Criação de conteúdos e gestão de redes sociais
Extermínio: O Templo dos Ossos (2026) — quando o horror vira ritual… e perde o impacto
O Dr. Kelson se vê envolvido em um novo e chocante relacionamento com consequências que podem mudar o mundo como ele o conhece. Enquanto isso, Jimmy Crystal, o líder de uma seita, instiga medo e violência por onde passa.
Personagens
- Spike (Alfie Williams)
Um garoto órfão jogado no pior tipo de mundo possível. Sobrevive mais por sorte do que por força — e isso é parte do que torna tudo mais angustiante. - Sir Lord Jimmy Crystal (Jack O'Connell)
Um líder completamente perturbador, com seguidores que imitam sua identidade. Um culto bizarro, violento e com simbolismo explícito — incluindo referências grotescas que tornam tudo ainda mais desconfortável. - Jimmy (Erin Kellyman)
Uma possível aliada dentro do grupo, que parece enxergar algo além daquela insanidade coletiva. - Dr. Ian Kelson (Ralph Fiennes)
O personagem mais interessante do filme. Um médico solitário que construiu um monumento com ossos humanos e tenta, à sua maneira… manter algum resquício de humanidade. - Samson (Chi Lewis-Parry)
- O infectado Alfa
História
Décadas após o colapso causado pelo vírus, o mundo tenta se reorganizar — ou ao menos sobreviver. Em meio a zonas isoladas e territórios dominados por infectados, um grupo de sobreviventes descobre a existência de um misterioso “Templo dos Ossos”.
O local, cercado por histórias macabras, parece ser mais do que um abrigo: há indícios de que ali surgiu uma nova forma de organização — ou até uma evolução do próprio vírus.
O que começa como uma busca por respostas rapidamente se transforma em uma jornada de horror, fé distorcida e confronto com aquilo que restou da humanidade.
Pode Ver Sem Medo
Se você saiu de Extermínio: A Evolução esperando que Extermínio: O Templo dos Ossos fosse recuperar a urgência, o caos e o desespero da franquia… talvez esse filme te frustre tanto quanto me frustrou.
A proposta é ambiciosa — expandir o universo, transformar o vírus em algo mais simbólico, quase religioso. Mas, na prática, o resultado parece mais perdido do que profundo.
Sinopse
Décadas após o surto inicial, o vírus da raiva já não é apenas uma ameaça: ele virou parte do mundo.
Em meio a esse novo cenário, acompanhamos Spike, um garoto que perde tudo e acaba cruzando o caminho de um grupo tão perturbador quanto os próprios infectados.
Ao mesmo tempo, um médico isolado, Dr. Ian Kelson, tenta encontrar algum sentido — ou até uma possível cura — em um mundo que já parece ter aceitado a própria ruína.
Tudo converge para o misterioso Templo dos Ossos, um lugar onde o horror deixa de ser combatido… e passa a ser cultuado.
História — um mundo que já desistiu de ser salvo
O filme parte de uma ideia forte:
- O vírus não é mais o centro do problema
- A humanidade se adaptou — da pior forma possível
- Surgiram “culturas” dentro do caos
E aí entra o ponto mais interessante… e também o mais problemático.
O grupo liderado por Sir Lord Jimmy não quer sobreviver — quer dominar, torturar, impor uma lógica distorcida de poder e fé. Spike é forçado a entrar nesse sistema brutal, incluindo rituais violentos que beiram o grotesco.
Enquanto isso, o Dr. Kelson vive em paralelo, em uma das partes mais estranhas (e curiosamente melhores) do filme: ele cria uma relação quase absurda com um infectado alfa chamado Sansão — sedado, controlado, quase… humano... e peladão.
Sim, é tão estranho quanto parece.
Curiosidades
- O filme continua a linha iniciada por Extermínio, mas muda bastante o tom da franquia.
- O roteiro aposta muito mais em simbolismo, religião e psicologia do que em ação direta.
- A presença final de Cillian Murphy funciona quase como um aceno para os fãs — e talvez uma promessa de reconectar a saga com suas origens.
- O conceito do “Templo dos Ossos” é uma metáfora clara: o mundo não só colapsou… ele criou novas crenças a partir da destruição.
Crítica — aqui a coisa desanda
Vou ser direta: eu já não tinha curtido tanto o filme anterior… e esse aqui piorou.
Sim, eu entendo a proposta.
Sim, a ideia é interessante.
Mas execução importa — e aqui ela falha.
O filme é:
- Lento demais
- Fragmentado demais
- Pretensioso em vários momentos
A narrativa parece se arrastar enquanto tenta dizer algo profundo… mas muitas vezes só cansa.
Tem cenas que deveriam impactar, mas acabam ficando longas, desconectadas ou simplesmente estranhas demais pra gerar qualquer envolvimento real.
E isso pesa ainda mais porque a franquia sempre foi sobre urgência, tensão e desespero.
Aqui… dá sono.
Vale a pena assistir?
Depende do que você espera.
Se quer:
Uma abordagem mais filosófica do apocalipse
Um terror mais simbólico e estranho
Ideias diferentes dentro da franquia
Talvez funcione.
Agora, se você quer:
Tensão
Ritmo
Aquela sensação de perigo constante dos primeiros filmes
…esse filme provavelmente vai te frustrar.
Conclusão
Extermínio: O Templo dos Ossos tenta transformar o apocalipse em algo mais profundo… mas acaba se perdendo no próprio conceito.
No fim das contas, o melhor momento do filme é justamente o último — quando surge a possibilidade de voltar às origens com Cillian Murphy.
E olha… talvez seja exatamente isso que a franquia precisa agora.
Curiosidades
O conjunto Bone Temple (o ossuário) foi construído com cerca de 5.500 crânios e 150.000 ossos, cada um moldado e montado individualmente. Esses elementos foram montados em cerca de 1.000 colunas verticais, criando a estrutura colunar do templo.
As filmagens começaram apenas três dias após o término das filmagens de 28 Years Later, de Danny Boyle.
Jack O'Connell descreveu o filme como o “primo estranho e louco” da edição anterior.
Para retratar Samson, Chi Lewis-Parry usou uma roupa corporal protética de corpo inteiro. Cada traje levou de seis a oito horas para ser aplicado por sete artistas e só podia ser usado uma vez, então o processo teve que ser repetido mais de 25 vezes durante as filmagens. Para fotos de close-up ou cintura, próteses parciais mais simples foram usadas.
Ralph Fiennes disse que o filme explora temas que justapõem a violência humana à humanidade inata em meio à brutalidade e aos infectados. Nia DaCosta afirmou que, embora o tema do filme anterior fosse sobre a natureza da família, The Bone Temple seria sobre a natureza do mal, o que levaria o próximo filme a ser sobre a natureza da redenção.
Dança improvisada: A cena em que Dr. Kelson (Ralph Fiennes) e Samson dançam ao som de “Rio” do Duran Duran não estava no roteiro original; foi improvisada pelos atores durante as filmagens.
Onde assistir?
O filme está na HBOMAX.
Avaliações
-
7,3
92%
5,5
Tags:
#filmes #movies #zumbis #apocalipseVisualizações:
6Comentários (0)
Efetue login para poder comentar. Ainda não tem uma conta? Registre-se