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A grande inundação (2025) - quando o desastre vira um experimento
Uma grande inundação desastrosa varre o planeta. No que pode ser o último dia na Terra, começa uma luta desesperada para salvar uma criança de um apartamento inundado.
Personagens
- An-na (Kim Da-mi)
Cientista especializada em inteligência artificial. Mãe solo, é a peça-chave de um projeto secreto que pretende preservar a humanidade após o colapso global. Sua jornada emocional é o verdadeiro teste do filme. - Ja-in (Kwon Eun-seong)
Filho de An-na. Uma criança estranhamente confortável com água e situações extremas. Seu comportamento inicialmente desconcerta, mas é fundamental para entender a lógica do experimento e os loops narrativos. - Son Hee-jo (Park Hae-soo)
Agente de segurança corporativa responsável por localizar e escoltar An-na em meio ao desastre. Atua como ponte entre o caos do mundo real e o projeto de IA que corre em paralelo.
História
Uma grande inundação atingiu o planeta Terra. Pessoas, incluindo An Na e Hee Jo, lutam para sobreviver em seu prédio, que está afundando. An Na é pesquisadora de desenvolvimento de IA e Hee Jo pertence a uma equipe de segurança de recursos humanos, que tenta salvar An Na do desastre. Mas por que Hee Jo está tentando salvar An Na e quem está por trás disso?
Pode Ver Sem Medo
Por que esse garoto é tão obcecado por água? A pergunta surge logo na abertura do filme, quando Ja-in (Kwon Eun-seong) acorda a mãe, An-na (Kim Da-mi), ainda de óculos de natação, “mergulhando” debaixo das cobertas como se antecipasse algo inevitável. An-na, sonolenta e irritada, tenta seguir a rotina: atende uma ligação da mãe, vai até a cozinha preparar o café. Então, um estrondo interrompe tudo.
Lá fora, uma tempestade violenta transforma as ruas em rios. Dentro do apartamento, a água começa tímida — alguns centímetros — até alcançar os tornozelos, os joelhos, e de repente já não há mais dúvida: o prédio está sendo engolido. O tom inicial mistura tensão e estranheza, especialmente na reação de Ja-in, que parece genuinamente feliz por poder “nadar” dentro de casa. Incomoda, soa artificial… e exatamente por isso deixa uma pulga atrás da orelha.
Sem tempo para grandes explicações, An-na abandona a ideia de fazer as malas, pega apenas uma necessaire de remédios — detalhe que não passa despercebido — e inicia uma fuga desesperada para cima. Sempre para cima. Os elevadores não funcionam, as escadas estão lotadas de pessoas carregando o que conseguem salvar: malas, plantas, objetos sem qualquer utilidade real diante do fim do mundo iminente. Não importa o quê, ninguém quer chegar ao apocalipse de mãos vazias.
A água sobe. Tsunamis atingem o conjunto de arranha-céus. Uma onda colossal invade o prédio e provoca um flashback que revela a condição de mãe solo de An-na, ao mesmo tempo em que o filme testa os limites da suspensão de descrença: quanto tempo alguém consegue ficar sem respirar? A resposta é simples — mais tempo do que na vida real, mas exatamente o necessário para a próxima virada de roteiro.
É aí que entra Son Hee-jo (Park Hae-soo), um agente de segurança corporativa que encontra An-na e Ja-in no meio do caos. Ele não está ali por acaso. An-na é uma cientista essencial para um projeto ultrassecreto de inteligência artificial. Enquanto o mundo se afoga, ele solta a bomba: um asteroide atingiu a Antártida e a humanidade, como conhecemos, não verá o próximo amanhecer. A missão de An-na é criar algo que sobreviva a nós. Uma nova humanidade. Sem pressão.
Há um helicóptero esperando no terraço. Basta subir mais. O problema é que cada nova tentativa é interrompida por explosões de gás, separações forçadas, decisões morais e pessoas que precisam de ajuda. É nesse ponto que A Grande Inundação começa a abandonar o modo sobrevivência e assumir, sem pedir licença, o modo ficção científica.
E essa virada pode frustrar — e muito — parte do público.
O filme entra em um sistema de loops e restarts que, à primeira vista, parecem um ciclo sem fim. Nada é explicado de forma direta. A cada reinício, o espectador precisa juntar pequenas peças para entender o que está acontecendo e qual é, de fato, o propósito de tudo aquilo. Mesmo assim, quando os créditos sobem, algumas perguntas permanecem sem resposta. Pontas ficam soltas. Nem tudo se encaixa.
Isso pode fazer muita gente achar o filme cansativo ou até chato. E a crítica não é injusta.
Por outro lado, é impossível ignorar o que funciona. A produção é grande, ambiciosa e tecnicamente impressionante. Os efeitos especiais são muito bem realizados, a sensação de urgência é real e a ideia central é, sim, boa. Talvez grande demais para o tempo de filme que tem.
Na segunda metade, a proposta fica clara: não se trata mais de salvar corpos, mas de preservar algo muito mais abstrato — a essência humana. A continuidade da humanidade não passa por um conceito bíblico de sobreviventes escolhidos, mas pela criação de inteligências artificiais capazes de sentir. Emoções não podem simplesmente ser programadas. Elas precisam ser aprendidas.
E é aí que o filme encontra sua mensagem mais interessante. Clique aqui para detalhes do final explicado!
Apesar de toda a tecnologia, algoritmos e inteligência artificial, nada funciona sem emoção humana. O experimento só avança quando o amor — especialmente o vínculo entre mãe e filho — deixa de ser teórico e se manifesta de forma real. Esse sentimento, que deveria ser incondicional, é tratado como a última peça necessária para que a nova humanidade exista.
O final poderia ser mais impactante? Poderia. Poderia explicar melhor algumas escolhas? Sem dúvida. Mas a mensagem final funciona e deixa uma reflexão honesta: sem empatia, afeto e emoção, não há futuro possível — nem para humanos, nem para máquinas.
Quem sabe esse encerramento em aberto não seja, na verdade, um convite para um próximo capítulo.
Curiosidades
O diretor Kim Byung Woo disse: "A água é chamada de 'demônio da água' em desastres, mas também é a fonte da vida. Eu também pensei que, se as emoções humanas fossem expressas visualmente, poderiam assumir a forma de uma onda gigantesca e avassaladora."
Onde assistir?
O filme está na Netflix.
Avaliações
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5,4
60%
7,0
Tags:
#filmes #thriller #scifi #netflixVisualizações:
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