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Sweetpea (2026) - quando ser ignorada vira algo perigoso
Rhiannon Lewis não chama muita atenção — as pessoas passam por ela sem nem olhar duas vezes. Isso até que ela é levada ao limite e perde o controle. A vida de Rhiannon se transforma, mas será que ela conseguirá manter seu segredo assassino?
Personagens
- Rhiannon Lewis (Ella Purnell) — uma protagonista fascinante e perturbadora, que vai de invisível a imprevisível
- Julia Blenkingsopp (Nicôle Lecky) — o trauma personificado, símbolo de tudo que Rhiannon odeia
- Norman (Jeremy Swift) — o chefe que subestima e ajuda a alimentar a frustração dela
- Seren (Alexandra Dowling) — a irmã distante, incapaz de compreender a dor de Rhiannon
- AJ (Calam Lynch) — o “escolhido” que representa tudo que ela não consegue ser
História
A trama acompanha Rhiannon Lewis, uma jovem aparentemente comum, invisível no trabalho, ignorada pela família e constantemente subestimada por todos ao seu redor.
Mas por trás dessa aparência apagada existe algo crescendo.
Cansada de ser tratada como irrelevante, Rhiannon começa a alimentar pensamentos violentos — que logo deixam de ser apenas pensamentos.
Pode Ver Sem Medo
Logo na primeira cena de Sweetpea (2026), a série do Prime Video já deixa claro o tom: uma mulher espremida entre dois homens no ônibus pensa, em voz off, “pessoas que eu gostaria de matar…”.
E isso não é só um pensamento passageiro.
História: a mente de alguém que cansou de ser invisível
Rhiannon Lewis (Ella Purnell) é o tipo de pessoa que passa despercebida por todos.
No trabalho em um jornal local, ninguém a leva a sério — especialmente seu chefe Norman (Jeremy Swift). Em casa, sua relação com a irmã Seren (Alexandra Dowling) é fria, marcada por ressentimentos antigos. E sua história familiar é carregada: a mãe a abandonou, e o pai, Tommy (David Bark-Jones), era seu único apoio… até morrer.
Mas a lista de pessoas que Rhiannon odeia é longa.
Inclui:
- colegas de trabalho insuportáveis
- desconhecidos irritantes do dia a dia
- sua própria família
- e, acima de todos, Julia Blenkingsopp (Nicôle Lecky)
Julia é o trauma vivo do passado. No colégio, foi quem transformou Rhiannon em um “fantasma”, alguém tão ignorado que passou a arrancar os próprios cabelos de ansiedade.
E o pior?
Agora, adulta, Julia voltou — bem-sucedida, confiante… e mais presente do que nunca na vida de Rhiannon.
O ponto de ruptura
A morte do pai é o gatilho definitivo.
Antes de morrer, Tommy diz que Rhiannon precisa se impor, ocupar seu espaço no mundo. Mas tudo acontece rápido demais — e ela acaba assistindo, impotente, à sua morte no hospital.
No funeral, um detalhe simbólico e cruel: o pedido dele para tocar “I’m On Fire”. E, no meio disso tudo… Julia aparece.
Como se não bastasse:
- Seren quer que Julia venda a casa da família
- Rhiannon ainda mora lá e não quer sair
- ninguém parece entender o quanto aquilo a destrói
É o tipo de situação que vai empurrando alguém já frágil… para o limite.
Quando a raiva deixa de ser só pensamento
No trabalho, Rhiannon tenta mudar de vida e se candidatar a uma vaga de repórter. A resposta?
Ela não tem o “instinto assassino”.
Ironicamente… talvez tenha.
Quando a vaga vai para AJ (Calam Lynch), a frustração explode. Ela o segue com um canivete — o mesmo do pai — mas ainda não consegue cruzar a linha.
Só que a linha está cada vez mais próxima.
O momento mais simbólico vem quando seu cachorro, Tink, morre atropelado após Rhiannon se distrair com um outdoor de Julia.
Para ela, aquilo não é um acidente.
É culpa de Julia.
E ali, bêbada, destruída e completamente fora de controle… algo muda de vez.
Tom e estilo
Sweetpea acerta em cheio ao apostar em um tom híbrido:
- humor ácido e desconfortável
- thriller psicológico focado na mente
- narrativa em primeira pessoa, cheia de sarcasmo
É impossível não lembrar de You — especialmente pela forma como acompanhamos tudo pelos pensamentos da protagonista.
Você ri…
e logo depois percebe que talvez não devesse.
Crítica
A série funciona justamente por esse contraste.
Pontos fortes
- atuação excelente de Ella Purnell
- roteiro afiado e provocador
- construção gradual da transformação da protagonista
Pontos fracos
- alguns episódios mais lentos
- ritmo irregular em certos momentos
- final que claramente prepara continuação (e deixa você esperando)
Conclusão
Sweetpea pega algo simples — a sensação de ser ignorado — e transforma em uma espiral sombria, desconfortável e viciante.
Mais do que um thriller, é uma série sobre:
- bullying e suas consequências
- invisibilidade social
- e até onde alguém pode ir quando sente que não existe para o mundo
A evolução de Rhiannon é o grande destaque:
de alguém à beira de desmoronar… para algo muito mais perigoso.
E sim — aquele final que deixa tudo em aberto incomoda.
Mas também faz uma coisa:
te deixa curioso para descobrir até onde Rhiannon pode chegar.
Curiosidades
A série de TV é baseada na quintologia de romances policiais de C.J. Skuse.
Onde assistir?
A série está no Prime Video com 6 episódios na 1ª temporada.
Avaliações
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7,2
88%
7,5
Tags:
#series #drama #crime #thriller #comedia #darkVisualizações:
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