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Primeiro as Damas (2026): a comédia da Netflix que humilha homens da mesma forma que mulheres são tratadas todos os dias
Em uma sociedade governada por mulheres, um homem sexista confronta sua contraparte feminina, questionando suas crenças e percepções em um mundo com papéis de gênero invertidos.
História
Um machista é transportado para uma sociedade matriarcal, enfrentando os desafios de uma formidável versão feminina de si mesmo.
Pode Ver Sem Medo
A Netflix resolveu transformar a velha “guerra dos sexos” numa sátira completamente escancarada.
E o resultado é Primeiro as Damas, remake britânico do cult francês Eu Não Sou um Homem Fácil (2018), agora estrelado por Sacha Baron Cohen e Rosamund Pike.
O filme pega um publicitário arrogante, machista e privilegiado… e o joga em um universo onde os homens finalmente experimentam tudo aquilo que as mulheres sofrem diariamente.
O problema?
A produção faz isso da maneira mais absurda, constrangedora e caricata possível.
E justamente por isso está dividindo completamente o público.
Uma realidade onde homens viraram “o sexo frágil”
O filme é narrado por uma das figuras mais bizarras da Netflix em 2026:
o chamado Homem-Pombo, interpretado por Richard E. Grant.
Sim… literalmente um mendigo com pombos presos no cabelo.
Ele funciona como um narrador onisciente, aparecendo pelas ruas enquanto explica as regras daquele universo invertido para o protagonista Damien Sachs.
Nos créditos, o personagem é chamado oficialmente de Pigeon Man.
E ele já apresenta Damien da forma mais direta possível:
“Esse homem é um babaca.”
Quem é Damien Sachs?
Interpretado por Sacha Baron Cohen, Damien é um dos executivos mais poderosos da Atlas, uma grande agência de publicidade.
Ele é rico, arrogante, manipulador e completamente acostumado a tratar mulheres como objetos decorativos.
Damien e seu chefe Fred, vivido por Charles Dance, enxergam funcionárias como:
- acessórios corporativos;
- símbolos de imagem;
- e ferramentas para fechar contratos milionários.
Quando surge a necessidade de promover uma mulher para agradar uma gigantesca marca internacional de cerveja, eles nem escondem o plano:
querem colocar uma mulher num cargo alto sem dar qualquer poder real a ela.
A escolhida seria Alex, interpretada por Rosamund Pike.
O problema?
Damien sequer parece lembrar o nome dela.
A cena que resume o filme inteiro
Logo no começo existe uma sequência que define perfeitamente o tom da produção.
Damien encontra Alex numa escada rolante e faz questão de deixá-la passar na frente apenas para observar seu corpo enquanto ela sobe.
Enquanto isso, Alex, inocentemente, diz:
- “Estou ansiosa para trabalhar para você.”
- “Estou pronta para fazer o que você quiser.”
Pouco depois, eles chegam a uma reunião corporativa.
A sala está cheia de homens executivos.
Alex até está presente…
mas colocada no fundo da mesa.
As outras mulheres ficam apenas anotando tudo em silêncio.
Sempre que Alex tenta falar:
- é interrompida;
- ignorada;
- ou diminuída.
Cansada da humilhação, ela abandona a reunião furiosa.
Damien vai atrás dela apenas para provocar mais uma vez.
E então…
bate a cabeça num poste.
O mundo invertido começa
Quando acorda, Damien descobre que entrou numa realidade alternativa onde:
- mulheres dominam empresas;
- mulheres comandam a política;
- mulheres objetificam homens;
- homens vivem pressionados por padrões de beleza;
- e o sexismo estrutural agora é direcionado ao lado masculino.
Agora são as mulheres que:
- sentam no sofá bebendo cerveja;
- assistem futebol;
- e ignoram completamente os homens da casa.
Enquanto isso, os homens:
- cozinham;
- arrumam a mesa;
- cuidam da aparência;
- e tentam desesperadamente agradar.
Damien, antes um símbolo de poder, agora virou um homem solteiro de meia idade com um gato como companhia.
E o filme trata isso como se fosse a maior tragédia possível.
O detalhe mais absurdo do filme
A Netflix claramente decidiu abraçar o exagero total.
Nesse universo:
- homens fazem depilação íntima para se encaixar nos padrões;
- usam roupas que destacam peitorais e bíceps;
- vivem obcecados pela aparência;
- e fazem tratamentos estéticos constantemente.
Existe até uma sequência numa loja chamada:
Victor’s Secret
Sim.
A versão masculina da Victoria’s Secret.
Lá, Damien experimenta roupas íntimas masculinas com enchimento para aumentar os testículos.
O filme realmente vai longe demais em alguns momentos.
Harriet Potter, Burger Queen e o mundo invertido
A produção também brinca com pequenos detalhes espalhados pelo universo alternativo.
Nesse mundo:
- todos leem Harriet Potter;
- o fast-food famoso virou Burger Queen;
- e até a religião foi invertida.
Em uma cena, uma sacerdotisa diz:
“Em nome da mãe, da filha e da Alma Santa.”
É exatamente nesse ponto que muita gente percebe que o filme não quer realismo.
Ele quer desconforto.
O verdadeiro objetivo da história
Por trás da comédia exagerada existe uma proposta muito clara:
fazer homens enxergarem como certas situações femininas parecem absurdas… apenas quando acontecem com eles.
O filme fala sobre:
- machismo estrutural;
- interrupção feminina no trabalho;
- sexualização;
- pressão estética;
- desigualdade corporativa;
- assédio cotidiano;
- e privilégios invisíveis.
Nada disso é novo.
Mas o filme aposta justamente no espelho invertido para gerar impacto.
O público ficou dividido
Muita gente odiou o longa.
Outros adoraram justamente pela coragem de escrachar tudo.
As críticas mais comuns foram:
- humor exagerado demais;
- caricaturas excessivas;
- situações forçadas;
- e comparação inevitável com Barbie.
Mas existe um ponto que muita gente concorda:
qualquer filme que consiga fazer homens se enxergarem no lugar das mulheres que costumam desprezar… já cumpriu parte da sua função.
Vale a pena assistir?
Se você entrar esperando:
- uma comédia escrachada;
- sátira social pesada;
- humor desconfortável;
- e situações absurdamente exageradas,
Primeiro as Damas funciona muito bem.
Mas quem espera uma discussão profunda sobre relações de gênero talvez ache tudo superficial e repetitivo.
Ainda assim, é exatamente aquele tipo de filme que faz o público discutir por horas depois dos créditos.
E talvez essa fosse a intenção desde o começo.
Curiosidades
Kathryn Hunter, que interpreta Glenda no filme, já foi professora de Sacha Baron Cohen na escola francesa de palhaços Ecole Philippe Gaulier, dando à dinâmica na tela uma história incomum do mundo real.
Rosamund Pike improvisou a frase “Oh Fred, my cashmere angel” enquanto filmava uma cena com Charles Dance, e a frase improvisada foi mantida na versão final do filme.
O memorial de Peabody apresentado no filme, onde o personagem Homem-Pombo é visto sentado, homenageia George Peabody, um banqueiro americano que estabeleceu uma fundação de caridade para abrigar os pobres e desabrigados. No mundo invertido, o memorial foi renomeado em homenagem a Georgina Peabody.
Glenda, de Kathryn Hunter, se refere a uma borboleta como “Marcello”, que era o nome do falecido marido da atriz.
Sacha Baron Cohen transformou fisicamente seu corpo para o papel, passando um tempo significativo na academia para criar o que ele descreveu como um físico convencionalmente atraente para a versão invertida de Damien - um afastamento deliberado de sua abordagem usual de usar seu corpo naturalmente “magro e peludo” para efeitos cômicos, como ele fez em “Borat”.
O exterior da agência de publicidade Atlas foi filmado na Lime Street, no distrito financeiro de Londres, com a equipe filmando aos domingos especificamente para aproveitar a área completamente vazia e silenciosa durante o fim de semana.
Onde assistir?
O filme está na Netflix.
Avaliações
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#filmes #netflix #satira #comedia #ladiesfirstVisualizações:
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