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O Primata (2025) - O Terror do Chimpanzé Assassino é Muito Melhor do que Você Imagina
De volta da faculdade, Lucy se reúne com sua família, incluindo seu chimpanzé Ben. Ben fica com raiva durante uma festa na piscina e se torna agressivo. Lucy e seus amigos se barricam na piscina, inventando maneiras de sobreviver.
História
Ansiosa por umas férias relaxantes com os amigos, Lucy volta para sua casa na beira do penhasco no Havaí após o primeiro ano de faculdade. Afinal, com o pai dela viajando a negócios, eles têm a casa só para eles. No entanto, o reencontro deles toma um rumo sombrio quando Ben, o querido chimpanzé da família, começa a mostrar uma estranha agressão. Quando Ben se torna uma ameaça imprevisível para os humanos, Lucy deve encontrar uma maneira de escapar do furioso primata e sobreviver à noite.
Pode Ver Sem Medo
À primeira vista, O Primata parece aquele tipo de filme que você liga apenas para rir da premissa.
Um chimpanzé pega raiva e começa a matar pessoas.
Pronto.
É exatamente isso.
Sem conspirações gigantes, sem dezenas de reviravoltas, sem tentar ser um terror psicológico cheio de metáforas. O diretor Johannes Roberts, conhecido por Medo Profundo (47 Meters Down), entende perfeitamente que menos pode ser mais quando a tensão funciona.
E funciona.
Confesso que demorei para assistir. Depois da decepção que foi O Macaco, fiquei com receio de encontrar mais um terror em que um primata sai matando pessoas aleatoriamente sem qualquer construção.
Felizmente, O Primata é muito melhor do que sua premissa faz parecer.
Qual é a história de O Primata?
Lucy retorna para a casa da família no Havaí durante as férias da universidade.
Ela leva consigo a melhor amiga Kate, o irmão dela, Nick, e Hannah, uma colega com quem nunca teve uma relação muito amigável.
A viagem deveria ser apenas um período de descanso, mas tudo muda quando Ben, o chimpanzé criado pela família desde pequeno, é atacado por um mangusto infectado com o vírus da raiva.
A transformação é rápida.
O animal dócil, inteligente e extremamente carismático passa a agir de forma agressiva, violenta e imprevisível.
Presos em uma enorme casa isolada no alto de uma falésia, os personagens precisam encontrar uma maneira de sobreviver enquanto Ben utiliza toda sua inteligência para caçá-los.
O resultado é um suspense praticamente ininterrupto.
Quem são os personagens?
Lucy
A protagonista da história.
Filha de um famoso escritor de suspense, Lucy cresceu convivendo com Ben como parte da família.
Ela tenta salvar o chimpanzé enquanto percebe que talvez não exista mais volta.
Ben
O verdadeiro protagonista.
Ben foi criado por humanos depois que a mãe de Lucy, pesquisadora da comunicação entre chimpanzés, resolveu adotá-lo.
Durante anos ele aprendeu linguagem por símbolos, reconhecia pessoas, demonstrava emoções e fazia parte da rotina da casa.
Quando contrai raiva, toda essa inteligência continua presente.
A diferença é que agora ela trabalha a favor dos instintos mais violentos.
Esse detalhe torna Ben muito mais assustador do que qualquer criatura sobrenatural.
Ele não apenas ataca.
Ele observa.
Espera.
Planeja.
Aprende.
Kate
Melhor amiga de Lucy.
É uma das personagens mais sensatas do grupo e tenta manter todos vivos conforme a situação foge do controle.
Nick
Irmão de Kate.
Como acontece em praticamente todo filme de sobrevivência, suas decisões nem sempre ajudam.
Hannah
Talvez a personagem mais difícil de gostar.
Ela nem deveria estar naquela viagem, mas acaba sendo incluída porque o roteiro precisa aumentar o número de possíveis vítimas.
Adam
Pai de Lucy.
Interpretado pelo vencedor do Oscar Troy Kotsur, Adam é um escritor surdo especializado em romances policiais.
Mesmo enfrentando limitações de comunicação durante a crise, continua sendo uma das figuras mais interessantes do filme.
O grande destaque é Ben
O que realmente diferencia O Primata de tantos filmes de animais assassinos é a construção do chimpanzé.
Antes de se tornar uma ameaça, o roteiro faz questão de mostrar sua personalidade.
Ben gosta de brinquedos de pelúcia.
Cumprimenta visitantes.
Se comunica através de um tablet.
Entende comandos.
Reconhece pessoas.
Cria vínculos afetivos.
Isso faz com que o espectador realmente sinta que algo foi perdido quando ele é infectado.
Não estamos diante de um monstro.
Estamos vendo um animal extremamente inteligente sendo destruído por uma doença.
A hidrofobia é real
Logo no início do segundo ato, o filme explica rapidamente um dos sintomas da raiva.
A hidrofobia realmente existe.
Pessoas infectadas podem desenvolver espasmos musculares extremamente dolorosos na garganta, tornando quase impossível beber água.
É um dos sintomas mais conhecidos da doença.
Chimpanzés realmente não são bons nadadores
Outro detalhe curioso utilizado pelo roteiro também é verdadeiro.
Chimpanzés dificilmente entram na água profunda porque possuem corpos muito densos e afundam com facilidade.
Ao contrário dos humanos, nadar não faz parte de seu comportamento natural.
Essa característica acaba sendo utilizada de forma inteligente durante a história.
Ben foi interpretado com fantasia animatrônica
Ao invés de depender exclusivamente de computação gráfica, a produção utilizou um traje animatrônico interpretado por Miguel Torres Umba.
Isso ajuda bastante na sensação de presença física durante as cenas de perseguição.
Em muitos momentos, Ben parece realmente dividir espaço com os atores.
A casa praticamente vira outro personagem
Grande parte do suspense acontece dentro da enorme residência da família.
Corredores, janelas gigantes, escadas, piscina de borda infinita e a localização isolada transformam a casa em um verdadeiro labirinto.
É um excelente cenário para um filme de sobrevivência.
O verdadeiro vilão é a falta de bom senso
Existe um momento em que praticamente todos os personagens começam a tomar decisões absurdas.
É inevitável.
Você deixa de torcer pelos humanos.
Passa a torcer pelo chimpanzé.
Esse talvez seja o maior defeito do roteiro.
As conveniências narrativas aparecem com frequência para manter a história funcionando.
Por outro lado, é justamente isso que torna o filme divertido.
É impossível não ficar gritando para a televisão:
"Não faz isso!"
E, claro, eles fazem exatamente aquilo.
Vale a pena assistir?
Sem dúvida.
O Primata não tenta reinventar o gênero.
Também não busca ser um novo clássico do terror.
Sua proposta é muito mais simples.
Criar cerca de noventa minutos de tensão utilizando um conceito absurdo, mas tratado com seriedade suficiente para funcionar.
Johannes Roberts já havia demonstrado em Medo Profundo que sabe construir suspense a partir de espaços limitados.
Aqui ele faz praticamente a mesma coisa.
Troca o tubarão por um chimpanzé infectado.
Troca o fundo do mar por uma casa isolada.
E entrega outro filme eficiente.
Apesar de algumas decisões completamente sem sentido dos personagens, O Primata é uma excelente surpresa.
O suspense é constante.
Ben é assustador.
Os efeitos práticos convencem.
E a produção ainda utiliza fatos reais sobre a raiva e sobre o comportamento dos chimpanzés para deixar tudo mais crível.
Além da minha indignação com a ideia de manter um animal tão majestoso como um chimpanzé vivendo como animal de estimação, fica difícil não interpretar toda a tragédia do filme como consequência direta da irresponsabilidade humana.
No fim das contas, O Primata não tem a pretensão de ser um terror revolucionário.
Sua única missão é divertir, criar tensão e colocar pessoas extremamente burras diante de um chimpanzé extremamente inteligente.
E faz isso muito bem.
Se você ficou impressionado com Ben durante o filme, vale lembrar que chimpanzés adultos possuem uma força física muito superior à de um ser humano e são capazes de resolver problemas complexos, utilizar ferramentas e memorizar padrões com enorme facilidade. O Primata exagera alguns aspectos para servir ao terror, mas a inteligência do animal retratada na tela tem uma boa base na realidade.
Curiosidades
O Havaí é o único estado dos EUA que mantém o status de livre da raiva. O Departamento de Saúde do Estado do Havaí confirma essa designação, que o estado protege por meio de rígidas leis de quarentena de animais desde 1912. Todos os cães e gatos que entram no Havaí devem cumprir os requisitos de quarentena da raiva.
Embora a campanha de marketing continuasse divulgando o fato de que o chimpanzé Ben é retratado por meio de efeitos práticos em vez de CGI, vídeos detalhados de efeitos visuais mostram claramente que isso não é verdade. O especialista em movimento Miguel Torres Umba, ator de teatro colombiano sem experiência anterior em cinema, interpreta o papel usando um traje protético criado pela Millennium FX. A produção empregou várias cabeças animatrônicas, marionetes para expressões faciais, várias extensões de braços para simular proporções de chimpanzés, pés especializados operados por marionetistas manuais e diferentes lentes de contato para descrever os estágios da infecção por raiva. No entanto, em muitas das fotos, o rosto, às vezes até mesmo o chimpanzé inteiro, foi substituído por modelos CGI altamente detalhados.
O diretor Johannes Roberts reconhece explicitamente o romance de 1981 de Stephen King e a adaptação cinematográfica de 1983 de Lewis Teague, Cujo, como a principal inspiração para Primate. Roberts declarou: “Sou um grande fã de Stephen King e um grande fã de Cujo” e descreveu o filme como “Cujo com um chimpanzé em vez de um cachorro”.
Onde assistir?
O filme está no Prime Video e Paramount.
Avaliações
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Tags:
#filmes #terror #horror #oprimataVisualizações:
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