torna imortal? Satanás foi derrotado de vez? E aquele pedaço da cabeça de porco se mexendo no final... significa o quê? Vamos explicar tudo. O plano de Asia sempre foi encontrar Maria Embora Asia aceite o emprego como camareira no luxuoso edifício The Virgil, seu verdadeiro objetivo nunca foi trabalhar ali. Depois de passar dez anos na prisão por tentar salvar a irmã do pai abusivo, ela descobre que Maria foi contratada pelo misterioso condomínio, conhecido pelos inúmeros desaparecimentos de funcionários. Como ninguém que entra no Virgil costuma sair, Asia assume uma identidade falsa e se infiltra no prédio antes que seja tarde demais. Só existe um problema. Ela chega justamente na noite em que será usada como sacrifício. O que realmente acontece no The Virgil? Logo na primeira noite, homens mascarados invadem o quarto de Asia para capturá-la. Só que eles escolheram a vítima errada. Asia elimina praticamente todos os invasores, apenas para descobrir algo ainda mais absurdo: eles voltam à vida. É então que o filme revela seu grande segredo. Os moradores do Virgil pertencem a um antigo culto satânico que fez um pacto com o Diabo. Em troca de sacrifícios humanos constantes, recebem riqueza, poder... e imortalidade. É por isso que ninguém morre de verdade dentro daquele prédio. Como funciona a imortalidade? O segredo da imortalidade está em uma enorme cabeça de porco utilizada durante os rituais. Na pele desse animal estão escritos os nomes de todos aqueles que fazem parte do pacto demoníaco. Enquanto o nome permanecer gravado ali, aquela pessoa simplesmente não consegue morrer. Ela pode ser esfaqueada. Queimada. Empalada. Decapitada. Sempre voltará. O detalhe mais importante é que esse sistema não é mágico de forma automática. Os nomes podem ser alterados. E é justamente isso que muda completamente o final do filme. Maria realmente virou uma satanista? Não exatamente. Quando Asia finalmente encontra Maria, descobre que ela recebeu uma escolha impossível. Entrar oficialmente para a seita, matando alguém durante um ritual......ou morrer. Maria nunca desejou fazer parte daquele culto. Ela apenas acreditava que não existia outra saída. Quando Asia acaba capturada, Maria toma uma decisão extrema. Ela sacrifica a própria vida para garantir que Asia receba a imortalidade necessária para enfrentar toda a seita. É um ato de amor. Ela prefere morrer para que a irmã tenha uma chance de sobreviver. Como Asia derrota Satanás? Depois de se tornar imortal, Asia praticamente vira uma força da natureza. Ela atravessa o prédio inteiro eliminando todos os membros da seita. Mesmo aqueles que não podem morrer acabam derrotados. Alguns ficam empalados. Outros enforcados. Há quem seja congelado. E vários permanecem presos em armadilhas, sofrendo continuamente enquanto a luta continua. No confronto final, Asia enfrenta o próprio Satanás. Depois de uma batalha brutal, ela destrói a cabeça de porco responsável pelo pacto demoníaco, colocando fogo em toda a estrutura. É aí que acontece o detalhe que muita gente não percebe. Por que Maria volta à vida? Antes de incendiar a cabeça de porco, Asia faz algo extremamente inteligente. Ela arranca discretamente um pequeno pedaço da pele. Depois, troca o próprio nome pelo nome de Maria nesse fragmento. Como a imortalidade depende apenas de o nome estar escrito na pele, Asia altera literalmente as regras do pacto. Quando a cabeça principal é destruída, Maria já está vinculada ao pedaço de pele que ficou intacto. Resultado? Seu ferimento fatal cicatriza. Ela volta à vida poucos instantes depois. É uma das reviravoltas mais discretas do filme, mas também uma das mais importantes. Asia continua imortal? Tudo indica que sim. Ao derrotar Satanás, Asia continua ligada ao pacto graças ao pedaço de pele preservado. Isso significa que ela pode ter herdado permanentemente os poderes de regeneração. No entanto, o filme deixa essa questão parcialmente em aberto. Nunca é explicado se a destruição da cabeça principal anulou totalmente o ritual ou se aquele pequeno fragmento continua sustentando a imortalidade. Satanás morreu de verdade? Provavelmente...não. Existe uma cena bastante curiosa nos minutos finais. O pequeno pedaço da pele de porco começa a se mover sozinho. À primeira vista pode parecer apenas um espasmo. Mas considerando toda a mitologia apresentada pelo filme, a interpretação mais provável é outra. Aquele fragmento ainda conserva parte da energia demoníaca. Em outras palavras...Satanás pode não ter desaparecido completamente. Ele apenas perdeu seu receptáculo principal. Se esse pedaço sobreviver, existe a possibilidade de que o Diabo encontre uma forma de retornar no futuro. É uma típica cena criada para deixar espaço para uma sequência. O que acontece com a seita? Com a destruição da cabeça de porco, todos os integrantes do culto perdem sua imortalidade. Alguns morrem imediatamente. Outros conseguem escapar do prédio. Mas agora são pessoas comuns. Durante décadas eles confiaram no pacto para viver eternamente. Sem ele, tornam-se vulneráveis como qualquer outro ser humano. Isso representa a verdadeira derrota da organização. Ela perde exatamente aquilo que justificava todos aqueles assassinatos. O verdadeiro significado do final Apesar de toda a violência, Eles Vão Te Matar termina falando sobre algo muito simples:família. Durante toda a história, Asia acredita que falhou ao deixar Maria para trás quando era adolescente. No final, ela finalmente consegue corrigir esse erro. Ao trocar os nomes na pele do porco, ela recusa repetir o passado e salva a irmã da mesma forma que tentou salvá-la anos antes. Enquanto os membros da seita sacrificavam pessoas por poder e riqueza, Asia sacrifica tudo por amor. É justamente esse sentimento que derrota Satanás. No fim das contas, o Diabo perde não porque foi mais fraco... Mas porque subestimou até onde duas irmãs seriam capazes de ir uma pela outra. Nossa interpretação O final deixa algumas perguntas sem resposta — principalmente sobre o futuro da pele de porco e da possível sobrevivência de Satanás —, mas isso parece intencional. O filme encerra o arco emocional de Asia e Maria de forma satisfatória, ao mesmo tempo em que deixa uma porta aberta para uma continuação. No entanto, mais importante do que responder se o Diabo realmente morreu é mostrar que o verdadeiro poder nunca esteve na magia, mas na relação entre as duas irmãs. Enquanto a seita era movida pela ganância e pelo egoísmo, Asia vence porque faz exatamente o oposto: coloca a vida de Maria acima da própria. É um final surpreendentemente emocional para um filme que, durante quase toda a duração, parece interessado apenas em espalhar sangue pela tela.
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Final Explicado
Risa e o Telefone do Vento (Risa y la cabina del viento) é um daqueles filmes que parecem simples à primeira vista, mas escondem diversas camadas emocionais e simbólicas. Ao misturar realismo mágico com drama, o longa argentino dirigido por Juan Cabral nos faz acreditar que estamos assistindo apenas à história de uma menina tentando conversar com o pai morto. Porém, conforme a narrativa avança, descobrimos que a verdade é muito mais dolorosa do que imaginávamos. Mas afinal, o pai de Risa morreu? Quem era o homem que atendeu o telefone? Quem liga para ela no final? E qual é o verdadeiro significado da cabine? Vamos explicar tudo. A cabine realmente fala com os mortos? Tudo indica que sim. Durante boa parte do filme, podemos imaginar que a cabine seja apenas uma metáfora para o luto, inspirada no verdadeiro Telefone do Vento, localizado em Ōtsuchi, no Japão. No entanto, conforme Risa começa a receber ligações e cumprir pequenas missões deixadas pelas almas, fica claro que existe algo sobrenatural acontecendo. Os mortos conhecem detalhes que ninguém poderia saber e pedem que ela entregue mensagens específicas para familiares e amigos. Mais do que isso, essas pequenas missões transformam completamente a vida das pessoas envolvidas. A cabine funciona como uma ponte entre dois mundos. Quem era o homem que atendeu o telefone? Depois de esperar durante todo o filme por uma ligação do pai, Risa finalmente consegue falar com ele. Mas algo parece estranho. A voz do outro lado da linha está confusa. O homem parece não reconhecer a própria filha nem compreender onde está. Inicialmente, os outros espíritos explicam que isso acontece com alguns mortos. Segundo eles, algumas almas permanecem desorientadas por muito tempo antes de recuperarem suas memórias. Essa resposta tranquiliza Risa......até descobrirmos que tudo não passou de um enorme engano. Pouco tempo depois, os próprios mortos admitem que cometeram um erro. O homem que atendeu não era Rodrigo, pai de Risa. Eles simplesmente não conseguem encontrá-lo. E existe um motivo para isso. O pai de Risa morreu? Não. Essa é a maior reviravolta do filme. Rodrigo nunca morreu no incêndio. Ele realmente ajudou a salvar diversas pessoas e acabou gravemente ferido. Por causa dos ferimentos, foi levado ao hospital. É justamente ali que Sara descobre uma verdade devastadora. Rodrigo mantinha outra família. Ao perceber que ele jamais escolheria ficar ao lado dela e da filha que estava prestes a nascer, Sara decide cortar completamente os laços. Para proteger Risa, ela deixa que a menina acredite durante anos que o pai morreu como um herói. É uma mentira cruel. Mas, ao mesmo tempo, compreensível. Por que Rodrigo rejeita Risa? Quando finalmente encontra o pai, Risa imagina viver o momento que esperou durante toda a vida. Mas recebe exatamente o contrário. Rodrigo já construiu outra família. Ele trata Risa com frieza e praticamente a expulsa. É uma das cenas mais dolorosas do filme. Nesse momento percebemos que a verdadeira perda de Risa nunca foi causada pelo incêndio. Ela foi abandonada muito antes. O pai estava vivo o tempo todo. Apenas escolheu não fazer parte da vida dela. Essa revelação transforma completamente tudo o que vimos até então. O filme deixa de falar sobre a morte. Passa a falar sobre abandono. As cenas em que o pai aparece são reais? Existe uma interpretação bastante interessante. Ao longo do filme vemos alguns momentos felizes entre Risa e Rodrigo. Mas depois da revelação, essas cenas ganham outro significado. Elas podem representar apenas a imaginação de Risa, criando as lembranças que gostaria de ter vivido. Por outro lado, também existe a possibilidade de serem projeções do próprio Rodrigo. Talvez ele imagine como teria sido sua vida caso tivesse escolhido permanecer ao lado da filha. Juan Cabral nunca responde isso. E justamente por isso essas cenas funcionam tão bem. Quem liga para Risa no final? Depois que Sara decide deixar Ushuaia para recomeçar a vida em outra cidade, tudo indica que a história da cabine chegou ao fim. Risa não poderá mais atender o telefone. Mas então acontece a última cena. Durante a viagem, o celular de Sara toca. Ela atende. Nós nunca ouvimos quem está do outro lado da linha. O filme encerra exatamente nesse momento. Essa escolha abre espaço para diferentes interpretações. Primeira interpretação: era Rodrigo Depois de reencontrar a filha, Rodrigo pode finalmente ter percebido tudo o que perdeu. Talvez aquela ligação represente sua tentativa de pedir perdão e reconstruir algum vínculo. É uma possibilidade. Mas não parece ser a mais interessante. Segunda interpretação: os mortos encontraram outro caminho Essa é, para mim, a leitura mais bonita. Mesmo deixando a cabine para trás, Risa nunca perdeu a conexão construída com aquelas almas. Talvez elas simplesmente tenham encontrado outra forma de permanecer ao lado dela. A ligação mostra que o vínculo criado durante toda a história não dependia da cabine. Ela era apenas um meio. O verdadeiro elo sempre foi Risa. O que significa a cena pós-créditos? Vale muito a pena esperar até o fim. A cena mostra Chuleta, o cachorro que perdeu sua família no incêndio, dentro da cabine telefônica. Do lado de fora estão Milo e Esteban. É uma cena pequena. Mas extremamente bonita. Ela mostra que aqueles personagens, todos marcados pela tragédia, encontraram uma nova família. Não estão mais sozinhos. Existe ainda um detalhe curioso. Muitas culturas acreditam que cães conseguem perceber presenças espirituais. Talvez Chuleta também consiga ouvir os mortos, assim como Risa. É uma forma delicada de sugerir que o dom da menina nunca foi totalmente único. O Telefone do Vento realmente existe? Sim. E essa talvez seja a parte mais emocionante de toda a história. O filme foi inspirado no verdadeiro Kaze no Denwa, localizado em Ōtsuchi, no Japão. A cabine foi instalada em 2010 por Itaru Sasaki após perder um familiar. Ela não possui ligação com nenhuma rede telefônica. Seu objetivo nunca foi receber chamadas. A ideia era oferecer um lugar onde pessoas pudessem conversar simbolicamente com aqueles que já partiram. Depois do devastador tsunami de 2011, que matou milhares de pessoas, a cabine tornou-se um símbolo nacional do luto. Até hoje, visitantes do mundo inteiro continuam indo até lá para fazer uma última ligação. O verdadeiro significado do final No fundo, Risa e o Telefone do Vento nunca foi sobre fantasmas. Nem sobre uma cabine mágica. É uma história sobre pessoas tentando seguir em frente. Cada missão entregue pelos mortos não servia apenas para ajudá-los. Servia principalmente para curar quem permaneceu vivo. Risa acreditava que precisava encontrar o pai. Na realidade, precisava descobrir que sua felicidade não dependia dele. Já Esteban precisava voltar a confiar nas pessoas. Sara precisava abandonar a culpa. E até Chuleta precisava encontrar uma nova família. No fim, a cabine nunca foi o verdadeiro milagre. O milagre foi mostrar que até as maiores perdas podem dar lugar a novos começos. Nossa interpretação Apesar de eu ter gostado bastante da reviravolta envolvendo Rodrigo, confesso que esperava um encerramento diferente para a cabine. Depois de desempenhar um papel tão importante durante toda a narrativa, senti falta de um desfecho mais simbólico para aquele lugar que conectava vivos e mortos. Ainda assim, o filme acerta ao mostrar que nem todas as respostas trazem conforto. Às vezes, descobrir a verdade dói mais do que continuar acreditando em uma mentira. E talvez seja justamente isso que torna Risa e o Telefone do Vento uma história tão humana. E você? Acredita que quem ligou no final foi Rodrigo ou que os mortos encontraram uma nova maneira de falar com Risa? Conte sua teoria nos comentários!
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