O Prime Video divulgou o primeiro teaser oficial de Spider-Noir, além da data de estreia e novas imagens da produção. A série live-action chega ao catálogo em 27 de maio e marca um momento importante na carreira de Nicolas Cage: é a primeira vez que o ator assume o protagonismo de uma série televisiva. Baseada nos quadrinhos Spider-Man Noir, a trama acompanha Ben Reilly, um investigador particular envelhecido, desacreditado e mergulhado na atmosfera densa da Nova York dos anos 1930. Quando um caso extraordinário surge, ele é forçado a confrontar o passado e retomar a identidade do único super-herói que a cidade já conheceu. Um herói à moda antiga — em dois formatos As primeiras imagens já deixam claro o tom da produção: estética sombria, fotografia contrastada e ambientação fiel à década de 1930. Um dos diferenciais da série será a disponibilização em duas versões:Preto e branco, reforçando o clima clássico noir;Colorida, para quem prefere uma experiência mais contemporânea. Essa escolha reforça a proposta estilizada da obra, que aposta em um visual autoral para expandir o universo do Homem-Aranha sob uma perspectiva mais adulta e investigativa. Elenco e bastidores Além de Nicolas Cage como Ben Reilly, o elenco conta com:Lamorne Morris como Robbie RobertsonLi Jun Li como Cat HardyKaren Rodriguez como JanetBrendan GleesonJack HustonAbraham Popoola A direção dos dois primeiros episódios fica por conta de Harry Bradbeer, conhecido por trabalhos premiados na televisão. A série tem ainda Oren Uziel e Steve Lightfoot como co-showrunners, com produção executiva de Phil Lord, Christopher Miller e Amy Pascal. Um Homem-Aranha mais adulto e sombrio Com ambientação urbana, investigação policial e uma atmosfera que mistura crime, corrupção e redenção, Spider-Noir promete ampliar o universo do Homem-Aranha em uma vertente mais madura, estilizada e cinematográfica. A proposta parece dialogar com o fascínio contemporâneo por narrativas de anti-heróis e thrillers sombrios — mas sem abandonar o DNA clássico do personagem. E aí, ansiosos para ver Nicolas Cage mergulhando no lado mais obscuro do Aranha?
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O ator James Van Der Beek, conhecido mundialmente por interpretar Dawson Leery na série Dawson's Creek, morreu nesta quarta-feira (11/2), aos 48 anos. A família confirmou a notícia em comunicado nas redes sociais:“Nosso querido James David Van Der Beek faleceu em paz esta manhã. Ele enfrentou seus últimos dias com valentia, fé e graça.” O ator lutava contra um câncer colorretal. Diagnosticado em 2023, ele tornou a informação pública apenas em novembro de 2024. A luta contra o câncer e a mensagem de conscientização Van Der Beek revelou ao Business Insider que começou a perceber alterações nas fezes — um dos sintomas mais comuns do câncer colorretal. Inicialmente, acreditou que pudesse estar relacionado ao consumo de café. Após exames, veio o diagnóstico: estágio três, quando a doença já atinge os gânglios linfáticos próximos. Segundo a Clínica Cleveland, o câncer colorretal se desenvolve a partir de crescimentos anormais no revestimento interno do cólon e pode se espalhar caso não seja tratado. A ampliação dos exames preventivos tem sido fundamental para diagnósticos mais precoces e redução da mortalidade. Pai de seis filhos, Van Der Beek descreveu o impacto emocional do tratamento como um dos momentos mais difíceis de sua vida:“Todas essas coisas lindas que amo e pelas quais me definia — pai, provedor, marido — tudo isso me foi tirado, ou pelo menos pausado. Tive que me perguntar: ‘Então, o que eu sou?’ E a resposta foi: ‘Eu continuo sendo digno de amor’.” Após o diagnóstico, ele passou a usar sua visibilidade para incentivar exames preventivos e conscientizar o público. O ícone de uma geração Entre 1998 e 2003, Van Der Beek deu vida a Dawson Leery, o jovem sonhador apaixonado por cinema em Dawson's Creek, ao lado de Katie Holmes, Michelle Williams, Joshua Jackson e Busy Philipps. A série marcou o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, tornando-se um fenômeno cultural entre o público jovem. No cinema, ele também estrelou o drama adolescente Varsity Blues (lançado no Brasil como Marcação Cerrada), outro sucesso entre adolescentes da época. Anos depois, mostrou versatilidade ao interpretar uma versão fictícia de si mesmo na série Don't Trust the B---- in Apartment 23, participou da 28ª temporada de Dancing with the Stars e fez participações especiais em produções recentes. O reencontro emocionante Em setembro do ano passado, Van Der Beek participou virtualmente de um evento beneficente que reuniu o elenco principal de Dawson’s Creek. A leitura ao vivo do episódio piloto contou com Holmes, Williams, Jackson e Philipps. Quem assumiu a leitura do papel de Dawson foi o ator e compositor Lin-Manuel Miranda. O evento arrecadou fundos para a instituição F Cancer e também serviu como homenagem ao ator. Legado James Van Der Beek foi um dos rostos mais emblemáticos da televisão jovem no fim dos anos 1990. Para muitos fãs, ele representou o romantismo idealista de uma geração que cresceu discutindo amizade, amor, sonhos e amadurecimento à beira de um píer fictício. Sua partida encerra um capítulo importante da cultura pop dos anos 2000 — mas deixa também uma mensagem poderosa sobre vulnerabilidade, identidade e dignidade. Dawson cresceu. E marcou para sempre quem cresceu com ele.
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Porto Rico como cenário e mensagem Desde os primeiros segundos do show do intervalo, Bad Bunny deixou claro que não estava ali para se adaptar ao Super Bowl — mas para transformá-lo. A apresentação foi conduzida quase inteiramente em espanhol, sem preocupação em “traduzir” a experiência para o inglês. Pelo contrário: logo na abertura, a transmissão exibiu a frase “el espectáculo de medio tiempo del Súper Tazón”, invertendo a lógica habitual e colocando o espanhol no centro do maior palco da cultura pop americana. A ambientação reforçou essa escolha. O espetáculo começou com cenas cotidianas de Porto Rico: trabalhadores no campo, senhores jogando dominó, uma mulher fazendo as unhas, pequenos gestos que constroem identidade. Antes mesmo da primeira música, já estava claro que o objetivo não era apenas entreter, mas transportar o espectador para a terra e a cultura de Benito. Mais tarde, em um dos momentos mais diretos do show, o artista se apresentou em espanhol:“Meu nome é Benito Antonio Martínez Ocasio, e se hoje estou aqui no Super Bowl 60, é porque nunca deixei de acreditar em mim. Você também deveria acreditar em você. Você vale mais do que você imagina.” A “casita” e a celebração latina Um dos elementos visuais mais conhecidos dos shows de Bad Bunny também marcou presença: a casita, símbolo de uma casa porto-riquenha simples, viva, cheia de gente. Nos palcos, ela costuma funcionar como ponto de encontro, onde convidados dançam e celebram enquanto o cantor se apresenta. No Super Bowl, a casita ganhou convidados de peso: Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba — todos latinos ou de ascendência latina. A escolha reforçou a ideia de comunidade e pertencimento, não como exceção, mas como centro do espetáculo. Com as dançarinas, o show também destacou o perreo, estilo de dança sensual surgido em Porto Rico nos anos 80, frequentemente marginalizado, mas aqui elevado ao maior palco possível. Assim como o funk no Brasil, o perreo aparece como expressão cultural, corpo político e identidade popular. Um casamento real no meio do espetáculo Cerca de cinco minutos após o início da apresentação, o show foi interrompido por algo inesperado: o final de uma cerimônia de casamento. Não era encenação. O casamento era real, confirmado pela equipe do artista. O casal havia convidado Bad Bunny para a cerimônia, mas ele propôs o inverso: que eles se casassem no show do intervalo. Benito atuou como testemunha, assinou a certidão e ainda garantiu bolo de casamento de verdade. Em um evento marcado por espetáculos grandiosos, o gesto trouxe intimidade e humanidade ao centro da narrativa. Lady Gaga, salsa e pista de dança Logo depois, Lady Gaga surgiu acompanhada do grupo porto-riquenho Los Sobrinos, tocando “Die With a Smile” como se fossem uma banda típica de casamento. O cenário incluía mesinhas, bolo e até uma criança “dormindo” na cadeira, reforçando a atmosfera doméstica. Em seguida, Gaga foi puxada para dançar por Bad Bunny em “Baile Inolvidable”, dissolvendo completamente a fronteira entre convidado e anfitrião, estrela global e festa de bairro. “Nuevayol” e a Nova York latina A música “Nuevayol” marcou a transição para outro território simbólico: Nova York como extensão cultural de Porto Rico. A cidade é o principal centro demográfico porto-riquenho fora da ilha — e até a bandeira de Porto Rico foi criada ali. O cenário reproduziu as bodegas nova-iorquinas, com participação especial de Toñita, dona do histórico Caribbean Social Club, um dos bares mais emblemáticos da cultura latina na cidade. Nesse momento, Bad Bunny entregou simbolicamente um Grammy a uma criança que “o assistia” pela televisão. As roupas do menino remetiam a uma foto de infância do próprio Benito, conectando passado, presente e futuro em um único gesto. Ricky Martin e a política explícita Outro destaque foi a aparição de Ricky Martin, conterrâneo de Bad Bunny. Sentado em cadeiras que reproduziam a capa do álbum Debí Tirar Más Fotos, ele cantou “Lo que le pasó a Hawaii”, uma das músicas mais políticas do repertório recente de Benito. A letra aborda os efeitos do imperialismo americano sobre o Havaí, anexado aos EUA em 1898, e deixa clara a preocupação: não permitir que Porto Rico tenha o mesmo destino cultural e identitário. A bandeira, o apagão e a memória do furacão Nos minutos finais, Bad Bunny surgiu com uma grande bandeira de Porto Rico em azul-claro — cor associada aos movimentos pró-independência. Cantando “El Apagón”, ele subiu em um poste e provocou simbolicamente um apagão no estádio. A cena remete diretamente ao colapso da infraestrutura elétrica da ilha após o furacão Maria, em 2017, e à negligência governamental que deixou a população convivendo com apagões constantes desde então. O que é “América”? O encerramento trouxe o momento mais simbólico do show. Bad Bunny segurou uma bola com a frase: “Juntos, somos a América”, cercado por bailarinos e músicos com bandeiras de diversos países do continente. “Deus abençoe a América”, disse ele em inglês — ecoando uma expressão patriótica dos Estados Unidos. Em seguida, redefiniu o termo: passou a citar todos os países do continente americano, do Sul ao Norte, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e, por último, Estados Unidos e “minha terra mãe, Porto Rico”. No telão, a frase final: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”. O show se encerrou com “Dtmf”, faixa que fala sobre amor, memória, identidade e pertencimento — resumindo tudo o que aquela apresentação quis dizer.
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A reação de Donald Trump ao show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl 2026 escancarou algo que já estava em ebulição muito antes da primeira batida soar no estádio: a apresentação não era apenas um evento musical, mas um campo de batalha simbólico da polarização cultural nos Estados Unidos. A polarização antes mesmo do show A controvérsia não nasceu no domingo do Super Bowl. Ela já estava instalada semanas antes. Uma pesquisa da YouGov/Economist, divulgada pela Statista e realizada entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026, apontava um país dividido de forma quase simétrica: 28% dos adultos americanos aprovavam a escolha de Bad Bunny para o halftime show, enquanto outros 28% se declaravam insatisfeitos. Mas o dado mais revelador não estava no gosto musical — e sim na política.Entre eleitores democratas, 52% aprovavam a escolha. Entre republicanos, apenas 12%. Do outro lado, entre os insatisfeitos, 53% se identificavam como republicanos, contra apenas 8% democratas. Um abismo de mais de 40 pontos percentuais, formado antes que qualquer coreografia fosse vista. Trump entra em cena e transforma o show em símbolo Essa leitura ganhou força quando lideranças políticas passaram a vocalizar o descontentamento. Trump classificou a escolha de Bad Bunny como “absolutamente ridícula” e, durante a apresentação, foi ainda mais direto. Para ele, o show foi “uma afronta” e “um dos piores de todos os tempos”. O argumento central se repetiu em suas declarações: o fato de o artista cantar em espanhol.“Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, afirmou o presidente, ignorando que cerca de 20% da população dos Estados Unidos é latina. Não era uma crítica estética. Era simbólica. A língua, o corpo em cena e a identidade do artista funcionaram como gatilhos para transformar o halftime show em um marcador cultural — quem aplaudia estava, automaticamente, do “outro lado”. Trump ainda atacou a dança, chamando-a de “repugnante”, especialmente para crianças, e disse que a apresentação não representava “os padrões de sucesso, criatividade ou excelência” da América. As falas foram feitas enquanto ele assistia à final em uma festa na Flórida. Explosão digital: quando o show vira debate global Quando a apresentação começou, toda essa tensão acumulada se converteu em dados. Com uma audiência estimada de 103 milhões de espectadores nos EUA e cerca de 142 milhões globalmente, o impacto digital foi imediato. No X (antigo Twitter), o halftime show de Bad Bunny gerou mais de 1 milhão de menções — um crescimento de 683% em relação ao volume médio diário de menções ao halftime show de 2025, do Maroon 5. Não foi apenas muito barulho: foi uma aceleração anormal de conversa em pouquíssimo tempo. Outras plataformas confirmaram o fenômeno:No Instagram, o teaser da apresentação ultrapassou 5 milhões de curtidas, recorde para o formato.No TikTok, hashtags relacionadas ao show somaram mais de 85 milhões de visualizações em vídeos de reação.No YouTube, o vídeo oficial passou de 1,8 milhão de visualizações em poucas horas.Ainda no Instagram, foram mais de 8 mil conteúdos e 97 mil comentários logo após o show. O halftime show deixou de ser apenas entretenimento e passou a operar como um evento multiplataforma de debate. Por horas, Bad Bunny foi o tema mais discutido do planeta. Reação conservadora e o “show alternativo” As críticas de Trump não surpreenderam. Antes mesmo do Super Bowl, ele já havia chamado Bad Bunny de “péssima escolha”, citando o posicionamento do artista contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega). Enquanto isso, organizações conservadoras tentaram responder no mesmo terreno simbólico. O grupo Turning Point USA promoveu um espetáculo paralelo, o “The All-American Halftime Show”, com forte apelo patriótico. Entre os nomes do evento estavam Kid Rock e outros artistas alinhados ao discurso do governo Trump, além de aparições do fundador do grupo, Charlie Kirk. Guitarras, country e símbolos nacionais dominaram a estética — uma resposta direta ao que eles viam como uma “ameaça cultural”. Mais que música, um espelho do país No fim das contas, a reação de Trump cristalizou algo maior do que uma simples rejeição artística. O show de Bad Bunny se tornou um espelho das disputas atuais dos Estados Unidos: língua, imigração, identidade e quem tem direito de ocupar o maior palco do entretenimento global. Gostando ou não da apresentação, o fato é que ela cumpriu um papel raro: expôs, em rede mundial, as fissuras de um país que já estava dividido antes mesmo de o show começar.
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