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Sequestro Fake (2025) - Vale a pena assistir à comédia árabe da Netflix?
Sattam, um empresário falido e pai de família com dificuldades financeiras, se vê envolvido em um plano maluco quando decide pagar suas dívidas sequestrando o próprio pai.
Personagens
Sattam – protagonizado por Mohammed Aldokhei: o “cérebro” do plano, um pai e empreendedor frustrado.
Amigo cúmplice – interpretado por Yazeed Almajyul: o parceiro (e depois rival involuntário) na ideia do “sequestro”.
Outros nomes no elenco:
- Abdel Azziz Al Skireen
- Saeed Al-Owairan
- Abdullah AlDaris
- Khaled Ahamd Hwijan
- Abrar Faisal
- Ali Mofrah
História
Sattam, um empreendedor árabe com várias tentativas fracassadas de sucesso, está profundamente endividado com agiotas perigosos. Sem ter como pagar, ele cria um plano maluco: forjar o próprio sequestro do pai rico para cobrar um resgate da família e assim quitar as dívidas.
Claro que nada sai como planejado — e a situação se transforma num desastre cômico de erros e confusões.
Pode Ver Sem Medo
A Netflix continua ampliando seu catálogo internacional e, desta vez, aposta em uma comédia vinda do Oriente Médio. “Sequestro Fake” marca a estreia de Amine Lakhnech na direção de longas-metragens e traz no papel principal o popular ator saudita Mohammed Aldokhei. A pergunta é inevitável: estamos diante de uma boa surpresa de fim de semana ou de mais um título dispensável no streaming?
Uma comédia nascida do desespero
A história gira em torno de Sattam, um empreendedor que coleciona fracassos profissionais, mas nunca perde a confiança — nem a ousadia. Endividado até o pescoço e pressionado por agiotas que não fazem ameaças simbólicas, Sattam percebe que chegou ao limite. Sem alternativas, ele tem uma ideia tão absurda quanto perigosa: forjar o sequestro do próprio pai, um homem rico, distante e pouco presente, para exigir um resgate e quitar suas dívidas.
Como toda boa comédia de erros, nada sai como planejado. O “crime perfeito” se transforma rapidamente em uma sucessão de equívocos, improvisos e mentiras que colocam Sattam em rota de colisão com a própria família — e com suas escolhas morais questionáveis.
Um protagonista longe de ser exemplar
O filme acerta ao não tentar transformar Sattam em um herói clássico. Ele é egoísta, impulsivo e frequentemente irresponsável, a ponto de colocar em risco até a própria filha pequena. “Sequestro Fake” deixa claro que o problema do protagonista não é apenas falta de dinheiro, mas uma necessidade constante de provar que pode vencer — mesmo que isso custe caro a todos ao seu redor.
É justamente esse traço que torna o personagem interessante. Ao mesmo tempo em que acompanhamos suas trapalhadas com humor, também percebemos o vazio que ele tenta preencher com planos mirabolantes e decisões equivocadas.
Comédia de erros, identidade dupla e oportunidades perdidas
Narrativamente, o filme se sustenta como uma comédia leve e funcional, acompanhando Sattam em sua vida dupla: de um lado, o filho supostamente preocupado diante dos irmãos “certinhos”; do outro, o cérebro por trás do falso sequestro. Essa dinâmica rende bons momentos cômicos e situações constrangedoras bem executadas.
No entanto, o roteiro poderia ir além. A relação de Sattam com sua família é frequentemente citada como problemática, mas raramente aprofundada. Sabemos que ele é visto como o “pária”, o eterno decepcionador, mas o filme pouco explora como e por que essa ruptura se consolidou ao longo do tempo. Esse aprofundamento emocional faria o impacto final ser ainda mais forte.
Um final coerente com a proposta
O desfecho é inteligente dentro do que o filme se propõe. Em vez de uma redenção forçada, “Sequestro Fake” aposta em uma ideia mais amarga: algumas pessoas simplesmente não mudam. Mesmo quando confrontadas com as consequências de seus atos, continuam presas aos mesmos padrões. É um encerramento coerente, que reforça o tom agridoce da narrativa.
Vale a pena assistir?
Se você busca uma comédia despretensiosa, com criminosos amadores, situações caóticas e um olhar curioso sobre uma cultura diferente da nossa, “Sequestro Fake” cumpre bem seu papel. A premissa não é inovadora e o destino da história é relativamente previsível, mas o filme diverte justamente pela forma como executa seus tropeços.
Não é uma obra memorável, nem profunda, mas é um passatempo honesto — daqueles ideais para quem quer rir sem grandes compromissos e explorar produções fora do eixo hollywoodiano.
Curiosidades
O título original em inglês é The Fakenapping.
A produção vem da Arábia Saudita, destacando o crescimento de comédias locais sendo distribuídas globalmente via Netflix.
A presença do ex-jogador de futebol Saeed Al-Owairan no elenco funciona como cameo especial e curioso para o público árabe e internacional.
Onde assistir?
O filme está na Netflix.
Avaliações
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3,8
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5,0
Tags:
#filmes #comedia #netflixVisualizações:
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