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Gabrielle

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Katrina: Depois da Tempestade (2025) - A Netflix revisita uma tragédia anunciada

A análise do furacão que causou 1.392 mortes e mais de 100 bilhões de dólares em danos em 2005.

História

Vinte anos depois, o Furacão Katrina ainda ecoa como uma das maiores tragédias da história dos Estados Unidos. Em Katrina: Depois da Tempestade, série documental da Netflix lançada em 2025, a catástrofe é revisitada sob um olhar minucioso e crítico, que vai muito além da devastação natural para expor falhas humanas, institucionais e estruturais.

História

Pode Ver Sem Medo

A série em três episódios traz relatos diretos dos sobreviventes, imagens de arquivo inéditas e entrevistas com jornalistas, especialistas e políticos. Mais do que mostrar a força da tempestade, a produção revela quanto do impacto poderia ter sido evitado com mais atenção e responsabilidade de todos os níveis de governo.

 

Entre os entrevistados estão Mitch Landrieu, então vice-governador da Louisiana, e Marc Morial, ex-prefeito de Nova Orleans, que ajudam a contextualizar as falhas de gestão que antecederam a tragédia.

 

O foco do documentário

 

O primeiro episódio mostra os dias que antecederam o Katrina, destacando a demora do então prefeito Ray Nagin em decretar a evacuação obrigatória — uma decisão tardia que levou 20 mil pessoas ao Superdome, transformado em abrigo improvisado, muito além da capacidade prevista.

 

Outro ponto abordado é a vulnerabilidade histórica de Nova Orleans. O sistema de diques e bombas, construído no início do século XX pelo governo federal, jamais foi modernizado, mesmo após o alerta do furacão Betsy, que quatro décadas antes já havia inundado bairros de baixa altitude. Quando os diques se romperam na manhã seguinte à tempestade, o pior se concretizou: uma inundação devastadora, especialmente nos bairros mais pobres como o Lower 9th Ward.

 

O último episódio, dirigido por Spike Lee, amplia a análise e aprofunda temas como racismo estrutural, desigualdade social, gentrificação e perda cultural de comunidades historicamente marginalizadas.

 

Direção e produção

 

A série conta com a direção de Geeta Gandbhir (episódio 1), Samantha Knowles (episódio 2) e Spike Lee (episódio 3). Spike, aliás, é também produtor executivo, ao lado de Sam Pollard e Geeta Gandbhir. A showrunner é Alisa Payne. A trilha sonora, intensa e marcante, é assinada pelo aclamado Terence Blanchard.

 

Críticas e recepção

 

A recepção crítica tem sido majoritariamente positiva. The Guardian destacou o caráter “urgente e necessário” da série, descrevendo-a como um ato de memória poderoso e um tributo à resiliência do povo de Nova Orleans. A narrativa emociona ao mesmo tempo que denuncia, e foi considerada essencial para entender como falhas humanas amplificaram o desastre natural.

 

Minha opinião

 

Achei bastante interessante a visão detalhada trazida pela série. Muitas vezes, ficamos sabendo apenas do impacto imediato de tragédias como essa, mas raramente das consequências a longo prazo — e é aí que esse documentário se mostra fundamental.

 

O que mais me marcou foi a reflexão inevitável: quando desastres envolvem a elite branca americana, a cobertura da mídia e a resposta institucional são muito diferentes. No caso do Katrina, que atingiu principalmente uma comunidade negra e pobre, o abandono e a negligência ficaram ainda mais evidentes.

 

Katrina: Depois da Tempestade não é apenas um registro histórico, mas uma obra de denúncia e memória. Um convite para refletirmos sobre injustiças sociais e raciais que permanecem até hoje.

 

 E você, já assistiu a este documentário?

Curiosidades

  • Este trabalho é considerado uma continuação espiritual do documentário de Spike Lee de 2006, When the Levees Broke, completando o que muitos consideram uma trilogia sobre Katrina .
     
  • Inclui imagens de arquivo não exibidas anteriormente, bem como material de televisão não divulgado, ampliando a dimensão histórica do relato .
     
  • A série também revisita projetos de reconstrução como o “Make It Right”, apoiado inicialmente por Brad Pitt, que depois enfrentou polêmicas legais e acusações de má qualidade construtiva

Onde assistir?

O documentário está na Netflix com 3 episódios de quase 1h cada.

Avaliações

  • IMDB logo 7,3
    Rotten Tomatoes logo 100%
    PVSM logo 8,0

Tags:

#netflix #documentarios #casosreais #drama

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