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Gabrielle

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O Homem que Sussurra: o novo suspense da Netflix que mistura mistério, drama e um toque sobrenatural

Após o sequestro de seu filho, um escritor de romances policiais pede ajuda ao pai, um detetive aposentado, e descobre uma ligação inesperada com um assassino em série condenado há décadas.

História

Baseado no romance de Alex North, best-seller do *New York Times*. Quando seu filho de oito anos é sequestrado, um escritor de romances policiais viúvo recorre ao pai — um ex-detetive da polícia com quem não mantém contato — em busca de ajuda, apenas para descobrir uma ligação com um caso de décadas atrás envolvendo um serial killer condenado conhecido como "O Homem dos Sussurros".

História

Pode Ver Sem Medo

Um menino desaparece. Um antigo assassino volta a assombrar uma cidade. E um pai precisa recorrer justamente ao homem com quem passou anos sem falar.

 

Essa é a premissa de O Homem que Sussurra, novo filme da Netflix que chegou ao catálogo cercado de expectativa e que, mais uma vez, acabou se tornando alvo de críticas bastante divididas.

 

Estrelado por Robert De Niro, Adam Scott, Michelle Monaghan, Michael Keaton e Owen Teague, o longa adapta o livro homônimo de Alex North e combina investigação policial, desaparecimento de crianças, conflitos familiares, suspense psicológico e uma atmosfera sobrenatural bastante sutil.

 

E aqui já preciso deixar uma coisa clara: eu gostei demais do filme.

 

Enquanto parte da crítica parece ter esperado algo mais inovador ou complexo, para mim, O Homem que Sussurra entrega exatamente o que promete — e até um pouco mais.

 

Tem suspense, mistério, drama, investigação, personagens interessantes, boas atuações e aquela sensação incômoda de que existe alguma coisa além do que conseguimos explicar completamente.

 

Sinceramente, não sei o que mais essa história poderia oferecer. Para mim, foi completa e terminei satisfeita.

 

 

A história de O Homem que Sussurra

 

Tom Kennedy é um escritor que tenta reconstruir a vida ao lado do filho de oito anos, Jake, depois da morte da esposa.

 

Os dois se mudam para uma nova cidade em busca de um recomeço.

 

Mas a tranquilidade dura pouco.

 

Jake desaparece.

 

Desesperado para encontrar o filho, Tom acaba recorrendo ao próprio pai, Pete Willis, um antigo detetive que passou boa parte da carreira investigando crimes violentos.

 

A relação entre pai e filho, porém, está longe de ser simples.

 

Pete carrega seus próprios fantasmas e, principalmente, um passado ligado a um dos casos mais perturbadores de sua carreira: a investigação de um serial killer conhecido como O Homem que Sussurra.

 

Anos antes, Pete conseguiu capturar o criminoso, responsável pelo desaparecimento de várias crianças.

 

O método utilizado pelo assassino era particularmente perturbador.

 

Ele atraía as crianças utilizando uma cantiga e sussurrando para elas.

 

Agora, quando uma nova criança desaparece, alguns elementos do passado começam a ressurgir.

 

E uma pergunta inevitável aparece:

será que o Homem que Sussurra realmente ficou no passado?

 

É a partir daí que a história começa a conectar o desaparecimento de Jake com os acontecimentos de anos atrás.

 

 

Um suspense que vai além do serial killer

 

Uma das coisas que mais gostei no filme é que ele não depende apenas da investigação para funcionar.

 

Existe um mistério policial, claro, mas O Homem que Sussurra também é uma história sobre família, culpa, luto, abandono e relações entre pais e filhos.

 

Tom e Pete precisam lidar com problemas que estavam mal resolvidos muito antes do desaparecimento de Jake.

 

E, enquanto eles tentam encontrar o menino, o filme vai mostrando como os traumas dos adultos podem acabar afetando diretamente as crianças.

 

É justamente aí que entra uma das características que mais me chamou atenção.

 

O filme tem uma pegada sobrenatural muito sutil.

 

Não é aquele tipo de produção que joga elementos sobrenaturais na tela o tempo inteiro.

 

Muito pelo contrário.

 

Ele deixa algumas situações em uma espécie de zona cinzenta, permitindo que você decida até onde existe uma explicação racional e onde começa algo que não conseguimos compreender.

 

E eu gosto muito quando um suspense trabalha dessa maneira.

 

 

O Homem que Sussurra tem uma pegada de IT?

 

Tem — e, para mim, essa é uma das partes mais interessantes.

 

A história utiliza elementos do universo infantil para construir medo.

 

Cantigas, segredos, decepções, amizades, vulnerabilidade e a maneira como as crianças enxergam o mundo são utilizados para tornar os acontecimentos ainda mais perturbadores.

 

E existe uma ideia particularmente interessante por trás dos sequestros:

o medo e a decepção das crianças podem ser usados contra elas.

 

Isso me lembrou bastante a maneira como IT trabalha o medo infantil.

 

Não significa que O Homem que Sussurra seja uma cópia de IT. A proposta é completamente diferente.

 

Mas existe uma familiaridade na maneira como o filme entende que crianças possuem medos muito particulares e que um adulto mal-intencionado pode transformar esses medos em uma ferramenta de manipulação.

 

Para mim, esse foi um dos elementos que ajudaram a diferenciar o filme de um simples thriller policial.

 

 

Robert De Niro como PeteR Willis

 

Robert De Niro interpreta Peter Willis, o ex-detetive que capturou o Homem que Sussurra no passado.

 

Agora aposentado, Pete precisa voltar a encarar um caso que provavelmente preferia deixar enterrado.

 

E De Niro funciona muito bem nesse tipo de personagem.

 

Pete não é simplesmente o policial experiente que sabe todas as respostas.

 

Ele é um homem envelhecido, marcado pelas escolhas que fez e pelos acontecimentos que testemunhou durante a carreira.

 

A presença de De Niro também dá ao filme aquele peso de thriller policial clássico.

 

É difícil olhar para ele e não lembrar de toda a trajetória do ator em filmes policiais e criminais.

 

Aqui, porém, existe uma diferença importante: o caso deixa de ser apenas profissional.

 

Agora é pessoal.

 

 

Adam Scott como Tom Kennedy

 

Adam Scott interpreta Tom, o pai de Jake.

 

E preciso dizer: Adam Scott está se tornando recorrente em seus papéis de escritor mal-humorado. 

 

Depois de personagens como Mark Scout em Ruptura, é quase impossível não fazer essa associação.

 

Tom também tem aquele perfil mais fechado, introspectivo e um tanto irritadiço.

 

Mas o personagem funciona justamente porque, por trás dessa postura, existe um pai desesperado tentando encontrar o filho.

 

Scott consegue transmitir muito bem essa mistura de fragilidade, raiva, culpa e impotência.

 

E sua dinâmica com Robert De Niro é um dos pontos fortes do filme.

 

Os dois não formam simplesmente uma dupla de investigação.

 

Existe uma história familiar por trás daquela parceria.

 

E isso dá mais peso às cenas em que eles precisam trabalhar juntos.

 

 

Michelle Monaghan como Amanda Beck

 

Michelle Monaghan interpreta Amanda Beck, a detetive responsável por investigar o desaparecimento.

 

E acho que ela caiu bem demais no papel de detetive.

 

Amanda consegue funcionar como a personagem que mantém os pés no chão enquanto Tom e Peter estão emocionalmente envolvidos demais com o caso.

 

Ela representa a investigação oficial, seguindo pistas e tentando entender o que está acontecendo.

 

Mas, conforme o mistério avança, até mesmo as certezas da investigação começam a ser colocadas em dúvida.

 

Monaghan entrega uma atuação segura e combina muito bem com o clima do filme.

 

 

Acston Luca Porto como Jake

 

Uma das grandes surpresas para mim foi Acston Luca Porto, que interpreta Jake.

 

O menino é o centro emocional da história e precisa carregar boa parte da tensão do filme.

 

E ele faz isso muito bem.

 

É um talento promissor.

 

Jake não é simplesmente a "criança que precisa ser salva".

 

O roteiro dá importância aos sentimentos e aos medos do personagem, fazendo com que entendamos melhor por que determinadas situações conseguem afetá-lo tanto.

 

E novamente aparece aquela influência que me lembrou IT.

 

O filme entende que o medo infantil pode ser muito mais poderoso quando não é tratado como algo bobo pelos adultos.

 

 

Owen Teague e o legado do Homem que Sussurra

 

Owen Teague interpreta Frank Carter Jr., filho do criminoso original.

 

E essa escolha adiciona outra camada interessante à história.

 

Porque o filme não trabalha apenas com a ideia de um assassino.

 

Ele também questiona o que acontece quando alguém cresce sob a influência de uma figura monstruosa.

 

Até que ponto uma pessoa consegue escapar do legado deixado por seus pais?

 

É uma questão que aparece de maneira bastante interessante ao longo da história.

 

Teague, que já passou por produções como IT e O Planeta dos Macacos: O Reinado, combina muito bem com esse tipo de personagem.

 

 

Michael Keaton como Frank Carter

 

Michael Keaton interpreta Frank Carter, o Homem que Sussurra original.

 

E ter Keaton e De Niro no mesmo filme já seria motivo suficiente para chamar atenção.

 

Mas o interessante é que seus personagens estão diretamente ligados ao passado da investigação.

 

Peter foi o homem que capturou Frank.

 

E Frank representa justamente aquilo que Peter tentou deixar para trás.

 

A presença de Keaton também contribui para criar uma atmosfera estranha em torno do personagem.

 

Ele não precisa aparecer o tempo inteiro para que sua presença seja sentida.

 

 

O livro que deu origem ao filme

 

O Homem que Sussurra é baseado no romance The Whisper Man, escrito por Alex North.

 

Publicado originalmente em 2019, o livro se tornou um best-seller do New York Times e chamou atenção justamente pela combinação de suspense policial, desaparecimento de crianças e elementos sobrenaturais.

 

Os direitos para uma adaptação cinematográfica foram adquiridos ainda antes da publicação do livro, pela AGBO, produtora dos irmãos Anthony e Joe Russo.

 

Posteriormente, a Netflix entrou no projeto.

 

A adaptação passou por mudanças naturais durante o desenvolvimento, mas preservou os principais elementos da história.

 

 

James Ashcroft e a construção do filme

A direção ficou por conta de James Ashcroft, cineasta conhecido por trabalhar com suspense e terror psicológico.

 

O roteiro foi desenvolvido por Ben Jacoby e Chase Palmer.

 

A participação de Palmer é especialmente curiosa para quem gosta de histórias envolvendo crianças e terror.

 

Ele também participou do roteiro de IT.

 

Talvez por isso algumas semelhanças na atmosfera sejam perceptíveis.

 

Mas O Homem que Sussurra escolhe um caminho diferente.

 

Em vez de apostar exclusivamente no terror, o filme mistura diferentes gêneros.

 

É suspense.

 

É investigação policial.

 

É drama familiar.

 

Tem elementos de thriller psicológico.

 

E ainda coloca uma pequena dose de sobrenatural.

 

Essa mistura funcionou muito bem para mim.

 

 

A Netflix e as críticas

 

Mais uma vez, parece que a Netflix se tornou vítima daquele fenômeno que acontece com alguns de seus filmes mais badalados:

a expectativa fica tão alta que qualquer coisa que não seja excepcional acaba sendo considerada decepcionante.

 

E O Homem que Sussurra está recebendo críticas bastante divididas.

 

Alguns críticos consideraram a produção derivativa e apontaram que vários elementos já foram explorados anteriormente em outros thrillers.

 

Outros enxergaram justamente a proposta como uma homenagem aos suspenses policiais clássicos.

 

E eu fico muito mais próxima do segundo grupo.

 

Nem todo filme precisa reinventar o gênero para funcionar.

 

Às vezes, uma história bem contada, com bons personagens, boas atuações e uma atmosfera envolvente já é suficiente.

 

E foi exatamente isso que encontrei aqui.

 

 

O que eu achei de O Homem que Sussurra?

 

Eu gostei muito.

 

E talvez essa seja uma daquelas situações em que vale mais a pena assistir ao filme antes de olhar a nota da crítica.

 

Porque, se você entrar esperando uma obra revolucionária do gênero, provavelmente vai encontrar problemas.

 

Mas se entrar esperando um bom suspense com mistério, drama, investigação, personagens interessantes e uma pitada sobrenatural, acho que as chances de se divertir são bem maiores.

 

Para mim, o filme conseguiu equilibrar muito bem essas diferentes propostas.

 

Gostei da investigação.

 

Gostei do mistério.

 

Gostei da relação complicada entre Tom e Peter.

 

Gostei da atmosfera.

 

Gostei especialmente da forma como a história trabalha o medo infantil.

 

E o elenco é outro grande ponto positivo.

 

Robert De Niro entrega a experiência que esperamos dele, Adam Scott funciona muito bem como o pai atormentado, Michelle Monaghan combina demais com o papel de detetive e Acston Luca Porto aparece como uma das boas surpresas do filme.

 

E ainda temos Michael Keaton e Owen Teague completando esse elenco de peso.

 

No final, eu terminei o filme satisfeita.

 

Não fiquei com aquela sensação de que faltou alguma coisa ou de que o roteiro precisava explicar mais.

 

Pelo contrário.

 

Achei que a história entregou tudo aquilo que se propôs a entregar.

 

 

Vale a pena assistir?

 

Na minha opinião, vale muito.

 

Principalmente se você gosta de filmes como IT, O Silêncio dos Inocentes, Seven e histórias envolvendo desaparecimentos, serial killers e mistérios familiares.

 

Não espere necessariamente um novo clássico do suspense.

 

Mas espere um filme que consegue prender sua atenção, construir uma atmosfera interessante e apresentar um mistério que faz você querer descobrir o que realmente está acontecendo.

 

E talvez o mais interessante seja justamente a maneira como O Homem que Sussurra mistura o racional com o inexplicável.

 

Porque algumas histórias podem ser explicadas.

 

Outras deixam uma pergunta no ar.

 

E, nesse caso, talvez seja melhor não descobrir tudo.

 

Afinal...

quando uma criança começa a ouvir alguém sussurrando, talvez seja melhor não abrir a porta.

 

Se você gosta de suspense, mistério e histórias que brincam com os medos da infância, coloque o filme na sua lista.

 

E depois me conta:

você conseguiu descobrir o segredo do Homem que Sussurra antes do final? Confira o final explicado aqui!!!

Pode Ver Sem Medo

Curiosidades

Um dos itens que Norman Collins (Hamish Linklater) tem em sua coleção é um pacote de “Flavor-Aid” notoriamente usado por Jim Jones para envenenar as pessoas de Jonestown com cianeto.

 

O filme gira em torno de uma rima assustadora de playground: “Se você deixar uma porta entreaberta, logo ouvirá os sussurros falados. Se sua janela ficar aberta, você o ouvirá batendo no vidro...”

 

Um dos itens que Norman tem é semelhante à máscara de esqui encontrada na primeira prisão de Ted Bundy em sua bolsa de assassinato.

Curiosidades

Onde assistir?

O filme está na Netflix.

Avaliações

  • IMDB logo 6,3
    Rotten Tomatoes logo 42%
    PVSM logo 7,5

Tags:

#filmes #netflix #drama #mistério #ohomemquesussurra

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