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Dead Man's Wire (2025/26) - história real, tensão sufocante e um duelo psicológico com Bill Skarsgård e Al Pacino

Em 8 de fevereiro de 1977, Tony Kiritsis entrou no escritório de Richard Hall, presidente da Meridian Mortgage Company, e o fez refém com uma espingarda serrada conectada a um "fio de homem morto" do gatilho até o pescoço de Tony.

Personagens

Tony Kiritsis — Bill Skarsgård

Um homem tomado por ressentimento e paranoia. Ele acredita estar lutando por justiça, mas o que vemos é alguém instável, raivoso e perdido dentro da própria narrativa.

 

Richard Hall — Dacre Montgomery

O refém. Sua atuação é contida e poderosa — o desespero silencioso de alguém que sabe que qualquer erro pode ser o último.

 

M.L. Hall — Al Pacino

O verdadeiro choque do filme. Frio, distante e brutal em sua lógica, ele representa um tipo de “capitalismo impiedoso” que chega a ser mais assustador que o próprio sequestrador.

 

Linda Page — Myha'la

A repórter que acompanha o caso desde o início e funciona quase como narradora da história — embora o filme nem sempre aproveite todo o potencial da personagem.

 

Fred Temple — Colman Domingo

Um DJ que se torna um mediador improvável, trazendo uma camada interessante sobre o papel da mídia.

 

Personagens

História

O filme dramatiza o caso real de Tony Kiritsis, que em 1977 manteve um executivo como refém em Indianápolis usando uma espingarda presa por um cabo "homem morto" (se ele soltasse ou fosse baleado, a arma dispararia),

História

Pode Ver Sem Medo

Se em Um Dia de Cão, de Sidney Lumet, um jovem Al Pacino interpretava um assaltante impulsivo movido por uma causa “moral”, em Dead Man’s Wire (2026), de Gus Van Sant, essa ideia retorna — mas com uma inversão curiosa e perturbadora.

 

Agora, quem assume o papel do sequestrador é Bill Skarsgård, enquanto Pacino surge do outro lado: frio, rígido e talvez o personagem mais cruel da história.

 


 

A história real por trás do filme

 

Baseado em um caso real de 1977, o filme acompanha Tony Kiritsis, que invade uma empresa de hipotecas em Indianápolis e faz um homem refém usando um dos dispositivos mais bizarros já vistos em crimes reais.

 

O refém, Richard Hall (Dacre Montgomery), é preso a um mecanismo mortal:
um fio ligado ao gatilho de uma espingarda — apontada diretamente para sua nuca.

 

Qualquer movimento brusco poderia disparar a arma.

 

O impasse dura mais de 60 horas, transformando o caso em um espetáculo midiático e em um estudo perturbador sobre desespero, controle e percepção pública.

 


 

Tensão, mídia e um jogo psicológico sufocante

 

O grande trunfo de Dead Man’s Wire não está na ação — e isso precisa ficar claro.

 

Não espere tiroteios ou negociações explosivas.

 

O filme aposta em:

  • tensão contínua
  • silêncio desconfortável
  • desgaste emocional
  • embates psicológicos
  •  

E funciona… até certo ponto.

 

A abertura é extremamente poderosa, criando uma sensação de sufocamento imediato. Mas, conforme os dias passam (e o caso se arrasta), o suspense começa a perder força — algo que reflete até a própria natureza real do evento.

 


 

O papel da mídia (e onde o filme acerta… e erra)

 

Um dos aspectos mais interessantes é como o filme mostra a influência da mídia:

  • Repórteres moldando a narrativa em tempo real
  • Cobertura sensacionalista interferindo no caso
  • A construção pública do “vilão”
  •  

A personagem de Linda Page traz essa perspectiva — mas acaba sendo ofuscada por imagens de arquivo e decisões narrativas que diluem seu impacto.

 

A ideia é ótima. A execução, nem tanto.

 


 

Crítica: onde o filme funciona (e onde falha)

 

Pontos fortes:

  • Atuações sólidas (principalmente Montgomery e Skarsgård)
  • Tensão inicial extremamente eficaz
  • Conceito real impactante
  • Conflitos psicológicos bem construídos
  •  

Pontos fracos:

  • Ritmo irregular após o início
  • Personagem principal pouco aprofundado
  • Mensagem simplista para um tema complexo
  • Uso excessivo de recursos clichês (imagens reais nos créditos, etc.)
  •  

 

O verdadeiro vilão?

 

Curiosamente, o filme sugere que o maior vilão não é o sequestrador.

 

É o pai.

 

A frieza de M.L. Hall (Pacino) ao se recusar a ceder, mesmo diante da vida do filho em risco, cria um dos momentos mais impactantes da narrativa — e até gera uma conexão inesperada entre vítima e agressor.

 


 

Vale a pena assistir?

 

Dead Man’s Wire não é um thriller convencional.

 

É um filme:

  • mais psicológico do que físico
  • mais desconfortável do que empolgante
  • mais observacional do que narrativo
  •  

 

Não é essencial como clássicos do gênero, mas entrega momentos de tensão genuína e atuações fortes.

 

Se você gosta de:

  • histórias reais bizarras
  • conflitos morais
  • cinema mais lento e denso
  •  

…vale a experiência.

 

Mas vá preparado: aqui, o tiro mais forte não é o da arma — é o do silêncio.

 

Pode Ver Sem Medo

Curiosidades

A História Real

 

O Incidente

Kiritsis, então com 44 anos, sequestrou Richard Hall, o executivo de uma empresa de hipotecas (Meridian Mortgage). Ele montou um dispositivo aterrorizante: amarrou o pescoço de Hall a uma espingarda de cano serrado usando um cabo de metal conectado ao gatilho e à sua própria mão. Se Kiritsis fosse baleado pela polícia ou soltasse o cabo, a arma dispararia instantaneamente — o chamado "dead man's wire". Ele desfilou com Hall pelas ruas por 63 horas sob a mira da arma, atraindo cobertura nacional ao vivo. O evento culminou em uma coletiva de imprensa caótica e cheia de palavrões antes de Kiritsis finalmente se render.

 

A Motivação: Uma Vingança Financeira

A motivação de Kiritsis não era dinheiro no sentido de um assalto, mas sim justiça pessoal e vingança contra o que ele considerava um sistema financeiro corrupto.

 

O Negócio Frustrado: Kiritsis queria desenvolver um terreno para construir um complexo de lojas. Ele fez um empréstimo com a Meridian Mortgage, mas o negócio não prosperou como planejado.

 

Alegação de Conluio: Ele acreditava piamente que a empresa e a família Hall estavam conspirando deliberadamente para arruiná-lo financeiramente, com o objetivo de tomar sua terra por um preço baixo após a execução da hipoteca.

 

Humilhação: Kiritsis sentia que os executivos riam dele e o tratavam com desdém. Para ele, Richard Hall não era apenas um indivíduo, mas o rosto de uma corporação que estava "roubando sua vida".

 

O Desfecho

Kiritsis foi levado a julgamento, mas declarado inocente por motivo de insanidade. O júri acreditou que ele estava em um estado de psicose paranoica no momento do ato. Ele passou anos em instituições psiquiátricas antes de ser libertado em 1988.

Curiosidades

Onde assistir?

O filme está em algumas plataformas digitais e para alugar na APPLE TV, tendo previsão para chegar na Netflix no fim do mês.

Avaliações

  • IMDB logo 6,5
    Rotten Tomatoes logo 93%
    PVSM logo 6,0

Tags:

#filmes #movies #históriasreais #truecrime #deadmanswire

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