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Gabrielle

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It: Bem-Vindos a Derry (2025) - O medo sempre esteve aqui

Segue os eventos da década de 1960, o período que antecede os eventos do primeiro filme da série It de Stephen King.

Personagens

 Antagonista

  • Pennywise / A Coisa – interpretado por Bill Skarsgård, retorna para aprofundar sua origem e sua presença maligna em Derry. 
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 O “Clube dos Perdedores” de 1962 (novos personagens)

  • Lilly Bainbridge – uma das protagonistas crianças que enfrenta o terror de Pennywise. 
  • Matty / Ronnie / Will / Rich / Marge – colegas de Lilly que formam o núcleo infantil central da temporada. 
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Adultos e Aliados

  • Leroy Hanlon (Jovan Adepo) – pai e figura protetora com papel importante no combate à Coisa. 
  • Charlotte Hanlon (Taylour Paige) – esposa de Leroy. 
  • Dick Hallorann (Chris Chalk) – homem com poderes psíquicos, conectando a série a outros elementos do universo King. 
  • Hank Grogan – membro envolvido em conflitos com a Força Aérea. 
  • Ingrid Kersh – personagem que cruza com a mitologia da franquia ao longo da temporada.
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História

Em 1962, um casal com seu filho se muda para Derry, no Maine, justamente quando um menino desaparece. Com a chegada deles, coisas muito ruins começam a acontecer na cidade.

História

Pode Ver Sem Medo

É impressionante como a obra de Stephen King parece inesgotável quando o assunto é adaptação. It, publicado em 1986, já ganhou uma minissérie cult nos anos 1990, dois filmes de enorme sucesso em 2017 e 2019 — e agora retorna em forma de série para mostrar algo ainda mais perturbador: há quanto tempo Pennywise assombra a cidade de Derry.

 

Em It: Bem-Vindos a Derry, Andy Muschietti volta às origens e nos leva ao início dos anos 1960, expandindo o universo da franquia com uma proposta que vai além do susto fácil. Aqui, o terror é construído lentamente, enraizado no cotidiano, nas relações humanas e — principalmente — no medo como força política e social.

 


 

O desaparecimento que dá início ao pesadelo

 

A história começa com Matty, um garoto solitário conhecido pela chupeta sempre na boca. Ele vive em um ambiente familiar caótico e encontra refúgio na escuridão de um cinema de bairro. É ali que cruza com Ronnie, filha do projecionista, que o protege quando ele quase é expulso da sessão.

 

Pouco depois, Matty desaparece de forma misteriosa ao aceitar carona de uma família aparentemente comum em uma estrada congelada que sai de Derry. O que acontece dentro daquele carro nunca é totalmente explicado — e essa ausência de respostas já estabelece o tom inquietante da série.

 


 

Quatro meses depois: culpa, luto e assombrações

 

Em abril de 1962, o desaparecimento de Matty ainda paira como uma ferida aberta. Seus colegas de escola lidam com isso de maneiras diferentes:

  • Teddy, corroído pela culpa por ter evitado o amigo em seu aniversário.
  • Phil, obcecado por teorias conspiratórias envolvendo a base aérea próxima, convencido de que o Exército esconde algo muito maior.
  • Lilly, emocionalmente ligada a Matty, marcada também pela morte trágica do pai em um acidente de trabalho que a levou a um hospital psiquiátrico.
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Quando Lilly começa a ouvir a voz de Matty vinda do ralo da banheira — acompanhada por visões perturbadoras, como dedos ensanguentados surgindo do encanamento — os adultos rapidamente desacreditam seu relato. Para eles, é apenas trauma. Para o espectador, é o prenúncio do horror.

 

Quando os três passam a vivenciar manifestações cada vez mais aterradoras, a busca por Matty se torna inevitável, e Ronnie acaba se juntando ao grupo após ouvir as mesmas vozes ecoando pelos canos.

 


 

Derry também é um campo de batalha

 

Paralelamente, a série introduz um arco adulto extremamente relevante com a chegada do Major Leroy Hanlon, um piloto condecorado da Força Aérea enviado para testar um novo bombardeiro ultrassecreto, o UB-52. Desde o primeiro momento, Leroy enfrenta o racismo explícito dentro da própria base militar — soldados que se recusam a prestar continência e o tratam como um intruso.

 

O projeto que ele integra é cercado de sigilo, a ponto de resultar em um ataque violento dentro de seu alojamento. Antes mesmo da chegada de sua esposa Charlotte e de seu filho Will a Derry, já fica claro que aquela cidade abriga algo profundamente errado — e não apenas sobrenatural.

 


 

Pennywise como sombra constante

 

Balões vermelhos surgem aqui e ali. Crianças têm destinos trágicos. E o nome Pennywise paira sobre tudo — mesmo quando o palhaço em si aparece pouco nos primeiros episódios. Curiosamente, apesar de Bill Skarsgård estar creditado como produtor executivo e ser o rosto mais icônico da franquia, sua presença é mais simbólica do que física neste início.

 

E isso funciona. O medo não depende apenas do palhaço. Ele vive na espera, na dúvida, na sensação de que qualquer personagem pode desaparecer a qualquer momento. Não há pudor em eliminar figuras importantes — e isso cria uma tensão constante, porque nos apegamos rapidamente àquelas crianças.

 

O terror aqui é palpável, simples e cruel, remetendo àquela sensação clássica de A Hora do Pesadelo: o medo pode surgir em um piscar de olhos, transformando algo banal no seu pior pesadelo.

 


 

Um elenco que sustenta o horror

 

O elenco infantil é um verdadeiro achado. É impressionante a quantidade de jovens atores talentosos reunidos, todos entregando performances emocionalmente convincentes. Essa autenticidade é essencial para que o medo funcione — afinal, quanto mais acreditamos neles, mais dói quando algo acontece.

 

Entre os adultos, o destaque vai para Jovan Adepo, que dá densidade e humanidade a Leroy Hanlon, e para Taylour Paige, cuja Charlotte equilibra força e vulnerabilidade em um ambiente cada vez mais hostil.

 


 

Easter eggs, conexões e o universo King em expansão

 

Se você é fã de Stephen King, Bem-Vindos a Derry é um prato cheio. As referências são abundantes, mas nunca gratuitas.

 

Nomes como Hanlon, Bowers, Juniper Hill e até um ônibus penitenciário com a inscrição “Shawshank” surgem como piscadelas constantes ao leitor atento. Não é preciso ser um especialista para perceber que tudo ali está conectado — mas quem é fã hardcore vai se sentir em casa.

 

Um dos maiores acertos da temporada é a introdução de Dick Hallorann, personagem de O Iluminado. Interpretado por Chris Chalk, ele surge aqui como um veterano da Força Aérea com habilidades psíquicas, sendo explorado justamente por isso na tentativa de localizar Pennywise. Ver essa peça do universo King sendo integrada à trama foi uma surpresa excelente — e Chalk entrega uma atuação magnética.

 


 

Um final cheio de presságios

 

O encerramento da temporada é repleto de pistas sobre o que ainda está por vir. Pennywise revela a Marge que ela será mãe de um personagem crucial no futuro da saga. Dick Hallorann menciona, de forma quase irônica, a possibilidade de trabalhar em um hotel — um comentário que fãs de King imediatamente reconhecem como trágico.

 

As decisões familiares de Charlotte e Leroy Hanlon também deixam claro que o sobrenome carrega um peso histórico. E, após os créditos, surgem novas conexões e personagens diretamente ligados aos filmes de 2017 — revelações que é melhor deixar para quem assistir.

 


 

O verdadeiro horror é político

 

Talvez o aspecto mais interessante de It: Bem-Vindos a Derry seja sua leitura política. Diferente dos filmes, a série encara de frente temas muito concretos: racismo, violência institucional, abuso de povos indígenas, misoginia e a manipulação do medo como ferramenta de controle social.

 

Isso não aparece apenas nas referências visuais óbvias — como a estética que remete deliberadamente a figuras políticas contemporâneas — mas na própria estrutura narrativa. O Mal ancestral que assombra Derry se alimenta da crueldade cotidiana, da omissão e do silêncio imposto às vítimas.

 

A mitologia pode ser complexa e, por vezes, rebuscada, mas a mensagem central é cristalina: quando o medo passa a reger o comportamento humano, o resultado é sempre devastador.

 


 

Conclusão

 

It: Bem-Vindos a Derry não é apenas mais uma expansão de franquia. É uma série que entende o legado de Stephen King e o utiliza para contar uma história mais profunda, mais incômoda e, justamente por isso, mais assustadora. Aqui, o terror não está só no palhaço — ele está entranhado na própria cidade.

 

E Derry, como aprendemos mais uma vez, nunca esquece.

Curiosidades

Segundo o diretor Andy Muschietti, Bill Skarsgård estava "hesitante" em retornar como Pennywise porque "ele já havia interpretado muitos personagens sombrios... é desgastante viver na mente desses personagens por muito tempo". No entanto, Skarsgård finalmente concordou porque estava interessado em explorar a história de Pennywise como Bob Gray.

 

A série terá um total de três temporadas. Cada temporada se passará em um período diferente dentro de Derry, vai explorar eventos em 1935, 1908 e outros ciclos de Pennywise.

 

A série foi filmada em Port Hope, Ontário, Canadá.

 

A série se passa em uma linha do tempo que abrange várias outras obras de Stephen King, como O Iluminado, O Nevoeiro e outras.

Onde assistir?

A série está no HBO MAX com 8 episódios a 1ª temporada.

Avaliações

  • IMDB logo 8,0
    Rotten Tomatoes logo 80%
    PVSM logo 8,5

Tags:

#series #hbomax #terror #horror

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