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Viagem Sem Retorno: crítica do filme que transforma um casamento tóxico em uma guerra sangrenta
Um casal problemático visita uma cabana isolada, ambos com intenções ocultas de eliminar o parceiro, preparando o cenário para um confronto emocionante e cheio de suspense em meio a uma selva isolada.
História
O casamento de Dan e Lisa está destruído. Sem que o outro saiba, ambos planejam exatamente a mesma coisa: matar o próprio cônjuge durante um fim de semana em uma cabana isolada no meio da floresta.
O que deveria ser um assassinato perfeito rapidamente se transforma em um pesadelo quando criminosos perigosos surgem no local. Agora, o casal que queria se eliminar precisa decidir se continua tentando se matar ou se une forças para sobreviver.
Pode Ver Sem Medo
Existem casamentos complicados.
Existem casamentos tóxicos.
E existe o casamento de Dan e Lisa em Viagem Sem Retorno (Over Your Dead Body).
O filme já começa deixando claro que não estamos diante de uma história de reconciliação. Pelo contrário. Nas primeiras cenas, Dan (Jason Segel) coloca fita adesiva, corda e uma serra no porta-malas do carro enquanto comenta casualmente que sua esposa pretende fazer uma trilha perigosa sozinha durante o fim de semana. Nada suspeito, certo?
Só que Dan não é o único com planos homicidas.
Quando ele finalmente decide colocar seu plano em prática durante um jantar romântico na cabana isolada, recebe uma surpresa dolorosa: Lisa (Samara Weaving) já estava preparada para isso e responde com um taser em uma região particularmente sensível do marido.
É nesse momento que o filme revela sua verdadeira proposta.
Os dois passaram meses planejando matar um ao outro.
E os dois são incrivelmente ruins nisso.
O que segue é uma sequência de agressões, socos, sangue, traições e tentativas de assassinato tão absurdas quanto engraçadas. Mas quando a situação parece não poder ficar pior, três criminosos violentos invadem a cabana e transformam o conflito doméstico em uma luta desesperada pela sobrevivência.
De repente, a falência financeira causada por Dan e a infidelidade de Lisa já não parecem ser os maiores problemas daquele relacionamento.
Talvez tentar matar o próprio cônjuge não seja tão grave quando comparado a enfrentar um grupo de psicopatas armados.
Ou talvez seja.
O filme nunca parece muito interessado em responder essa questão.
Samara Weaving nasceu para esse tipo de papel
Se existe um motivo para assistir ao filme, esse motivo atende pelo nome de Samara Weaving.
Depois de se tornar um dos rostos mais conhecidos do terror moderno em produções como Casamento Sangrento, a atriz retorna ao território que domina melhor: o da sobrevivente sarcástica presa em situações completamente absurdas.
Sua química com Jason Segel funciona justamente porque os dois personagens são igualmente falhos, egoístas e incompetentes.
Você não torce exatamente por eles.
Mas também não consegue desviar os olhos da bagunça que criam.
Violento, nojento e surpreendentemente divertido
É importante avisar.
Viagem Sem Retorno não economiza em violência.
Tem sangue.
Tem dedos decepados.
Tem narizes arrancados.
Tem vômito.
Tem urina.
Tem praticamente todo tipo de fluido corporal que você consiga imaginar.
Em alguns momentos, parece que o filme está fazendo uma competição consigo mesmo para descobrir qual será a próxima atrocidade exibida na tela.
Mas o curioso é que a violência nunca existe apenas pelo choque.
Ela faz parte do humor.
Quanto mais absurda a situação fica, mais o filme abraça seu lado de comédia negra.
E funciona.
Vale a pena para quem viu o original?
O filme é uma versão americana de The Trip, produção norueguesa dirigida por Tommy Wirkola.
Quem assistiu ao original provavelmente encontrará várias situações familiares, mas a nova versão aposta fortemente no carisma de seu elenco para justificar sua existência.
Jason Segel entrega uma atuação divertida como um homem que claramente acredita ser mais inteligente do que realmente é.
Já Timothy Olyphant e Juliette Lewis entram em cena para elevar o caos a níveis completamente imprevisíveis.
Veredito
Viagem Sem Retorno não tenta ser profundo.
Não tenta reinventar o gênero.
E definitivamente não pretende ser um retrato realista de relacionamentos.
O que ele oferece é uma mistura de suspense, violência exagerada e humor ácido que sabe exatamente o tipo de filme que deseja ser.
É um passatempo divertido, sangrento e politicamente incorreto que faz uma pergunta curiosa ao espectador:
Você conseguiria perdoar alguém que passou meses planejando sua morte?
Dependendo da resposta, talvez esse casal seja mais saudável do que parece.
Uma comédia sombria recheada de violência grotesca, personagens moralmente questionáveis e situações tão absurdas que é impossível não rir enquanto tudo desmorona.
Curiosidades
O slogan original do filme “The Trip” (2021, Noruega) é “Até que a morte nos separe”. O slogan da versão refeita nos EUA: “As separações estão todas na execução”
André Eriksen reproduz a versão cinematográfica de Todd. Ele também interpretou o papel de um dos criminosos, Roy, no original norueguês The Trip (2021) .
O filme é uma adaptação do sucesso norueguês The Trip (I Onde Dager), dirigido por Tommy Wirkola, conhecido por misturar violência extrema e humor negro.
Onde assistir?
O filme está nos cinemas e em algumas plataformas digitais.
Avaliações
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69%
6,5
Tags:
#filmes #movies #comédia #humornegroVisualizações:
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