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Custe o que Custar (2026) - quando o amor vira obsessão
A vida perfeita de Simon é destruída quando a filha Paige foge, mais tarde encontrada abandonada em um parque. A busca de Simon leva a um submundo perigoso, onde um ato de violência abala sua vida.
Personagens
Simon
- Protagonista principal, pai desesperado em busca de sua filha perdida.
- Profissional bem-sucedido, mas emocionalmente abalado quando a família desmorona.
Ingrid
- Esposa de Simon e mãe de Paige.
- Personagem central em uma das reviravoltas mais chocantes da série ao revelar que matou Aaron para proteger a filha.
Paige
- Filha mais velha da família, que luta contra o vício em drogas e desaparece.
- Sua busca desencadeia toda a trama principal.
Outros membros da família e secundários
- A série também apresenta outros filhos de Simon e personagens secundários que contribuem com diferentes pistas e subtramas ao longo dos episódios.
História
A trama principal gira em torno de Simon (James Nesbitt), que leva uma vida aparentemente perfeita: uma carreira de sucesso, uma família amorosa e três filhos. Tudo desmorona quando sua filha mais velha, Paige, desaparece depois de lutar contra o vício em drogas.
Pode Ver Sem Medo
Logo na cena de abertura, Custe o que Custar já deixa claro que não está interessada em sutilezas.
Uma jovem com uma jaqueta universitária roxa caminha pelo campus de uma faculdade. Ela sobe algumas escadas. Um homem com uma máscara de esqui surge. Em seguida, flashes rápidos e violentos: alguém sendo agredido na cabeça.
Sem contexto, sem respostas. Apenas o choque.
E é exatamente assim que a série escolhe começar.
Uma família comum… até tudo desmoronar
Um ano depois, somos apresentados a Simon Greene (James Nesbitt), um pai de família aparentemente comum. Ele se arruma para o trabalho, conversa com a filha mais nova, Anya (Ellie Henry), sobre a lição de casa e se despede da esposa, Ingrid (Minnie Driver), uma pediatra dedicada.
Mas Simon não vai trabalhar.
Ele segue para um parque, atrás de qualquer pista que possa levá-lo até Paige (Ellie De Lange), sua filha mais velha, desaparecida há seis meses depois de se envolver com drogas e pequenos delitos ao lado do namorado, Aaron Corval (Thomas Flynn).
Quando Simon finalmente a encontra tocando música na rua, o reencontro é breve e desesperador. Paige foge. Logo depois, Aaron surge das sombras, confronta Simon e acaba sendo violentamente agredido por ele — uma cena gravada por várias pessoas e que rapidamente viraliza.
Um crime, um vídeo viral e um suspeito óbvio
Pouco tempo depois, os detetives Isaac Fagbenle (Alfred Enoch) e Ruby Todd (Amy Gledhill) são chamados para investigar um assassinato brutal.
A vítima: Aaron Corval.
Com o vídeo circulando nas redes, Simon se torna o principal suspeito quase instantaneamente. Interrogado, ele nega o crime — mas, a partir desse ponto, a série passa a explorar um terreno delicado:
o julgamento público, a culpa antecipada e o quanto a verdade pode ser moldada por imagens fora de contexto.
Tramas paralelas que parecem não se encaixar (ainda)
Enquanto isso, outras histórias começam a surgir:
- A investigadora particular Elena Ravenscroft (Ruth Jones) segue os passos de Maria Finchley (Chanel Waddock), dona de um restaurante com segredos próprios.
- Elena também é contratada por Sebastian Thorpe (Simon Thorp), um empresário cujo filho desapareceu misteriosamente há uma semana.
- Simon e Ingrid passam a investigar por conta própria, visitando o antigo apartamento de Aaron e conversando com personagens cada vez mais estranhos, como o vizinho Cornelius Faber (Lucian Msamati), o que os leva até um porão suspeito e a um confronto com o traficante Rocco (Marcus Fraser).
E isso é só o começo.
Um quebra-cabeça cheio de peças (talvez demais)
O roteiro, escrito por Harlan Coben em parceria com Danny Brocklehurst, segue a fórmula já conhecida das adaptações do autor:
muitos personagens, tramas paralelas, segredos cruzados e a certeza de que tudo vai se conectar… em algum momento.
Já no primeiro episódio, somos apresentados a tanta gente que chega a dar tontura. Personagens como Ash (Jon Pointing) e Dee Dee (Maeve Courtier-Lilley), que parecem atuar como assassinos de aluguel, além da cunhada e sócia de Simon, Yvonne Previdi (Ingrid Oliver), e do filho mais velho, Sam (Adrian Greensmith), ganham seus próprios arcos, aparentemente desconectados.
É informação demais? Um pouco.
Mas, conhecendo o histórico de Coben e Brocklehurst, fica claro que nada está ali por acaso.
Ritmo irregular, mas uma temática forte
Sem dúvidas, Custe o que Custar é mais uma daquelas histórias que dão nó na cabeça, com gente demais envolvida e segredos se sobrepondo o tempo todo.
Confesso que não foi a adaptação mais empolgante de Coben. O início é cansativo, excessivamente carregado de informação e demora a engrenar. Quando a série encontra seu ritmo — mais ou menos na metade —, ela melhora bastante.
A temática, quando começa a se revelar com mais clareza, é forte, incômoda e interessante:
até onde um pai vai por um filho?
E o que acontece quando esse amor ultrapassa limites morais?
O grande destaque: Elena Ravenscroft
Se há alguém que realmente segura a série, é Elena Ravenscroft.
A investigadora particular é, sem exagero, a melhor personagem da história. Inteligente, irônica, humana e sempre um passo à frente, Elena traz equilíbrio para uma trama que, sem ela, poderia facilmente se perder no próprio caos.
Vale o play?
Apesar dos tropeços, Custe o que Custar continua sendo uma boa opção para quem gosta de thrillers cheios de mistério, drama familiar e reviravoltas.
Não é o melhor trabalho de Harlan Coben — e não chega perto do impacto de outras adaptações recentes —, mas vale o play, especialmente se você já é fã do estilo.
Só não espere algo revolucionário.
É uma história sólida, funcional… e bastante incômoda em vários momentos.
Ainda assim, confesso: Lazarus, do Prime Video, funcionou melhor comigo.
Curiosidades
O uso intermitente de cadeira de rodas por Anya, filha de Simon, na série Run Away da Netflix, reflete a condição da atriz Ellie Henry, a Síndrome de Ehlers-Danlos (SED). Ela é uma usuária de cadeira de rodas que precisa de apoio em momentos de dor ou fadiga, mas consegue andar em outros momentos. Esse detalhe não é explicitamente explicado no roteiro, mas é inerente à experiência da atriz e à sua SED.
O interior e o exterior da fictícia Universidade Lanford, onde Paige estuda, foram filmados no campus Hope Park da Universidade Liverpool Hope, em Liverpool, Inglaterra. A torre do relógio e o pátio característicos do Hope Park também aparecem nos créditos de abertura.
Onde assistir?
A série está na Netflix com 8 episódios.
Avaliações
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6,9
81%
7,0
Tags:
#series #mistério #thriller #netflix #harlancobenVisualizações:
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