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Gabrielle

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Passageiro do Mal (Passenger) | Quando o maior perigo da estrada entra no seu carro

Durante uma viagem de van, um casal presencia um terrível acidente fatal. A partir daí, uma entidade demoníaca começa a persegui-los incansavelmente, não importa para onde fujam.

História

Depois que um jovem casal testemunha um terrível acidente rodoviário, eles logo percebem que não deixaram a cena do acidente sozinhos, pois uma presença demoníaca chamada Passageiro não vai parar até que os dois caiam.

História

Pode Ver Sem Medo

"130 milhões de pessoas fazem viagens rodoviárias todos os anos. 15.400 delas nunca mais são vistas."

 

É com essa frase impactante que Passageiro do Mal tenta convencer o espectador de que existe algo muito mais assustador do que acidentes ou assaltos nas estradas. Segundo a lenda apresentada pelo filme, algumas pessoas simplesmente desaparecem... porque um passageiro invisível decidiu acompanhá-las.

 

A experiente Diane (Melissa Leo), que conhece bem os perigos das rodovias, faz um alerta a Maddie (Lou Llobell):

 

"As pessoas não fazem viagens. As viagens é que levam as pessoas."

 

É a forma dela dizer que existem estradas onde você simplesmente não deve parar. Nunca. Em hipótese alguma.

 

Mas Maddie e Tyler (Jacob Scipio), um casal que acaba de abraçar o estilo de vida da van life, quebram justamente a principal regra do filme: parar para ajudar em um grave acidente no meio de uma estrada isolada.

 

O gesto de humanidade tem um preço.

 

Sem perceber, eles levam consigo uma antiga entidade demoníaca conhecida apenas como Passenger, uma presença que passa a surgir nos espelhos retrovisores, na câmera de ré, nos estacionamentos vazios e em qualquer lugar onde a escuridão consiga esconder sua figura. Uma vez que ele escolhe sua vítima, a viagem nunca mais termina.

 

 

Minha opinião

 

Confesso que terminei o filme com aquela sensação estranha de não saber exatamente se gostei ou não dele.

 

Ao mesmo tempo em que algumas escolhas me incomodaram bastante, é impossível negar que, como uma lenda urbana moderna, Passageiro do Mal funciona surpreendentemente bem.

 

A ideia é excelente.

 

Enquanto muitos filmes transformam a estrada em palco para criminosos ou acidentes, aqui o verdadeiro perigo é aquilo que aparece quando você olha pelo retrovisor.

 

Gostei bastante da proposta dessa comunidade de viajantes em motor homes, pessoas que vivem na estrada e compartilham histórias sobre lugares onde o sobrenatural parece fazer parte da rotina. O filme cria um universo interessante, onde o maior medo não é ficar sem combustível, mas encontrar algo esperando por você na próxima parada.

 

A tensão funciona durante boa parte da história.

 

Os espelhos, as câmeras de estacionamento, os postos abandonados e as longas estradas vazias criam um clima constante de desconforto. Os jump scares aparecem na medida certa e ajudam a manter o suspense sem depender exclusivamente deles.

 

O problema começa quando o roteiro decide explicar demais.

 

A produção tenta construir uma mitologia para o Passenger, estabelecendo regras para a entidade e até fazendo uma interessante ligação com a história de São Cristóvão, conhecido como o protetor dos viajantes.

 

A ideia é muito boa.

 

A execução, nem tanto.

 

Depois de sugerir que essa criatura assombra viajantes há muito tempo, a forma encontrada para derrotá-la parece simples demais. Fica aquela sensação de que, se era tão fácil assim, por que tantas pessoas apenas aprenderam a evitá-la durante todos esses anos?

 

Outro ponto que acaba enfraquecendo o terror é o fato de acompanharmos praticamente apenas Maddie e Tyler durante toda a narrativa.

 

Como acontece em muitos filmes do gênero, rapidamente percebemos a famosa "blindagem do roteiro". Os protagonistas dificilmente sofrerão consequências realmente irreversíveis, porque a história depende da jornada deles continuar. Isso faz com que o Passenger deixe de parecer uma ameaça inevitável e passe a funcionar mais como uma máquina de sustos repentinos.

 

E, claro, o roteiro também cai em alguns clichês bastante conhecidos do terror, com personagens tomando decisões questionáveis apenas para fazer a história seguir em frente.

 

Ainda assim, existe algo que o filme faz muito bem.

 

Ele consegue transformar uma viagem de van — normalmente associada à liberdade, paisagens bonitas e aventura — em um verdadeiro pesadelo. Depois de assistir, é difícil olhar para uma estrada vazia, um posto abandonado ou um espelho retrovisor da mesma forma.

 

 

Vale a pena assistir?

 

Passageiro do Mal está longe de reinventar o terror sobrenatural, mas entrega uma proposta interessante, uma criatura visualmente marcante e uma atmosfera que funciona muito melhor quando aposta no mistério do que quando tenta explicar tudo.

 

É um daqueles filmes que provavelmente vai dividir opiniões. Alguns vão sair frustrados com o desenvolvimento e as escolhas do roteiro. Outros vão embarcar na ideia da lenda urbana e aproveitar a tensão da viagem.

 

No fim das contas, talvez a maior qualidade do filme seja justamente essa: fazer você pensar duas vezes antes de parar o carro em uma estrada escura... porque talvez nem todos os passageiros estejam tentando pegar uma carona.

Pode Ver Sem Medo

Curiosidades

Proprietários reais de trailers e autocaravanas participaram da produção com seus trailers.

 

A buzina da van é a música tema do Hawaii 5-0.

 

Filmado em uma fazenda que faz parte da maior cooperativa de carne bovina do país.

 

Depois de uma série de incidentes incomuns durante as filmagens, um padre foi levado ao set para abençoar o elenco, a equipe e os veículos de produção com água benta.

Curiosidades

Onde assistir?

O filme está nos cinemas e em algumas plataformas digitais.

Avaliações

  • IMDB logo 5,5
    Rotten Tomatoes logo 47%
    PVSM logo 5,5

Tags:

#filmes #terror #horror #sobrenatural #passageirodomal

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