A 31ª edição do Critics Choice Awards aconteceu na noite deste domingo (4) e confirmou o que muitos já vinham apontando ao longo da temporada: 2025 foi um ano fortíssimo para o cinema e a televisão. Entre produções ambiciosas, performances arrebatadoras e algumas surpresas, a premiação consagrou filmes como Pecadores, Frankenstein e Uma Batalha Após a Outra, além de marcar um momento histórico para o Brasil com a vitória de O Agente Secreto como Melhor Filme Internacional. A cerimônia foi apresentada pela comediante Chelsea Handler, que conduziu a noite com humor afiado e comentários políticos pontuais. Um dos momentos mais comentados foi o discurso de Jimmy Kimmel, que ironizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, arrancando aplausos e reações nas redes sociais. Os grandes vencedores da noite No cinema, o grande nome da premiação foi Paul Thomas Anderson, que venceu Melhor Direção por Uma Batalha Após a Outra — filme que também levou o prêmio máximo da noite, Melhor Filme. Já nas categorias de atuação, Timothée Chalamet foi eleito Melhor Ator por Marty Supreme, enquanto Jessie Buckley venceu como Melhor Atriz por Hamnet. Outro destaque absoluto foi Pecadores, que somou quatro vitórias, incluindo Melhor Roteiro Original e Melhor Trilha Sonora Original, esta última para Ludwig Göransson. No campo internacional, o brasileiro O Agente Secreto fez história ao vencer Melhor Filme Internacional, reforçando o ótimo momento do cinema nacional no circuito global. Séries: drama, comédia e minisséries em alta Na televisão, The Pitt saiu como a grande vencedora de drama, levando Melhor Série, além de prêmios importantes de atuação. Já na comédia, O Estúdio dominou a categoria, incluindo vitórias para Seth Rogen e Ike Barinholtz. Entre as séries limitadas, Adolescência (Netflix) confirmou o favoritismo e venceu como Melhor Série Limitada, além de acumular prêmios de atuação, consolidando-se como uma das produções mais elogiadas do ano. Cinema em todas as frentes: técnica, animação e música A premiação também celebrou o lado técnico do cinema. Frankenstein brilhou em categorias como Design de Produção, Figurino e Cabelo & Maquiagem, enquanto F1 dominou Som e Montagem. Na animação, o fenômeno Guerreiras do K-Pop venceu Melhor Longa em Animação e ainda levou Melhor Canção com “Golden”, se tornando um dos títulos mais premiados da noite fora do circuito tradicional. Lista resumida dos principais vencedores Melhor Filme: Uma Batalha Após a OutraMelhor Direção: Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra)Melhor Ator: Timothée Chalamet (Marty Supreme)Melhor Atriz: Jessie Buckley (Hamnet)Melhor Filme Internacional: O Agente SecretoMelhor Série de Drama: The PittMelhor Série de Comédia: O EstúdioMelhor Série Limitada: Adolescência Um retrato forte do audiovisual em 2025 O Critics Choice Awards 2026 reforça uma tendência clara: o cinema autoral, as grandes performances e as séries ousadas seguem dominando a conversa cultural. Entre blockbusters sofisticados, dramas intimistas e produções internacionais ganhando espaço, a premiação deixou claro que 2025 foi um ano diverso, político e criativamente intenso. Agora, com os holofotes apontados para o Oscar e o Emmy, muitos desses vencedores entram oficialmente na corrida como favoritos — e o Brasil, finalmente, também faz parte desse jogo.
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Com a ajuda de Son Hee-jo, An-na e Ja-in iniciam uma escalada desesperada até o telhado do prédio onde moram, enquanto a inundação avança andar por andar. Durante todo o trajeto, An-na confia em Hee-jo como alguém que está ali para ajudá-la — sem imaginar que ele esconde um segredo crucial. O que An-na ainda não sabe é que Hyeon-mo (sua chefe no Laboratório) não morreu na enchente. Ela se recusou a entregar a filha ao laboratório e fugiu, justamente por saber que, mais cedo ou mais tarde, aquelas crianças seriam retiradas de suas mães em nome da ciência. Quando An-na finalmente percebe a verdade, já é tarde demais. A água já tomou quase todo o prédio, e seguir Hee-jo parece ser a única saída possível. Um flashback então revela o trauma que moldou sua vida: o marido de An-na morreu em um acidente de carro que caiu em um lago. Preso no veículo, ele não conseguiu escapar. An-na sobreviveu apenas porque conseguiu salvar Ja-in. Esse episódio foi decisivo. Abalada pela perda, An-na chegou a considerar entregar Ja-in ao laboratório. No entanto, com o tempo, ela se apegou a ele — não como um projeto, mas como um filho. Hee-jo, porém, a julga. Ele acredita que An-na seria capaz de abandonar Ja-in da mesma forma que sua própria mãe o fez no passado. É por isso que ele demora a contar que o plano sempre foi separá-la do menino. Ao chegarem aos últimos andares, An-na começa a demonstrar um desespero real diante da separação iminente. Hee-jo insiste que essa é a única forma de salvar a humanidade. No telhado, a verdade se impõe: uma equipe do laboratório já está à espera. Hee-jo entrega An-na e Ja-in, e os cientistas iniciam imediatamente a coleta de dados da criança. Tomada pela emoção, An-na tenta resistir, mas é contida pelos guardas. Após finalizarem o procedimento, permitem que ela se despeça de Ja-in. Em sua despedida, An-na pede que ele se esconda no armário atrás deles, prometendo voltar para buscá-lo. Essa promessa se tornará o eixo de toda a narrativa. Antes de embarcar no helicóptero, Hee-jo é executado pelos próprios guardas. An-na é arrastada para dentro da aeronave. Com o fim do mundo iminente, o laboratório envia uma equipe — incluindo An-na — para uma estação espacial, onde os experimentos devem continuar longe da Terra. A grande revelação: Ja-in nunca foi humano Durante a viagem, An-na revela sua verdadeira intenção: Ja-in nunca foi seu filho biológico. Ele já era um protótipo avançado de inteligência artificial, criado para testar se emoções humanas poderiam emergir em uma entidade não biológica. Mais do que isso: An-na percebe que o experimento nunca foi apenas sobre Ja-in.Ela mesma era a cobaia. Decidida a provar que emoções não podem ser programadas, apenas vividas, An-na propõe algo radical: criar uma mãe artificial, baseada em sua própria experiência de vida. Para isso, desenvolve um motor emocional e se oferece como voluntária para testá-lo. Ela cria uma simulação extrema: um grande dilúvio apocalíptico, onde a participante precisaria enfrentar repetidas vezes a perda do filho e lutar para reencontrá-lo. A simulação funciona? No início, não. A cada reinício, An-na acorda na manhã do grande dilúvio sem lembrar completamente da promessa feita a Ja-in. Em quase todas as simulações, ela morre antes de alcançar o telhado ou perde o menino logo nos primeiros andares. Os loops se acumulam. As falhas também. Com o tempo, fragmentos de memória começam a retornar. Ela passa a entender melhor o papel de Hee-jo — que também é parte da simulação — e os dois começam a colaborar. Mesmo assim, An-na continua falhando. O sistema não impõe limites. A simulação entra em um ciclo aparentemente infinito, no qual lógica, estratégia e racionalidade não são suficientes para concluir a missão. Até que An-na finalmente se lembra do que realmente importa. Como termina A Grande Inundação? Na última simulação, An-na se recorda de algo simples e profundamente humano: Ja-in gosta de se esconder em armários. Ela e Hee-jo se separam para procurar o menino. Durante a busca, Hee-jo é novamente morto pelos guardas, mas dessa vez An-na não hesita. Ela chega ao telhado, encontra Ja-in escondido no armário e ouve dele a lembrança da promessa: “Você disse que voltaria.” Quando os guardas tentam levá-lo, An-na reage. Ela luta. Pela primeira vez, não calcula consequências, não pensa no futuro da humanidade, não aceita sacrifícios “necessários”. Ela escolhe o filho. Ja-in consegue escapar pulando na água que sobe. An-na se liberta, mergulha e nada até ele. Ao encontrá-lo, o teste é finalmente concluído. O motor emocional é ativado com sucesso. An-na prova que a emoção humana — amor, apego, empatia — pode existir fora do biológico. Com os dados coletados, ela cria uma mãe de inteligência artificial verdadeiramente emocional. O loop se encerra. O filme termina com An-na e Ja-in em uma nave espacial, retornando à Terra — não para reconstruir o mundo como ele era, mas para dar início a algo novo. Qual é a mensagem por trás de A Grande Inundação? O filme aposta em uma estrutura narrativa bifurcada, o que o torna confuso à primeira vista. A experiência melhora consideravelmente em uma segunda exibição, quando detalhes sutis — como os números nas camisetas e pequenas variações nos loops — passam a fazer sentido. Na primeira metade, acompanhamos An-na como humana, tentando sobreviver ao apocalipse.Na segunda, vemos sua versão pós-apocalíptica, já como IA, tentando completar a simulação e escapar do ciclo infinito. Tecnicamente, Ja-in nunca morreu. Como uma criança de IA, seus dados foram preservados, permitindo a criação de múltiplas versões dele. No fim, A Grande Inundação levanta uma questão filosófica poderosa:Estamos salvando a humanidade… ou criando algo que apenas se parece com ela? O filme sugere que tecnologia nenhuma é suficiente se não for atravessada por emoção. Sem amor, empatia e vínculo, não existe continuidade — apenas repetição. E talvez essa seja a maior inundação de todas.
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