Falta menos de um mês para o Oscar 2026, e a temporada de premiações ganhou novos contornos após o anúncio dos vencedores do BAFTA 2026, realizado neste domingo (22), em Londres. Conhecido como o “Oscar britânico”, o prêmio da Academia Britânica costuma influenciar — e muito — os rumos da maior premiação do cinema mundial. E este ano não foi diferente. O grande destaque da noite foi Uma Batalha Após a Outra, que saiu consagrado com seis estatuetas, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção para Paul Thomas Anderson. O longa, que já liderava as indicações com 14 nomeações, consolidou sua força na reta final da corrida ao Oscar. Já o brasileiro O Agente Secreto concorreu nas categorias de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa e Melhor Roteiro Original, mas acabou não levando nenhuma estatueta desta vez. Os principais vencedores do BAFTA 2026 Melhor FilmeUma Batalha Após a Outra Melhor Filme em Língua Não-InglesaValor Sentimental Melhor Roteiro OriginalPecadores Melhor Roteiro AdaptadoUma Batalha Após a Outra Melhor AtorRobert Aramayo – I Swear Melhor AtrizJessie Buckley – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet Melhor Ator CoadjuvanteSean Penn – Uma Batalha Após a Outra Melhor Atriz CoadjuvanteWunmi Mosaku – Pecadores Melhor DireçãoPaul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra Melhor Filme BritânicoHamnet: A Vida Antes de Hamlet Destaques técnicos Melhor Fotografia: Uma Batalha Após a OutraMelhor Montagem: Uma Batalha Após a OutraMelhor Figurino: FrankensteinMelhor Maquiagem e Penteado: FrankensteinMelhor Trilha Sonora: PecadoresMelhor Som: F1: O FilmeMelhor Design de Produção: FrankensteinMelhores Efeitos Especiais: Avatar: Fogo e CinzasMelhor Documentário: Mr. Nobody Against PutinMelhor Filme para Crianças e Família: Zootopia 2 O que muda na corrida para o Oscar? Com a vitória expressiva de Uma Batalha Após a Outra, o filme se consolida como um dos favoritos ao Oscar 2026, especialmente nas categorias principais. O reconhecimento de direção para Paul Thomas Anderson também fortalece sua posição na disputa contra outros cineastas já apontados como fortes concorrentes. Pecadores, que vinha logo atrás em número de indicações (13), também saiu fortalecido, especialmente nas categorias de roteiro e trilha sonora — duas áreas que costumam pesar bastante na votação da Academia. Já a vitória de Jessie Buckley por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet pode indicar uma disputa acirrada na categoria de Melhor Atriz no Oscar. Com a cerimônia marcada para 15 de março, a corrida está oficialmente na sua fase mais imprevisível — e emocionante. Agora a pergunta que fica é:O BAFTA antecipou os vencedores do Oscar ou ainda teremos grandes surpresas? Se você quer acompanhar tudo sobre a temporada de premiações, continue de olho aqui no blog — porque a corrida só está começando.
Leia mais...
O ator Eric Dane, conhecido mundialmente por seus papéis em séries de sucesso como Grey's Anatomy e Euphoria, morreu nesta quinta-feira (19), aos 53 anos, segundo informações divulgadas pela revista People. Com uma carreira marcada por personagens intensos, carismáticos e muitas vezes controversos, Dane deixa um legado importante na televisão e no cinema — além de uma história pessoal de superação, dor e coragem. De San Francisco para Hollywood Nascido em San Francisco, em 1972, Eric Dane enfrentou cedo uma tragédia: perdeu o pai aos 7 anos, vítima de um disparo de arma de fogo. Anos mais tarde, ele revelou que só compreendeu de fato o impacto devastador dessa perda quando teve sua primeira filha. Foi durante a adolescência, após participar de uma montagem escolar da peça All My Sons, de Arthur Miller, que decidiu seguir a carreira artística. Determinado, mudou-se para Los Angeles com apenas 40 dólares no bolso — início de uma trajetória cheia de obstáculos. Seus primeiros trabalhos foram participações em séries clássicas da TV americana como Uma Galera do Barulho, Anos Incríveis, Roseanne e Um Amor de Família. O reconhecimento começou a ganhar força em 2003, quando entrou na sexta temporada de Charmed, interpretando Jason Dean. O eterno Dr. Mark Sloan O grande divisor de águas veio em 2006, quando passou a integrar o elenco de Grey's Anatomy como o cirurgião plástico Mark Sloan — o icônico “McSteamy”. Durante sete temporadas, o personagem conquistou o público com sua mistura de charme, vulnerabilidade e conflitos emocionais. Mark Sloan se tornou um dos nomes mais lembrados da série criada por Shonda Rhimes. No cinema, Dane também participou de produções como:X-Men: The Last StandValentine's Day (Idas e Vindas do Amor)Marley & MeBurlesque Em 2014, voltou ao protagonismo na série pós-apocalíptica The Last Ship. Já em 2019, surpreendeu o público ao interpretar Cal Jacobs em Euphoria — um personagem complexo e perturbador que mostrou uma nova faceta de sua atuação. Vida pessoal e batalhas silenciosas Eric Dane foi casado com a atriz Rebecca Gayheart desde 2004. O casal teve duas filhas, Billie (2010) e Georgia (2011). Em 2018, Rebecca pediu o divórcio, mas em março de 2025 solicitou o cancelamento do processo. Ao longo dos anos, o ator foi transparente sobre suas lutas contra a depressão e a dependência de medicamentos para dor, iniciada após uma lesão esportiva. Em 2011, passou por reabilitação. Em abril deste ano, Dane revelou ter sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso e provoca perda progressiva dos movimentos. “ELA é uma doença terrível”, afirmou à revista People na ocasião. Sem cura, a condição compromete gradualmente a fala, a mobilidade, a alimentação e a respiração. Segundo relatos, os cuidados eram organizados em 21 turnos diferentes. Quando havia falhas na escala, Rebecca assumia parte das horas — chegando a recorrer a amigos para cobrir um turno de 12 horas. Um legado que vai além da ficção Eric Dane construiu uma carreira sólida, transitando entre o galã carismático e personagens sombrios e complexos. Mais do que seus papéis, deixa a imagem de alguém que enfrentou publicamente suas fragilidades — algo ainda raro em Hollywood. Para muitos fãs, ele sempre será o Dr. Sloan. Para outros, o perturbador Cal Jacobs. Mas, acima de tudo, foi um ator que marcou gerações. Descanse em paz.
Leia mais...
O ator James Van Der Beek, conhecido mundialmente por interpretar Dawson Leery na série Dawson's Creek, morreu nesta quarta-feira (11/2), aos 48 anos. A família confirmou a notícia em comunicado nas redes sociais:“Nosso querido James David Van Der Beek faleceu em paz esta manhã. Ele enfrentou seus últimos dias com valentia, fé e graça.” O ator lutava contra um câncer colorretal. Diagnosticado em 2023, ele tornou a informação pública apenas em novembro de 2024. A luta contra o câncer e a mensagem de conscientização Van Der Beek revelou ao Business Insider que começou a perceber alterações nas fezes — um dos sintomas mais comuns do câncer colorretal. Inicialmente, acreditou que pudesse estar relacionado ao consumo de café. Após exames, veio o diagnóstico: estágio três, quando a doença já atinge os gânglios linfáticos próximos. Segundo a Clínica Cleveland, o câncer colorretal se desenvolve a partir de crescimentos anormais no revestimento interno do cólon e pode se espalhar caso não seja tratado. A ampliação dos exames preventivos tem sido fundamental para diagnósticos mais precoces e redução da mortalidade. Pai de seis filhos, Van Der Beek descreveu o impacto emocional do tratamento como um dos momentos mais difíceis de sua vida:“Todas essas coisas lindas que amo e pelas quais me definia — pai, provedor, marido — tudo isso me foi tirado, ou pelo menos pausado. Tive que me perguntar: ‘Então, o que eu sou?’ E a resposta foi: ‘Eu continuo sendo digno de amor’.” Após o diagnóstico, ele passou a usar sua visibilidade para incentivar exames preventivos e conscientizar o público. O ícone de uma geração Entre 1998 e 2003, Van Der Beek deu vida a Dawson Leery, o jovem sonhador apaixonado por cinema em Dawson's Creek, ao lado de Katie Holmes, Michelle Williams, Joshua Jackson e Busy Philipps. A série marcou o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, tornando-se um fenômeno cultural entre o público jovem. No cinema, ele também estrelou o drama adolescente Varsity Blues (lançado no Brasil como Marcação Cerrada), outro sucesso entre adolescentes da época. Anos depois, mostrou versatilidade ao interpretar uma versão fictícia de si mesmo na série Don't Trust the B---- in Apartment 23, participou da 28ª temporada de Dancing with the Stars e fez participações especiais em produções recentes. O reencontro emocionante Em setembro do ano passado, Van Der Beek participou virtualmente de um evento beneficente que reuniu o elenco principal de Dawson’s Creek. A leitura ao vivo do episódio piloto contou com Holmes, Williams, Jackson e Philipps. Quem assumiu a leitura do papel de Dawson foi o ator e compositor Lin-Manuel Miranda. O evento arrecadou fundos para a instituição F Cancer e também serviu como homenagem ao ator. Legado James Van Der Beek foi um dos rostos mais emblemáticos da televisão jovem no fim dos anos 1990. Para muitos fãs, ele representou o romantismo idealista de uma geração que cresceu discutindo amizade, amor, sonhos e amadurecimento à beira de um píer fictício. Sua partida encerra um capítulo importante da cultura pop dos anos 2000 — mas deixa também uma mensagem poderosa sobre vulnerabilidade, identidade e dignidade. Dawson cresceu. E marcou para sempre quem cresceu com ele.
Leia mais...
Porto Rico como cenário e mensagem Desde os primeiros segundos do show do intervalo, Bad Bunny deixou claro que não estava ali para se adaptar ao Super Bowl — mas para transformá-lo. A apresentação foi conduzida quase inteiramente em espanhol, sem preocupação em “traduzir” a experiência para o inglês. Pelo contrário: logo na abertura, a transmissão exibiu a frase “el espectáculo de medio tiempo del Súper Tazón”, invertendo a lógica habitual e colocando o espanhol no centro do maior palco da cultura pop americana. A ambientação reforçou essa escolha. O espetáculo começou com cenas cotidianas de Porto Rico: trabalhadores no campo, senhores jogando dominó, uma mulher fazendo as unhas, pequenos gestos que constroem identidade. Antes mesmo da primeira música, já estava claro que o objetivo não era apenas entreter, mas transportar o espectador para a terra e a cultura de Benito. Mais tarde, em um dos momentos mais diretos do show, o artista se apresentou em espanhol:“Meu nome é Benito Antonio Martínez Ocasio, e se hoje estou aqui no Super Bowl 60, é porque nunca deixei de acreditar em mim. Você também deveria acreditar em você. Você vale mais do que você imagina.” A “casita” e a celebração latina Um dos elementos visuais mais conhecidos dos shows de Bad Bunny também marcou presença: a casita, símbolo de uma casa porto-riquenha simples, viva, cheia de gente. Nos palcos, ela costuma funcionar como ponto de encontro, onde convidados dançam e celebram enquanto o cantor se apresenta. No Super Bowl, a casita ganhou convidados de peso: Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba — todos latinos ou de ascendência latina. A escolha reforçou a ideia de comunidade e pertencimento, não como exceção, mas como centro do espetáculo. Com as dançarinas, o show também destacou o perreo, estilo de dança sensual surgido em Porto Rico nos anos 80, frequentemente marginalizado, mas aqui elevado ao maior palco possível. Assim como o funk no Brasil, o perreo aparece como expressão cultural, corpo político e identidade popular. Um casamento real no meio do espetáculo Cerca de cinco minutos após o início da apresentação, o show foi interrompido por algo inesperado: o final de uma cerimônia de casamento. Não era encenação. O casamento era real, confirmado pela equipe do artista. O casal havia convidado Bad Bunny para a cerimônia, mas ele propôs o inverso: que eles se casassem no show do intervalo. Benito atuou como testemunha, assinou a certidão e ainda garantiu bolo de casamento de verdade. Em um evento marcado por espetáculos grandiosos, o gesto trouxe intimidade e humanidade ao centro da narrativa. Lady Gaga, salsa e pista de dança Logo depois, Lady Gaga surgiu acompanhada do grupo porto-riquenho Los Sobrinos, tocando “Die With a Smile” como se fossem uma banda típica de casamento. O cenário incluía mesinhas, bolo e até uma criança “dormindo” na cadeira, reforçando a atmosfera doméstica. Em seguida, Gaga foi puxada para dançar por Bad Bunny em “Baile Inolvidable”, dissolvendo completamente a fronteira entre convidado e anfitrião, estrela global e festa de bairro. “Nuevayol” e a Nova York latina A música “Nuevayol” marcou a transição para outro território simbólico: Nova York como extensão cultural de Porto Rico. A cidade é o principal centro demográfico porto-riquenho fora da ilha — e até a bandeira de Porto Rico foi criada ali. O cenário reproduziu as bodegas nova-iorquinas, com participação especial de Toñita, dona do histórico Caribbean Social Club, um dos bares mais emblemáticos da cultura latina na cidade. Nesse momento, Bad Bunny entregou simbolicamente um Grammy a uma criança que “o assistia” pela televisão. As roupas do menino remetiam a uma foto de infância do próprio Benito, conectando passado, presente e futuro em um único gesto. Ricky Martin e a política explícita Outro destaque foi a aparição de Ricky Martin, conterrâneo de Bad Bunny. Sentado em cadeiras que reproduziam a capa do álbum Debí Tirar Más Fotos, ele cantou “Lo que le pasó a Hawaii”, uma das músicas mais políticas do repertório recente de Benito. A letra aborda os efeitos do imperialismo americano sobre o Havaí, anexado aos EUA em 1898, e deixa clara a preocupação: não permitir que Porto Rico tenha o mesmo destino cultural e identitário. A bandeira, o apagão e a memória do furacão Nos minutos finais, Bad Bunny surgiu com uma grande bandeira de Porto Rico em azul-claro — cor associada aos movimentos pró-independência. Cantando “El Apagón”, ele subiu em um poste e provocou simbolicamente um apagão no estádio. A cena remete diretamente ao colapso da infraestrutura elétrica da ilha após o furacão Maria, em 2017, e à negligência governamental que deixou a população convivendo com apagões constantes desde então. O que é “América”? O encerramento trouxe o momento mais simbólico do show. Bad Bunny segurou uma bola com a frase: “Juntos, somos a América”, cercado por bailarinos e músicos com bandeiras de diversos países do continente. “Deus abençoe a América”, disse ele em inglês — ecoando uma expressão patriótica dos Estados Unidos. Em seguida, redefiniu o termo: passou a citar todos os países do continente americano, do Sul ao Norte, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e, por último, Estados Unidos e “minha terra mãe, Porto Rico”. No telão, a frase final: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”. O show se encerrou com “Dtmf”, faixa que fala sobre amor, memória, identidade e pertencimento — resumindo tudo o que aquela apresentação quis dizer.
Leia mais...