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Falta menos de um mês para o Oscar 2026, e a temporada de premiações ganhou novos contornos após o anúncio dos vencedores do BAFTA 2026, realizado neste domingo (22), em Londres. Conhecido como o “Oscar britânico”, o prêmio da Academia Britânica costuma influenciar — e muito — os rumos da maior premiação do cinema mundial. E este ano não foi diferente. O grande destaque da noite foi Uma Batalha Após a Outra, que saiu consagrado com seis estatuetas, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção para Paul Thomas Anderson. O longa, que já liderava as indicações com 14 nomeações, consolidou sua força na reta final da corrida ao Oscar. Já o brasileiro O Agente Secreto concorreu nas categorias de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa e Melhor Roteiro Original, mas acabou não levando nenhuma estatueta desta vez. Os principais vencedores do BAFTA 2026 Melhor FilmeUma Batalha Após a Outra Melhor Filme em Língua Não-InglesaValor Sentimental Melhor Roteiro OriginalPecadores Melhor Roteiro AdaptadoUma Batalha Após a Outra Melhor AtorRobert Aramayo – I Swear Melhor AtrizJessie Buckley – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Melhor Ator CoadjuvanteSean Penn – Uma Batalha Após a Outra Melhor Atriz CoadjuvanteWunmi Mosaku – Pecadores Melhor DireçãoPaul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra Melhor Filme BritânicoHamnet: A Vida Antes de Hamlet Destaques técnicos Melhor Fotografia: Uma Batalha Após a OutraMelhor Montagem: Uma Batalha Após a OutraMelhor Figurino: FrankensteinMelhor Maquiagem e Penteado: FrankensteinMelhor Trilha Sonora: PecadoresMelhor Som: F1: O FilmeMelhor Design de Produção: FrankensteinMelhores Efeitos Especiais: Avatar: Fogo e CinzasMelhor Documentário: Mr. Nobody Against PutinMelhor Filme para Crianças e Família: Zootopia 2 O que muda na corrida para o Oscar? Com a vitória expressiva de Uma Batalha Após a Outra, o filme se consolida como um dos favoritos ao Oscar 2026, especialmente nas categorias principais. O reconhecimento de direção para Paul Thomas Anderson também fortalece sua posição na disputa contra outros cineastas já apontados como fortes concorrentes. Pecadores, que vinha logo atrás em número de indicações (13), também saiu fortalecido, especialmente nas categorias de roteiro e trilha sonora — duas áreas que costumam pesar bastante na votação da Academia. Já a vitória de Jessie Buckley por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet pode indicar uma disputa acirrada na categoria de Melhor Atriz no Oscar. Com a cerimônia marcada para 15 de março, a corrida está oficialmente na sua fase mais imprevisível — e emocionante. Agora a pergunta que fica é:O BAFTA antecipou os vencedores do Oscar ou ainda teremos grandes surpresas? Se você quer acompanhar tudo sobre a temporada de premiações, continue de olho aqui no blog — porque a corrida só está começando.
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Famosos
O ator Eric Dane, conhecido mundialmente por seus papéis em séries de sucesso como Grey's Anatomy e Euphoria, morreu nesta quinta-feira (19), aos 53 anos, segundo informações divulgadas pela revista People. Com uma carreira marcada por personagens intensos, carismáticos e muitas vezes controversos, Dane deixa um legado importante na televisão e no cinema — além de uma história pessoal de superação, dor e coragem. De San Francisco para Hollywood Nascido em San Francisco, em 1972, Eric Dane enfrentou cedo uma tragédia: perdeu o pai aos 7 anos, vítima de um disparo de arma de fogo. Anos mais tarde, ele revelou que só compreendeu de fato o impacto devastador dessa perda quando teve sua primeira filha. Foi durante a adolescência, após participar de uma montagem escolar da peça All My Sons, de Arthur Miller, que decidiu seguir a carreira artística. Determinado, mudou-se para Los Angeles com apenas 40 dólares no bolso — início de uma trajetória cheia de obstáculos. Seus primeiros trabalhos foram participações em séries clássicas da TV americana como Uma Galera do Barulho, Anos Incríveis, Roseanne e Um Amor de Família. O reconhecimento começou a ganhar força em 2003, quando entrou na sexta temporada de Charmed, interpretando Jason Dean. O eterno Dr. Mark Sloan O grande divisor de águas veio em 2006, quando passou a integrar o elenco de Grey's Anatomy como o cirurgião plástico Mark Sloan — o icônico “McSteamy”. Durante sete temporadas, o personagem conquistou o público com sua mistura de charme, vulnerabilidade e conflitos emocionais. Mark Sloan se tornou um dos nomes mais lembrados da série criada por Shonda Rhimes. No cinema, Dane também participou de produções como:X-Men: The Last StandValentine's Day (Idas e Vindas do Amor)Marley & MeBurlesque Em 2014, voltou ao protagonismo na série pós-apocalíptica The Last Ship. Já em 2019, surpreendeu o público ao interpretar Cal Jacobs em Euphoria — um personagem complexo e perturbador que mostrou uma nova faceta de sua atuação. Vida pessoal e batalhas silenciosas Eric Dane foi casado com a atriz Rebecca Gayheart desde 2004. O casal teve duas filhas, Billie (2010) e Georgia (2011). Em 2018, Rebecca pediu o divórcio, mas em março de 2025 solicitou o cancelamento do processo. Ao longo dos anos, o ator foi transparente sobre suas lutas contra a depressão e a dependência de medicamentos para dor, iniciada após uma lesão esportiva. Em 2011, passou por reabilitação. Em abril deste ano, Dane revelou ter sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso e provoca perda progressiva dos movimentos. “ELA é uma doença terrível”, afirmou à revista People na ocasião. Sem cura, a condição compromete gradualmente a fala, a mobilidade, a alimentação e a respiração. Segundo relatos, os cuidados eram organizados em 21 turnos diferentes. Quando havia falhas na escala, Rebecca assumia parte das horas — chegando a recorrer a amigos para cobrir um turno de 12 horas. Um legado que vai além da ficção Eric Dane construiu uma carreira sólida, transitando entre o galã carismático e personagens sombrios e complexos. Mais do que seus papéis, deixa a imagem de alguém que enfrentou publicamente suas fragilidades — algo ainda raro em Hollywood. Para muitos fãs, ele sempre será o Dr. Sloan. Para outros, o perturbador Cal Jacobs. Mas, acima de tudo, foi um ator que marcou gerações. Descanse em paz.
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O Prime Video divulgou o primeiro teaser oficial de Spider-Noir, além da data de estreia e novas imagens da produção. A série live-action chega ao catálogo em 27 de maio e marca um momento importante na carreira de Nicolas Cage: é a primeira vez que o ator assume o protagonismo de uma série televisiva. Baseada nos quadrinhos Spider-Man Noir, a trama acompanha Ben Reilly, um investigador particular envelhecido, desacreditado e mergulhado na atmosfera densa da Nova York dos anos 1930. Quando um caso extraordinário surge, ele é forçado a confrontar o passado e retomar a identidade do único super-herói que a cidade já conheceu. Um herói à moda antiga — em dois formatos As primeiras imagens já deixam claro o tom da produção: estética sombria, fotografia contrastada e ambientação fiel à década de 1930. Um dos diferenciais da série será a disponibilização em duas versões:Preto e branco, reforçando o clima clássico noir;Colorida, para quem prefere uma experiência mais contemporânea. Essa escolha reforça a proposta estilizada da obra, que aposta em um visual autoral para expandir o universo do Homem-Aranha sob uma perspectiva mais adulta e investigativa. Elenco e bastidores Além de Nicolas Cage como Ben Reilly, o elenco conta com:Lamorne Morris como Robbie RobertsonLi Jun Li como Cat HardyKaren Rodriguez como JanetBrendan GleesonJack HustonAbraham Popoola A direção dos dois primeiros episódios fica por conta de Harry Bradbeer, conhecido por trabalhos premiados na televisão. A série tem ainda Oren Uziel e Steve Lightfoot como co-showrunners, com produção executiva de Phil Lord, Christopher Miller e Amy Pascal. Um Homem-Aranha mais adulto e sombrio Com ambientação urbana, investigação policial e uma atmosfera que mistura crime, corrupção e redenção, Spider-Noir promete ampliar o universo do Homem-Aranha em uma vertente mais madura, estilizada e cinematográfica. A proposta parece dialogar com o fascínio contemporâneo por narrativas de anti-heróis e thrillers sombrios — mas sem abandonar o DNA clássico do personagem. E aí, ansiosos para ver Nicolas Cage mergulhando no lado mais obscuro do Aranha?
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Famosos
O ator James Van Der Beek, conhecido mundialmente por interpretar Dawson Leery na série Dawson's Creek, morreu nesta quarta-feira (11/2), aos 48 anos. A família confirmou a notícia em comunicado nas redes sociais:“Nosso querido James David Van Der Beek faleceu em paz esta manhã. Ele enfrentou seus últimos dias com valentia, fé e graça.” O ator lutava contra um câncer colorretal. Diagnosticado em 2023, ele tornou a informação pública apenas em novembro de 2024. A luta contra o câncer e a mensagem de conscientização Van Der Beek revelou ao Business Insider que começou a perceber alterações nas fezes — um dos sintomas mais comuns do câncer colorretal. Inicialmente, acreditou que pudesse estar relacionado ao consumo de café. Após exames, veio o diagnóstico: estágio três, quando a doença já atinge os gânglios linfáticos próximos. Segundo a Clínica Cleveland, o câncer colorretal se desenvolve a partir de crescimentos anormais no revestimento interno do cólon e pode se espalhar caso não seja tratado. A ampliação dos exames preventivos tem sido fundamental para diagnósticos mais precoces e redução da mortalidade. Pai de seis filhos, Van Der Beek descreveu o impacto emocional do tratamento como um dos momentos mais difíceis de sua vida:“Todas essas coisas lindas que amo e pelas quais me definia — pai, provedor, marido — tudo isso me foi tirado, ou pelo menos pausado. Tive que me perguntar: ‘Então, o que eu sou?’ E a resposta foi: ‘Eu continuo sendo digno de amor’.” Após o diagnóstico, ele passou a usar sua visibilidade para incentivar exames preventivos e conscientizar o público. O ícone de uma geração Entre 1998 e 2003, Van Der Beek deu vida a Dawson Leery, o jovem sonhador apaixonado por cinema em Dawson's Creek, ao lado de Katie Holmes, Michelle Williams, Joshua Jackson e Busy Philipps. A série marcou o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, tornando-se um fenômeno cultural entre o público jovem. No cinema, ele também estrelou o drama adolescente Varsity Blues (lançado no Brasil como Marcação Cerrada), outro sucesso entre adolescentes da época. Anos depois, mostrou versatilidade ao interpretar uma versão fictícia de si mesmo na série Don't Trust the B---- in Apartment 23, participou da 28ª temporada de Dancing with the Stars e fez participações especiais em produções recentes. O reencontro emocionante Em setembro do ano passado, Van Der Beek participou virtualmente de um evento beneficente que reuniu o elenco principal de Dawson’s Creek. A leitura ao vivo do episódio piloto contou com Holmes, Williams, Jackson e Philipps. Quem assumiu a leitura do papel de Dawson foi o ator e compositor Lin-Manuel Miranda. O evento arrecadou fundos para a instituição F Cancer e também serviu como homenagem ao ator. Legado James Van Der Beek foi um dos rostos mais emblemáticos da televisão jovem no fim dos anos 1990. Para muitos fãs, ele representou o romantismo idealista de uma geração que cresceu discutindo amizade, amor, sonhos e amadurecimento à beira de um píer fictício. Sua partida encerra um capítulo importante da cultura pop dos anos 2000 — mas deixa também uma mensagem poderosa sobre vulnerabilidade, identidade e dignidade. Dawson cresceu. E marcou para sempre quem cresceu com ele.
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Porto Rico como cenário e mensagem Desde os primeiros segundos do show do intervalo, Bad Bunny deixou claro que não estava ali para se adaptar ao Super Bowl — mas para transformá-lo. A apresentação foi conduzida quase inteiramente em espanhol, sem preocupação em “traduzir” a experiência para o inglês. Pelo contrário: logo na abertura, a transmissão exibiu a frase “el espectáculo de medio tiempo del Súper Tazón”, invertendo a lógica habitual e colocando o espanhol no centro do maior palco da cultura pop americana. A ambientação reforçou essa escolha. O espetáculo começou com cenas cotidianas de Porto Rico: trabalhadores no campo, senhores jogando dominó, uma mulher fazendo as unhas, pequenos gestos que constroem identidade. Antes mesmo da primeira música, já estava claro que o objetivo não era apenas entreter, mas transportar o espectador para a terra e a cultura de Benito. Mais tarde, em um dos momentos mais diretos do show, o artista se apresentou em espanhol:“Meu nome é Benito Antonio Martínez Ocasio, e se hoje estou aqui no Super Bowl 60, é porque nunca deixei de acreditar em mim. Você também deveria acreditar em você. Você vale mais do que você imagina.” A “casita” e a celebração latina Um dos elementos visuais mais conhecidos dos shows de Bad Bunny também marcou presença: a casita, símbolo de uma casa porto-riquenha simples, viva, cheia de gente. Nos palcos, ela costuma funcionar como ponto de encontro, onde convidados dançam e celebram enquanto o cantor se apresenta. No Super Bowl, a casita ganhou convidados de peso: Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba — todos latinos ou de ascendência latina. A escolha reforçou a ideia de comunidade e pertencimento, não como exceção, mas como centro do espetáculo. Com as dançarinas, o show também destacou o perreo, estilo de dança sensual surgido em Porto Rico nos anos 80, frequentemente marginalizado, mas aqui elevado ao maior palco possível. Assim como o funk no Brasil, o perreo aparece como expressão cultural, corpo político e identidade popular. Um casamento real no meio do espetáculo Cerca de cinco minutos após o início da apresentação, o show foi interrompido por algo inesperado: o final de uma cerimônia de casamento. Não era encenação. O casamento era real, confirmado pela equipe do artista. O casal havia convidado Bad Bunny para a cerimônia, mas ele propôs o inverso: que eles se casassem no show do intervalo. Benito atuou como testemunha, assinou a certidão e ainda garantiu bolo de casamento de verdade. Em um evento marcado por espetáculos grandiosos, o gesto trouxe intimidade e humanidade ao centro da narrativa. Lady Gaga, salsa e pista de dança Logo depois, Lady Gaga surgiu acompanhada do grupo porto-riquenho Los Sobrinos, tocando “Die With a Smile” como se fossem uma banda típica de casamento. O cenário incluía mesinhas, bolo e até uma criança “dormindo” na cadeira, reforçando a atmosfera doméstica. Em seguida, Gaga foi puxada para dançar por Bad Bunny em “Baile Inolvidable”, dissolvendo completamente a fronteira entre convidado e anfitrião, estrela global e festa de bairro. “Nuevayol” e a Nova York latina A música “Nuevayol” marcou a transição para outro território simbólico: Nova York como extensão cultural de Porto Rico. A cidade é o principal centro demográfico porto-riquenho fora da ilha — e até a bandeira de Porto Rico foi criada ali. O cenário reproduziu as bodegas nova-iorquinas, com participação especial de Toñita, dona do histórico Caribbean Social Club, um dos bares mais emblemáticos da cultura latina na cidade. Nesse momento, Bad Bunny entregou simbolicamente um Grammy a uma criança que “o assistia” pela televisão. As roupas do menino remetiam a uma foto de infância do próprio Benito, conectando passado, presente e futuro em um único gesto. Ricky Martin e a política explícita Outro destaque foi a aparição de Ricky Martin, conterrâneo de Bad Bunny. Sentado em cadeiras que reproduziam a capa do álbum Debí Tirar Más Fotos, ele cantou “Lo que le pasó a Hawaii”, uma das músicas mais políticas do repertório recente de Benito. A letra aborda os efeitos do imperialismo americano sobre o Havaí, anexado aos EUA em 1898, e deixa clara a preocupação: não permitir que Porto Rico tenha o mesmo destino cultural e identitário. A bandeira, o apagão e a memória do furacão Nos minutos finais, Bad Bunny surgiu com uma grande bandeira de Porto Rico em azul-claro — cor associada aos movimentos pró-independência. Cantando “El Apagón”, ele subiu em um poste e provocou simbolicamente um apagão no estádio. A cena remete diretamente ao colapso da infraestrutura elétrica da ilha após o furacão Maria, em 2017, e à negligência governamental que deixou a população convivendo com apagões constantes desde então. O que é “América”? O encerramento trouxe o momento mais simbólico do show. Bad Bunny segurou uma bola com a frase: “Juntos, somos a América”, cercado por bailarinos e músicos com bandeiras de diversos países do continente. “Deus abençoe a América”, disse ele em inglês — ecoando uma expressão patriótica dos Estados Unidos. Em seguida, redefiniu o termo: passou a citar todos os países do continente americano, do Sul ao Norte, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e, por último, Estados Unidos e “minha terra mãe, Porto Rico”. No telão, a frase final: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”. O show se encerrou com “Dtmf”, faixa que fala sobre amor, memória, identidade e pertencimento — resumindo tudo o que aquela apresentação quis dizer.
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A reação de Donald Trump ao show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl 2026 escancarou algo que já estava em ebulição muito antes da primeira batida soar no estádio: a apresentação não era apenas um evento musical, mas um campo de batalha simbólico da polarização cultural nos Estados Unidos. A polarização antes mesmo do show A controvérsia não nasceu no domingo do Super Bowl. Ela já estava instalada semanas antes. Uma pesquisa da YouGov/Economist, divulgada pela Statista e realizada entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026, apontava um país dividido de forma quase simétrica: 28% dos adultos americanos aprovavam a escolha de Bad Bunny para o halftime show, enquanto outros 28% se declaravam insatisfeitos. Mas o dado mais revelador não estava no gosto musical — e sim na política.Entre eleitores democratas, 52% aprovavam a escolha. Entre republicanos, apenas 12%. Do outro lado, entre os insatisfeitos, 53% se identificavam como republicanos, contra apenas 8% democratas. Um abismo de mais de 40 pontos percentuais, formado antes que qualquer coreografia fosse vista. Trump entra em cena e transforma o show em símbolo Essa leitura ganhou força quando lideranças políticas passaram a vocalizar o descontentamento. Trump classificou a escolha de Bad Bunny como “absolutamente ridícula” e, durante a apresentação, foi ainda mais direto. Para ele, o show foi “uma afronta” e “um dos piores de todos os tempos”. O argumento central se repetiu em suas declarações: o fato de o artista cantar em espanhol.“Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, afirmou o presidente, ignorando que cerca de 20% da população dos Estados Unidos é latina. Não era uma crítica estética. Era simbólica. A língua, o corpo em cena e a identidade do artista funcionaram como gatilhos para transformar o halftime show em um marcador cultural — quem aplaudia estava, automaticamente, do “outro lado”. Trump ainda atacou a dança, chamando-a de “repugnante”, especialmente para crianças, e disse que a apresentação não representava “os padrões de sucesso, criatividade ou excelência” da América. As falas foram feitas enquanto ele assistia à final em uma festa na Flórida. Explosão digital: quando o show vira debate global Quando a apresentação começou, toda essa tensão acumulada se converteu em dados. Com uma audiência estimada de 103 milhões de espectadores nos EUA e cerca de 142 milhões globalmente, o impacto digital foi imediato. No X (antigo Twitter), o halftime show de Bad Bunny gerou mais de 1 milhão de menções — um crescimento de 683% em relação ao volume médio diário de menções ao halftime show de 2025, do Maroon 5. Não foi apenas muito barulho: foi uma aceleração anormal de conversa em pouquíssimo tempo. Outras plataformas confirmaram o fenômeno:No Instagram, o teaser da apresentação ultrapassou 5 milhões de curtidas, recorde para o formato.No TikTok, hashtags relacionadas ao show somaram mais de 85 milhões de visualizações em vídeos de reação.No YouTube, o vídeo oficial passou de 1,8 milhão de visualizações em poucas horas.Ainda no Instagram, foram mais de 8 mil conteúdos e 97 mil comentários logo após o show. O halftime show deixou de ser apenas entretenimento e passou a operar como um evento multiplataforma de debate. Por horas, Bad Bunny foi o tema mais discutido do planeta. Reação conservadora e o “show alternativo” As críticas de Trump não surpreenderam. Antes mesmo do Super Bowl, ele já havia chamado Bad Bunny de “péssima escolha”, citando o posicionamento do artista contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega). Enquanto isso, organizações conservadoras tentaram responder no mesmo terreno simbólico. O grupo Turning Point USA promoveu um espetáculo paralelo, o “The All-American Halftime Show”, com forte apelo patriótico. Entre os nomes do evento estavam Kid Rock e outros artistas alinhados ao discurso do governo Trump, além de aparições do fundador do grupo, Charlie Kirk. Guitarras, country e símbolos nacionais dominaram a estética — uma resposta direta ao que eles viam como uma “ameaça cultural”. Mais que música, um espelho do país No fim das contas, a reação de Trump cristalizou algo maior do que uma simples rejeição artística. O show de Bad Bunny se tornou um espelho das disputas atuais dos Estados Unidos: língua, imigração, identidade e quem tem direito de ocupar o maior palco do entretenimento global. Gostando ou não da apresentação, o fato é que ela cumpriu um papel raro: expôs, em rede mundial, as fissuras de um país que já estava dividido antes mesmo de o show começar.
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Trilhas Sonoras
O Super Bowl sempre foi mais do que a final da NFL. Ele funciona como um grande ritual cultural dos Estados Unidos — uma vitrine de símbolos, consumo, publicidade e daquilo que se convencionou chamar de mainstream americano. Por isso, a apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl LX, em 8 de fevereiro de 2026, não foi apenas um show: foi um deslocamento simbólico. Pela primeira vez em muito tempo, um artista latino, cantando majoritariamente em espanhol, ocupou o palco mais valioso da cultura pop do capitalismo norte-americano. E não por provocação ou ruptura estética explícita, mas por força de presença, números e relevância global. Bad Bunny chegou ali com um peso difícil de ignorar. Em 2025, ele foi o artista mais ouvido do mundo no Spotify, acumulando 19,8 bilhões de streams e retomando um posto que já havia ocupado em 2020, 2021 e 2022. O Super Bowl, nesse contexto, não foi uma concessão: foi um reconhecimento tardio. Um show que virou dado, debate e evento digital Quando a apresentação começou, toda a expectativa acumulada se converteu rapidamente em impacto mensurável. A audiência estimada foi de 103 milhões de espectadores apenas nos EUA, chegando a cerca de 142 milhões globalmente. Mas foi fora do campo que o efeito se multiplicou. No X (antigo Twitter), o halftime show de Bad Bunny ultrapassou 1 milhão de menções, um crescimento de 683% em relação ao volume médio diário do show do intervalo em 2025. Mais do que volume, chamou atenção a velocidade: uma aceleração anormal de conversas em poucas horas. Outras plataformas confirmaram o fenômeno.– O teaser da apresentação no Instagram superou 5 milhões de curtidas, um recorde para o formato.– No TikTok, hashtags ligadas ao show somaram mais de 85 milhões de visualizações, impulsionadas por reações e recortes da performance.– No YouTube, o vídeo oficial passou de 1,8 milhão de visualizações em poucas horas.– No Instagram, foram mais de 8 mil conteúdos gerados e 97 mil comentários quase imediatamente. O show deixou de ser apenas entretenimento e passou a operar como um evento multiplataforma de debate cultural. Por horas, Bad Bunny foi simplesmente o assunto mais comentado do planeta. Bad Bunny, Wagner Moura e o cruzamento de trajetórias latinas Curiosamente, Bad Bunny e Wagner Moura representam hoje dois dos nomes latinos mais reconhecidos globalmente em áreas distintas. Enquanto um domina a música pop mundial, o outro consolidou seu espaço em Hollywood — e suas trajetórias já se cruzaram. Antes do Super Bowl e do Grammy, Bad Bunny estreou como ator em Narcos: México, interpretando Arturo “Kitty” Páez. O terceiro episódio da terceira temporada, justamente aquele que marcou sua estreia, foi dirigido por Wagner Moura. Um encontro simbólico entre dois artistas que, anos depois, se tornariam referências globais em seus respectivos campos. Desde então, Bad Bunny ainda apareceu em produções como Trem-Bala (2022), Um Maluco no Golfe 2 (2025) e Ladrões (2025), mas sua prioridade permaneceu clara: a música. E os resultados falam por si. No último domingo (1º), ele fez história ao se tornar o primeiro artista a vencer o Álbum do Ano no Grammy Awards com um disco inteiramente em espanhol. Já Wagner Moura, nos últimos anos, tem alternado menos entre direção e atuação, focando mais nas telas. Seus projetos recentes incluem Guerra Civil, Ladrões de Drogas e O Agente Secreto — filme que lhe rendeu diversos prêmios internacionais e uma indicação ao Oscar. Quando o centro muda sem pedir licença O show de Bad Bunny no Super Bowl LX não precisou gritar para ser político. Ele foi político por existir. Ao cantar em espanhol no palco mais simbólico da cultura pop americana, Bunny não invadiu o mainstream — ele expôs o quanto esse mainstream já havia mudado, mesmo que parte dele ainda resista a admitir. Não foi uma quebra. Foi uma constatação. E os números, os dados e o barulho digital deixam isso claro: o centro da cultura pop global já não fala apenas inglês.
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Filmes
A história do ladrão de telhados, Jeffrey Manchester, e seu tempo como fugitivo fugindo da captura.
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Notícias
Michael não é apenas mais um filme biográfico. A produção se propõe a ser um retrato cinematográfico ambicioso da vida e do legado de Michael Jackson, um dos artistas mais influentes da história da música e da cultura pop mundial. O longa acompanha a trajetória de Michael muito além dos palcos, começando ainda na infância, quando seu talento extraordinário surge como líder dos Jackson Five, e avançando até sua consolidação como um artista visionário, movido por uma ambição criativa quase obsessiva: tornar-se o maior entertainer do mundo. Uma história além da música O filme promete mergulhar não só nos grandes momentos musicais, mas também na vida pessoal de Michael Jackson — suas conquistas, conflitos, fragilidades e a pressão constante da fama. Ao revisitar performances icônicas do início de sua carreira solo, Michael oferece ao público uma experiência de “primeira fila”, revelando o homem por trás do mito. Mais do que revisitar hits, o longa quer mostrar onde tudo começou — emocionalmente, artisticamente e humanamente. O trailer de Michael já deixa claro o tom do filme: grandioso, emocional e respeitoso. Entre recriações de performances lendárias, bastidores íntimos e a pressão esmagadora da fama desde a infância, o material indica que não se trata apenas de celebrar o ícone — mas de entender o ser humano por trás da luva branca. Assista ao trailer oficial e prepare-se para revisitar uma história que moldou a música, o entretenimento e a cultura pop como conhecemos. A cinebiografia estreia em 23 de abril de 2026 nos cinemas do Brasil!
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Trilhas Sonoras
A Academia Nacional de Artes e Ciências de Gravação dos Estados Unidos revelou neste domingo (1º) os vencedores do 68º Grammy Awards, em cerimônia realizada na Crypto.com Arena, em Los Angeles. A noite foi marcada por recordes históricos, diversidade cultural e a consolidação definitiva da música global como força central da indústria. Kendrick Lamar entra para a história do Grammy O grande nome da noite foi Kendrick Lamar. Líder em indicações nesta edição, o rapper saiu da cerimônia com cinco gramofones e atingiu a marca de 26 prêmios Grammy, tornando-se oficialmente o rapper mais premiado da história, ultrapassando Jay-Z. Entre as vitórias, destaque para Gravação do Ano e Melhor Performance de Rap Melódico com “Luther”, parceria com SZA, além de Melhor Canção de Rap (“TV Off”) e Melhor Álbum de Rap com GNX. Um reconhecimento que reforça não apenas seu impacto artístico, mas também sua relevância cultural. Bad Bunny e um marco histórico para a música latina Outro momento histórico veio com Bad Bunny, vencedor de Álbum do Ano com DeBÍ TiRAR MáS FOTos.Pela primeira vez, um disco totalmente em espanhol conquistou a principal categoria do Grammy — um divisor de águas que simboliza a expansão definitiva do pop latino e da música urbana no centro da indústria global. O álbum também venceu Melhor Álbum de Música Urbana, confirmando Bad Bunny como um dos artistas mais influentes da década. Brasil em destaque: Caetano e Bethânia O Brasil também brilhou na noite. Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram Melhor Álbum de Música Global com Caetano e Bethânia Ao Vivo. Um prêmio que celebra não só a longevidade da dupla, mas a força da música brasileira no cenário internacional. Lady Gaga domina o pop No pop, Lady Gaga teve uma noite sólida. Seu álbum Mayhem levou Melhor Álbum Vocal de Pop, enquanto “Abracadabra” venceu Melhor Gravação de Pop Dance e Melhor Gravação Dance Pop, além de Melhor Gravação Remixada em parceria com Gesaffelstein. Cinema, K-pop e trilhas sonoras em alta O filme Pecadores, o mais indicado da história do Oscar, levou dois prêmios no Grammy: Melhor Trilha Sonora para Mídia Visual (Compilação) Melhor Trilha Sonora para Mídia Visual (Original), com Ludwig Göransson Já a animação Guerreiras do K-Pop venceu Melhor Canção Escrita para Mídia Visual com “Golden”, marcando a primeira vitória do K-pop nessa categoria na história do Grammy. Uma edição que confirma a virada global O Grammy 2026 deixa claro que a música vive um novo momento: menos centrado apenas no mercado anglófono e cada vez mais aberto a idiomas, gêneros e culturas diferentes. Do rap político de Kendrick Lamar ao pop latino de Bad Bunny, da música brasileira ao K-pop, a premiação refletiu um cenário mais diverso, plural e conectado com o mundo real. Mais do que uma lista de vencedores, esta edição entrou para a história como o Grammy que abraçou, de vez, a música global.
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Documentários
Em 1996, Varginha-MG viveu um dos casos mais famosos de OVNI no Brasil. Documentos inéditos e depoimentos exclusivos revelam diferentes versões sobre os eventos misteriosos.
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Filmes
A amizade entre dois vizinhos muito diferentes toma um rumo trágico quando David atropela uma jovem e causa sua morte.
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