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The Cycle: o terror que começa como uma investigação criminal e termina em um pesadelo monstruoso
Uma filha desvenda o passado sombrio de seu pai depois que seu corpo, desaparecido há 36 anos, é encontrado em uma cena de crime horrível.
História
A Dra. Megan Garland, antropóloga forense do Instituto de Ciência de Crichton, descobre que seu pai desaparecido, Peter Stump, foi encontrado morto perto de uma casa onde uma mulher e sua filha foram assassinadas. Embora Meg inicialmente se recuse a ajudar na investigação, ela se junta ao chefe de polícia Ian Marks e examina os restos mortais de Peter, descobrindo evidências de trauma físico prolongado e uma falta incomum de decomposição. Suas descobertas sugerem que seu corpo passou meses em um ambiente fechado antes de ser movido, enquanto os ferimentos nas outras vítimas se assemelham a ataques de animais. À medida que novos incidentes atingem os investigadores, Meg descobre uma conexão entre o desaparecimento de Peter em 1991 e um ataque devastador contra Lou Bishop que ocorreu na mesma data.
Pode Ver Sem Medo
Confesso que fui assistir a The Cycle muito mais pelo hype da crítica internacional do que propriamente pela proposta do filme. Afinal, encontrar uma produção de terror com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes desperta a curiosidade de qualquer fã do gênero, não é mesmo?
E as comparações também ajudaram bastante. Estavam descrevendo o longa como uma mistura de A Coisa com O Silêncio dos Inocentes. Pensei: opa, temos alguma coisa interessante aqui!
Entrei esperando um thriller policial, uma investigação envolvendo assassinatos, pistas perturbadoras e talvez um serial killer particularmente macabro.
E foi justamente aí que The Cycle me surpreendeu.
Porque o filme começa como uma investigação criminal e termina como um verdadeiro pesadelo monstruoso.
E olha que existe um detalhe importante nessa experiência: tenho minhas sérias restrições com filmes de vampiros, Frankenstein e, principalmente, lobisomens. Não são mitologias que normalmente me despertam grande entusiasmo. Talvez, se eu soubesse de antemão que essa era a criatura central da história, nem tivesse dado uma chance ao filme.
Ainda bem que fui sem saber muito!
O que encontrei foi uma produção que consegue utilizar uma mitologia bastante conhecida de uma maneira moderna, interessante e, principalmente, sem ficar excessivamente presa às convenções tradicionais desse tipo de história.
E isso fez toda a diferença.
Uma investigação criminal que esconde algo muito pior
A história acompanha a Dra. Megan Garland, ou simplesmente Meg (Deborah Ann Woll), uma antropóloga forense especializada em investigar corpos e compreender as circunstâncias de uma morte.
Sua rotina profissional muda quando ela é chamada para analisar uma cena de crime brutal envolvendo o assassinato de uma mãe e uma criança.
Mas existe algo ainda mais estranho naquele local: um terceiro corpo, que acaba revelando uma conexão profundamente pessoal com a investigadora.
O homem encontrado é seu pai, desaparecido há aproximadamente 36 anos.
Um pai que a abandonou quando ela ainda era criança e cuja história ficou marcada por ausência, ressentimento e perguntas sem respostas.
Só que existe um problema: o estado daquele cadáver não corresponde ao tempo que deveria ter passado desde sua morte.
O que deveria ser uma investigação relativamente técnica começa a levantar questões que desafiam qualquer explicação científica.
Ao lado de dois policiais, Meg tenta reconstruir os acontecimentos e descobrir o que aconteceu com aquele homem.
E é muito interessante acompanhar como o roteiro conduz essa investigação. Temos pistas, descobertas, personagens suspeitos e uma atmosfera crescente de desconforto.
Você começa querendo entender quem cometeu os assassinatos e o que aconteceu com o pai da protagonista. Quando percebe, já está completamente envolvido em um mistério que toma um caminho muito diferente do esperado.
Personagens que sustentam a história
Um dos pontos positivos do filme é o desenvolvimento dos personagens.
Deborah Ann Woll como Meg Garland é o grande destaque. A atriz consegue transmitir muito bem a inteligência, a determinação e as fragilidades de uma mulher que precisa lidar profissionalmente com a morte enquanto enfrenta questões dolorosas de sua própria história familiar.
Conhecida por True Blood e por interpretar Karen Page em Demolidor, Deborah entrega uma protagonista que funciona muito bem dentro dessa mistura de investigação e horror.
Jeffrey Donovan como Marks é outro personagem importante. O policial participa diretamente da investigação e ajuda a construir a dinâmica entre os personagens.
Will Hochman como Ian, filho de Marks, também integra o núcleo policial e acrescenta outra camada às relações familiares apresentadas pelo roteiro.
O elenco ainda conta com Jack Doolan, Gretchen Corbett e outros nomes que ajudam a compor esse universo.
Gosto especialmente de como os personagens são apresentados dentro de uma investigação que parece muito maior do que eles imaginavam. Não são apenas figuras colocadas ali para reagir aos acontecimentos: suas relações e histórias pessoais ajudam a sustentar a narrativa.
O lobisomem que me fez mudar de opinião
E aqui chegamos ao ponto que mais me surpreendeu.
Sim, estamos falando de uma história que envolve lobisomens!
Como já comentei, não sou exatamente uma entusiasta dessa mitologia. Muitas vezes, esses filmes acabam recorrendo às mesmas fórmulas, às mesmas transformações e às mesmas explicações que já conhecemos.
Mas The Cycle encontrou uma maneira muito interessante de trabalhar esse universo.
O grande mérito está na forma como o elemento sobrenatural é introduzido. Em vez de começar apresentando todas as regras da criatura e explicando sua mitologia, o filme permite que o mistério se desenvolva naturalmente.
A história não fica tentando justificar cada detalhe ou transformar o lobisomem no único assunto da narrativa.
Ele faz parte de algo maior.
E isso é muito mais interessante do que simplesmente assistir a mais uma história sobre uma criatura atacando pessoas durante a noite.
Aos poucos, aquilo que parecia um thriller policial ganha uma dimensão monstruosa, mas sem perder completamente a estrutura investigativa que nos trouxe até ali.
É uma transição que funciona muito bem e que me pegou de surpresa.
Direção, atmosfera e efeitos especiais
Dirigido por Jordan Downey, que também escreveu o roteiro ao lado de Kevin Stewart, o filme demonstra um cuidado interessante com a construção da atmosfera.
A direção trabalha muito bem a passagem do suspense para o horror, fazendo com que o espectador acompanhe a investigação sem perceber imediatamente a dimensão do pesadelo que está sendo construído.
Outro destaque são os efeitos práticos.
Em uma época em que tantas produções dependem excessivamente de computação gráfica, é interessante encontrar um filme que valoriza a construção física de sua criatura.
O trabalho de efeitos especiais de Patrick Magee ajuda a dar materialidade ao monstro e reforça aquela sensação de horror mais clássico.
A criatura é interpretada por Trevor Newlin, performer que também participou de produções como Smile 2 e Alien: Romulus.
É justamente esse cuidado visual que ajuda a tornar o resultado tão interessante.
O que a crítica internacional achou?
O filme chegou cercado de expectativas, com uma recepção bastante positiva da crítica especializada.
O índice de 95% de aprovação no Rotten Tomatoes foi um dos motivos que me fizeram procurar a produção. É claro que porcentagens de aprovação não significam que um filme será necessariamente bom para todo mundo, mas, nesse caso, a curiosidade tinha fundamento.
Entre os elogios aparecem principalmente:
- A atuação de Deborah Ann Woll.
- A construção do mistério policial.
- A transição entre suspense e terror sobrenatural.
- Os efeitos práticos e o visual da criatura.
- A abordagem diferente de uma mitologia conhecida.
As ressalvas ficam principalmente para o ritmo mais lento de parte da investigação e algumas escolhas visuais que podem dificultar a compreensão de determinadas cenas.
Mas existe uma característica que considero importante: o filme não parece ter pressa de mostrar tudo. Ele constrói sua narrativa e deixa o horror crescer gradualmente.
E, para mim, essa escolha funciona.
Afinal, vale a pena assistir The Cycle?
Olha, considerando que sou uma pessoa que normalmente torce o nariz para filmes de lobisomem, acho que minha resposta já diz bastante coisa.
Sim, vale muito a pena!
O que mais gostei foi justamente a capacidade de me conduzir por uma história que eu acreditava estar indo para um caminho e, de repente, apresentar algo completamente diferente.
Fui esperando um filme sobre serial killer, investigação criminal e mistério. Encontrei tudo isso, mas também encontrei uma abordagem muito interessante do terror de criaturas.
Os personagens são bons, o mistério é bem desenvolvido e a maneira como o lobisomem é introduzido na narrativa é extremamente curiosa.
Não acho que seja necessário gostar dessa mitologia para aproveitar o filme. Na verdade, acredito que assistir sem conhecer muito sobre sua verdadeira proposta pode tornar a experiência ainda melhor.
É um thriller eletrizante, com uma boa dose de horror e uma mistura de gêneros que me conquistou justamente por não seguir o caminho mais óbvio.
The Cycle foi uma daquelas surpresas em que você termina pensando: ainda bem que resolvi assistir!
E agora quero saber: vocês também têm alguma mitologia do terror que normalmente não gostam, mas que já foi responsável por surpreender vocês?
Porque, no meu caso, parece que os lobisomens acabaram ganhando uma nova chance!
Curiosidades
Carl W. Crudup, o ator que interpreta Lou Bishop, faleceu em 10 de janeiro de 2026, antes do lançamento oficial do filme. Ele tinha um câncer em estágio avançado.
O designer de efeitos de maquiagem Patrick Magee liderou a transformação do lobisomem, que foi dividida em 18 etapas e exigiu a fabricação de vários componentes, incluindo mãos, pés e torsos. O cronograma de produção descrito no rascunho, que especifica primeiro a filmagem da versão do cadáver, seguida por material dramático e uma semana de cenas de criaturas, com aproximadamente cinco meses reservados para trabalhos adicionais de efeitos.
O nome The Cycle não é apenas uma escolha estética. Ele está relacionado ao universo sobrenatural apresentado na história. A produção ainda reserva uma explicação mais aprofundada dessa mitologia durante os créditos finais, um detalhe mencionado na crítica de Assignment X.
Onde assistir?
O filme está no Shudder.
Avaliações
-
6,4
95%
7,5
Tags:
#fimes #thriller #horror #thecycleVisualizações:
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