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O Bom Vizinho (2022) - amizade, culpa e paranoia
A amizade entre dois vizinhos muito diferentes toma um rumo trágico quando David atropela uma jovem e causa sua morte.
Personagens
O Jornalista - Luke Kleintank
Um protagonista falho, fragilizado e movido pela necessidade de dar sentido ao caos da própria vida. Sua profissão o faz acreditar que tudo pode — e deve — ser explicado, mesmo quando isso o coloca em risco.
O Vizinho - Jonathan Rhys Meyers
Calmo, educado, solitário. Um personagem que representa o maior medo do filme: o mal pode ser silencioso, cotidiano e invisível. Sua ambiguidade sustenta toda a tensão da narrativa.
História
A trama acompanha um jornalista em crise, emocionalmente abalado após uma tragédia pessoal. Tentando retomar o controle da própria vida, ele se muda para um novo bairro em busca de silêncio, anonimato e um recomeço.
O problema?
O vizinho da frente.
Pode Ver Sem Medo
Disponível no Prime Video, O Bom Vizinho é um thriller psicológico que se apoia menos em grandes reviravoltas e mais em tensão moral, culpa crescente e relações que azedam rápido demais. Um filme que começa como um drama de recomeço e termina mergulhado em decisões erradas que não podem ser desfeitas.
A história
Após o fim conturbado de um relacionamento, o jornalista americano David (Jonathan Rhys Meyers não — atenção — aqui é Jonathan Rhys Meyers? Não: o protagonista é Jonathan Kleintank) aceita um novo emprego na European Press Network, em Riga, tentando colocar a vida de volta nos trilhos. Seu editor, Grant (Bruce Davison), permite que ele fique temporariamente em uma casa afastada da cidade — um lugar silencioso, quase isolado, perfeito para quem quer desaparecer um pouco.
É ali que David conhece o vizinho Robert (Jonathan Rhys Meyers), um homem educado, prestativo e aparentemente solitário. O primeiro contato surge de algo banal: Robert ajuda David a dar partida em um carro teimoso. Em sinal de gratidão, David o convida para um drinque. A amizade nasce fácil demais.
Na mesma noite, eles acabam em uma boate local, onde David conhece Janine (Ieva Florence), uma britânica carismática e cheia de vida. A conexão entre os dois é imediata. Trocam telefones, flertam sem pressa — até que Janine vai embora pedalando pela cidade.
Horas depois, já alcoolizados, David e Robert dirigem por uma rua escura. Em um instante fatal, atropelam uma ciclista. Não demora para o choque virar horror: a vítima é Janine. Morta.
Robert age rápido. Frio. Calculista. Convence David, em completo estado de choque, de que não há mais nada a fazer — e de que chamar a polícia significaria destruir suas vidas. O que poderia ser um acidente trágico se transforma em uma conspiração silenciosa, selada pela culpa e pelo medo.
Quando a culpa vira vínculo
A partir desse momento, a relação entre David e Robert muda de tom. O que parecia amizade passa a ser dependência. Robert se mostra cada vez mais controlador, enquanto David, consumido pela culpa, aceita decisões cada vez mais perturbadoras para manter o segredo.
A situação se torna ainda mais doentia quando David é designado para cobrir jornalisticamente o atropelamento de Janine — uma escolha tão conveniente quanto desconcertante para uma agência internacional. É durante essa cobertura que ele conhece Vanessa (Eloise Smyth), irmã da vítima.
Vanessa busca respostas. David oferece ajuda. E, inevitavelmente, os dois se envolvem.
Esse novo laço emocional coloca mais uma peça instável no tabuleiro — e desperta o lado mais possessivo, ciumento e ameaçador de Robert. A tensão deixa de ser apenas interna e passa a colocar outras vidas em risco.
Crítica: funciona, mesmo sendo previsível
O Bom Vizinho sabe manter a tensão. Ainda que o rumo da história não seja exatamente surpreendente — afinal, estamos diante de um remake e de uma premissa clássica — o filme prende pelo desconforto psicológico.
Você continua assistindo não para descobrir o que vai acontecer, mas até onde essa amizade doentia pode ir e que tipo de loucura um “amigo” ciumento e instável é capaz de cometer.
Não é uma obra-prima. Não reinventa o gênero.
Mas cumpre muito bem sua proposta de suspense psicológico enxuto, incômodo e eficaz.
Vale o play?
Sim — especialmente se você busca:
- thrillers psicológicos focados em relações humanas,
- histórias sobre culpa, lealdade e escolhas erradas,
- filmes tensos para uma sessão despretensiosa à tarde ou à noite.
O Bom Vizinho não fica com você por reviravoltas chocantes, mas pela sensação constante de que algo está muito errado — e só vai piorar.
Curiosidades
Refilmagem do filme alemão de 2011 "Unter Nachbarn" (O Bom Vizinho).
Onde assistir?
O filme está no Prime Vídeo com 90 minutos.
Avaliações
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Tags:
#filmes #thriller #suspenseVisualizações:
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